Arquivo da categoria: Filmes

Missing (Tsui Hark,08)

Poucos momentos na carreira de Tsui Hark expõem tão bem a esquizofrenia entre o cineasta talentoso e o produtor picareta no centro da obra dele. O romance sobrenatural que parece dominar os interesses do Hark tem grande força com momentos de entrega delirante que não faria feio num filme de Vincente Minnelli. Só que o produtor Hark sempre muito esperto resolveu ancorá-lo num filme de terror oriental vagabundo. Se boa parte do material melodramático é forte (e faz bom uso dos elementos sobrenaturais), cada vez que o filme bate ponto criando uma cena de terror tende ao constrangedor. Há muitas seqüências fortes, movimentos de câmera elegantes e boas soluções, mas os cálculos excessivos do produtor Hark limitam bastante o seu impacto.

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Homenagem a Oliveira

O centenário de Manoel de Oliveira não podia passar em branco aqui no blog mesmo que com algum atraso.

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Le Genou d’Artemide (Jean-Marie Straub,08)

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Não há seqüência mais bela no cinema em 2008 quanto o momento em que o diálogo de Cesare Pavase se encerra e o homem permanece em silêncio com a luz natural aos poucos a se apagar. Lembrança de que não há maior escultor de luz em todo o cinema que Jean-Marie Straub. Le Genou d’Artemide é o primeiro trabalho que Straub finalizou desde a morte de Danielle Huillet e estão presente muito do que esperamos dos filmes do casal: o texto de Pavase, a ênfase na voz dos seus atores, a paisagem italiana, a atenção para som e luz e a precisão com que cada plano é articulado. Mas desde de Sicília! Straub não filmava de forma tão emocionada. Meu italiano é precário, mas é bem óbvio como o texto mítico de Pavese é usado por Straub para evocar sua esposa sem nunca menciona-la. Além disso o trabalho de Straub com seus atores é como sempre tão impressionante que mesmo quando você se perde quanto ao sentido das palavras, a precisão emocional do que é dito é sempre tão clara quanto a limpidez das imagens de Straub. Não se trata de um trabalho de luto, mas do seu oposto: nunca temos duvidas da natureza afirmativa que emana de cada quadro composto pelo cineasta. Afirmativo também porque é um filme onde a homenagem permanece sempre no tempo presente no lugar do habitual olhar para trás. Em especial, os últimos minutos quando a câmera de Straub – até então fixa – se move sobre uma série de planos de paisagem e nos vemos diante de um épico verdadeiro composto de pouco mais que som, luz e a presença concreta do mundo captada com aquela paixão que sempre encontramos nos momentos maiores do casal Straub/Huillet. Confesso me sentir um tanto inútil diante dessas imagens e destes sons (e devo dizer que Straub parece ter tomado um cuidado adicional com o som direto neste filme), como se escrever sobre ele fosse uma tarefa completamente insignificante. Suas imagens tão simples e claras se bastam.

 

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JCVD (Mabrouk El Mechri,08)

A crítica habitual a figuras como Jean-Claude Van Damme é de que no fundo eles nunca estão atuando. Este não deixa de ser o ponto deste JCVD, um filme todo construído a partir da idéia de sinceridade e a possibilidade e impossibilidade dela num universo de mídia saturada. Este é tanto um filme muito simples e quanto recheado de recursos de duplos e distanciamentos. Talvez seja desapontador para muitos que o filme se estruture a partir de um assalto que deu errado, mas a situação permite El Mechri uma série de operações interessantes a partir da figura de Van Damme, assim como colocar o ator na posição de interpretar diferentes papeis para diferentes interlocutores que por sua vez tem olhares e expectativas muito diferentes a respeito do ator. As duas cenas-chave do filme – dois planos-seqüências bem longos – representam formas diferentes de lidar com a mesma idéia de autenticidade, na primeira uma elaborada seqüência de ação recheada por pequenos erros de marcaçãos mais tarde um monólogo de Van Damme sobre si mesmo. Há muitos filtros envolvidos em ambas as seqüências, mas todo o distanciamento autoral imposto por El Mechri termina servindo para reforçar a sinceridade do projeto.

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A Fronteira da Alvorada

Muito curioso observar as reações a A Fronteira da Alvorada. Especialmente por ser o primeiro filme do Garrel pós Amantes Constantes. Talvez a mais interessante seja esta do Inácio Araujo: “Com toda sua beleza, este filme não nos faz esquecer de que quase todo o cinema francês (excluídos os cineastas de origem árabe) debate-se num mundo que parece esgotado, fechado a questões urgentes por falta de questões urgentes.” O Inácio não deixa de estar retomando algumas preocupações dele a respeito do cinema francês, mas há algo a se tirar de especifico a respeito de A Fronteira da Alvorada. Trata-se de um filme muito mais típico de Garrel do que Amantes Constantes, a começar justamente por existir num mundo quase à parte. A mesma observação do Inácio podia ser usada para quase toda a sua filmografia de La Revelateur a Sauvage Innoncence. O que aliado as referencias a “filme menor” me desperta a dúvida se Amantes Constantes não seria uma péssima introdução a Garrel, muito mais adequado sem dúvida seriam O Nascimento do Amor e Já Não Posso Ouvir a Guitarra (assim como Amantes ambos melhores que este novo, mas bem mais típicos). Há uma grandeza em Amantes Constantes que torna o filme mais acessível, mas que certamente vai contra o espírito dos filmes de Garrel (nada disso é uma crítica a Amantes, que fique bem claro). A Fronteira da Alvorada por sua vez me parece apresentar a pureza essencial do cinema de Garrel de forma mais direta. Mas sobre isso tratarei melhor depois de mais umas duas ou três revisões. Segue abaixo uma lista de links interessantes sobre o filme:

Paisà
Cinética
Cinequanon
Contracampo

Moviola

Omelete

Público
Filmes Polvo
The Auteurs Notebook
Otros Cines

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Queime Depois de Ler (Joel e Ethan Coen,08)

Existem duas genuínas boas idéias nesta nova comédia dos Coen: a primeira é a forma como tudo no filme deriva da mítica do espião, pouco importa que John Malkovich não passe de um relé analista, ele trabalha na CIA e logo sua figura desperta o fascínio de todos a sua volta (com exceção da esposa) e este fascínio que se torna a mola propulsora da trama. A outra é a forma como a segunda metade prossegue de maneira a subtrair um a um cada personagem da trama. Só que o filme é flácido demais para se sustentar. Apesar dos esforços consideráveis do elenco, ficamos com a impressão de que a nuvem de fracasso sobre seus personagens vai aos poucos contaminando todo o filme. Não deixa de ser oposto de Onde os Fracos Não Tem Vez: o filme anterior era uma maquina infernal tão perfeita que chegava a ser quase acadêmica, já este novo parece mirar uma variação cômica da mesma idéia mas permanece desacertado o tempo todo.

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Vicky Cristina Barcelona

Confesso meu completo desinteresse pelo último Woody Allen.  Creio que num mundo perfeito Allen arranjaria um mecenas disposto a bancar a ida dele para o set de filmagens uma vez por ano sem ter que necessariamente lançar o produto final já que a compulsão por filmar o tempo todo faz muito superou qualquer coisa que aconteça na frente das cameras.  De qualquer forma escrevi algumas linhas sobre o filme durante o Festival do Rio.

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Sparrow (Johnnie To,08)

Tão leve que parece pedir para ser encarado como um filme menor de Johnnie To, trata-se de um dos seus mais elaborados e cuidadosos trabalhos já realizados por ele. Um musical sem números musicais visivelmente influenciado por Demy (para muito mais que a trilha à Michel Legrand) sobre ladrões de carteira e uma série de pequenos golpes e trapaças. Para muito mais que a coreografia e o tom de doce melancolia que marca o filme, a influência de Demy se dá na maneira que toda leveza do filme nunca disfarça o que está em jogo em cada troca em que os personagens se envolvem. No meio do caminho To nos apresenta a algumas das mais precisamente coreografadas seqüências do cinema em especial o duelo dos batedores de carteira e o interlúdio entre Simon Yam (perfeito como sempre), Kelly Chen e um cigarro que consegue superar qualquer coisa que Kar-wai tenha feito em termos de cinema fetichista. Mas Sparrow trata-se sobretudo de uma magnífico filme de cidade onde To vai aos poucos catalogando as mudanças de Hong Kong nos últimos anos (razão pela qual ele gastou 3 anos filmando este filme aparentemente muito simples e a ênfase no hobby de Yam ser fotografia). Sparrow respira a cidade e a câmera do cineasta sempre a lerta para descobrir um novo ângulo e uma nova maneira de entregar ação a locação. Seria o melhor filme tanto do Festival como da Mostra caso estivesse na programação.

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Quantum of Solace (Marc Forster,08)

Foster pega tudo que havia de menos bem resolvido no exemplar anterior da serie e amplifica aqui com muito pouca da força física que era o que Cassino Royale tinha de melhor. Trata-se de um dos piores filmes da serie (e digo isso como alguém que sofreu vendo todos os filmes com Roger Moore). Se Cassino Royale se beneficiava de um bom diretor de filmes de ação (Martin Campbell) e um excelente montador (Stuart Baird), Quantum of Solace tem algumas das piores seqüências de ação e algum infeliz ligado a produção teve a idéia de incluir no filme uma genuína trama de espionagem tornada quase incompreensível por Foster (o diretor merece os parabéns por realizar um filme curto que ainda assim soa tão interminável como os mais gordos da serie). Quantum of Solace não é ajudado em nada pela esquizofrenia de ter que seguir como pode a formula da serie (e incluir o máximo de cenas de ação possíveis). Isto tudo dito já vi vários comentários sobre a abordagem realista o filme ser o grande problema dele que me parecem muito injustos já que a serie costuma ser bem mais palatável quanto mais ancorado os filmes forem (não é por nada que os únicos filmes aceitáveis com Moore sejam Somente para seus Olhos e O Espião que me Amava), o problema é a idéia de realismo bem tola que a última atualização a serie adotou. Os dois filmes com Timothy Dalton realizam tudo que Cassino Royale e Quantum of Solace pretendem de forma muito melhor.

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Quando Eu Era uma Criança Lá Fora (John Torres,08)

Partindo da relação dele com o pai (que mantinha uma segunda família) nos apresenta uma série de fragmentos de possíveis filmes que vão os poucos formando um diário muito particular. Há no filme uma facilidade de se encontrar imagens que parecem estar ali desde sempre – pequenos momentos que visivelmente há muito estavam cristalizados na cabeça do cineasta – assim como impressiona como sua estrutura (que inclui um peso enorme dado a narração em off do cineasta e uma consciência muito grande da sua existência como filme) nunca entra no caminho destas imagens existirem por elas mesmas. A outra arma de Torres é sua montagem tanto no ritmo interna das seqüências, como na maneira que as diversas situações enriquecem umas as outras. Trata-se de um filme muito digressivo (o que certamente irrita muita gente), Torres parece falar de tudo, apesar de nunca perder o foco do peso da figura paterna sobre ele; sobretudo Torres nos abre um sem numero de mundos diferentes, todos no mínimo muito interessantes. Um caderno de anotações de um cineasta poucas vezes é tão instigante e emocionante.

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Meu Nome é Dindi

Lembro-me de encontrar com o Cléber Eduardo um dia após ver Meu Nome é Dindi durante o Festival do Rio e ele como curador interessado em longas de estréia quis saber o que eu tinha achado, respondi que não achava bom não, mas que acharia bem importante que Tiradentes exibisse o filme. Pouco mais de um ano depois minha opinião não mudou muito. O filme é irregular e desajeitado, mas tem algo no seu trabalho de câmera e na relação que o Bruno Safadi com Djin Sganzerla que garantem a ele uma vitalidade não muito comum no cinema brasileiro. Deve ficar pouco tempo em cartaz, mas independente de se gostar ou não, é um filme que acredito vale muito a pena se dar uma chance.

 

Alguns olhares mais entusiasmados sobre o filme:

Francis Vogner dos Reis

Marcelo Miranda

Tatiana Monassa

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Mostra – Final

KFZ – 1348 (Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso,08) – ***

 

Bom documentário pernambucano. Bem hábil na sua construção e sem nunca pesar a mão para reforçar a idéia central (encontrar todos os donos de um Fusca 65 específico) simplesmente deixando ela naturalmente estabelecer sua força.

 

24 City (Jia Zhang-ke,08) – ***

 

Jia menor. Na Paisà.

 

Melancholia (Lav Diaz,08) – ****

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E fácil tratar a longa duração dos filmes de Lav Diaz como um fait divers, mas a verdade é que ela é essencial para o projeto de cinema dele. Melancholia é uma lenta escavação sobre as feridas recentes da política filipina que vai aos poucos acumulando seu poder. A últimas das 3 partes do filme – um longuíssimo flashback com umas boas duas horas de duração mostrando os últimos dias de um grupo de guerrilheiros – tem um acumulo de detalhes impressionante.

 

O Canto dos Pássaros (Albert Serra,08) – *****

 

Já escrevi antes aqui e na Paisà. Agora devo dizer que entre ele, Diaz, o Deixa Ela Entrar e uma cópia de verdade do Deplaschin não vejo porque a Mostra tenha ficado tão abaixo do Rio como disseram.

 

Eu Quero Ver (Khalil Joreige e Joana Hadjithomas,08) – ***

 

O filme nunca vai alem da idéia inicial (Catherine Deneuve é levada por uma equipe de filmagem libanesa para visitar as ruínas da última guerra local), mas trabalha de forma muito eficaz dentro dela.

 

Um Conto de Natal (Arnaud Desplechin,08) – *****

 

Dos 34 filmes que Desplechin esta fazendo uns 23 são geniais e uma outra meia dúzia é boa. Agora para quem tem pouca paciência para hiperatividade do Reis e Rainha são duas horas e meia no inferno hehe.

 

Serbis (Brillante Mendoza,08) – ***

 

O encontro entre a câmera fluída de Mendoza e a relação do filme com o seu cinema decrépito é muito forte.

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Mostra Dias 4 a 7

Sonata de Tóquio (Kiyoshi Kurosawa,08) – *****

Primeira das muitas revisões desta semana e se confirma como um dos grandes filmes do ano.

A Fronteira da Alvorada (Phillipe Garrel,08) – *****

Devo escrever mais sobre na Paisà quando o filme for lançado mês que vem, mas faz uma bela dupla com O Canto dos Pássaros, dois filmes que fazem a busca por uma imagem essencial que parece ter estado sempre ali tão simples.

Acne (Federico Velloj,08) – ****

Filme uruguaio muito bom sobre um moleque de 13 anos tentando conseguir um primeiro beijo. Das boas surpresas da Mostra até aqui, simples, mas muito bem observado.

Depois da Escola (Antonio Campos,08) – *

Amanhã na Paisà.

Aquele Querido Mês de Agosto (Miguel Gomes,08) – *****

Ainda maior na revisão. Incrivel como cada sequencia da parte “documental” é retomada de alguma forma na parte de “ficção”.

Fronteira (Rafael Conde,08) – ***

Conde tira um peso histórico das suas imagens muito marcante, apesar de eu não e interessar muito pela dramaturgia que ele esta construindo.

Horas de Verão (Olivier Assayas,08) – *****

Cresce na revisão, apesar de eu não ter certeza se é mesmo um filme maior (apesar de eu desconfiar que isto tenha algo a ver com o filme entre muitas outras coisas seja um filme de Assayas para quem não gosta de Assayas).

Lições Particulares (Joachim Lafosse,08) – ***

Até amanhã na paisà. Curioso que faz um bom contraponto ao Afterschool.

Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson,07) – ****

Belo terror/romance sobre horrores de se ter 12 anos.

Verônica (Mauricio Farias,08) – *

Na Paisà.

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Mostra Dias 1 a 3

Tulpan (Sergei Dvortsevoy,08) – ***

Funciona muito bem no seu encontro entre olhar documental e narrativa que vai aos poucos se impondo.

Queime Depois de Ler (Joel e Ethan Coen,08) – *

Os Coen de volta a irrelevancia da maior parte os últimos dez anos. A idéia inicial até é boa, mas a execução é um desastre.

Amigos de Risco (Daniel Bandeira,07) – ***

Irregular, mas tem muitos altos e a relação do filme com a cidade é muito forte.

O Canto dos Pássaros (Albert Serra,08) – *****

Honor de Cavallaria sugeria que Serra era um cineasta de talento, mas nunca imaginaria um segundo filme que alcance tamanha graça (no sentido mais mundano e mais religioso do termo). O Guilherme definiu, de forma muito divertida, como “o Gerry dos velhinhos malucos”, já eu tenho certeza que é um filme que pode tranquilamente ser mencionado no mesmo parágrafo que Francisco, Arauto de Deus. E em que lugar Serra encontra seus não-atores? Poderia ver dez horas dos três protagonistas não fazendo nada que o filme seguiria genial.

Tony Manero (Pablo Larrain,08) – **

Tem seus momentos, mas seu maior mérito é provavelmente se vender tão facilmente como “filme de festival”

O Silêncio de Lorna (Jean-Pierre & Luc Dardenne,08) – ***

Os últimos vinte minutos são desastrosos e o roteiro tem um sem número de truques fáceis, mas a maior parte do filme é um primor de precisão dramática.

O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola,72) – **

Estranho que precisei ver o filme no cinema para ter certeza de que não gosto dele.

Acácio (Marília Rocha,08) – ***

Tem muitos momentos fortes e várias boas soluções mesmo que o filme não fuja muito do que se espera de um filme que recaptura as memórias de um personagem

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Festival Final

Versão ainda mais rápida que o normal.

Les Amours d’Astree et Celadon (Eric Rohmer,07) – ****
A Mulher Sem Cabeça (Lucrecia Martel,08) – *

Na Paisà.

Leonora (Pablo Trapero,08) – ****
Segurando as Pontas (David Gordon Green,08) – ****

Certamente o filme mais divertido do festival.

Se Nada Mais Der Certo (José Eduardo Belmonte,08) – ****
Ninho Vazio (Daniel Burman,08) – **
Julia (Eric Zonca,08) – *

A idéia do Zonca de homenagem a Glória e a minha são bem diferentes.

Quatro Noites com Anna (Jerzy Skolimowski,08) – ****

Filme de mestre.

Na Guerra (Bertand Bonello,08) – ***

A primeira metade é genial.

Waltz with Bashir (Ari Folman,08) – ***

Na Paisà.

Alexandra (Alexandr Sokurov,07) – *

Sokurov mantém sua média comigo: ou os filmes são ótimos ou não me interessam em nada.

Cinzas do Passado Redux (Wong Kar-wai,95/08) – ****
Aquiles e a Tartaruga (Takeshi Kitano,08) – ***

O menor dos filmes da trilogia do suicídio artistico, mas a última parte é muito boa.

O Casamento de Raquel (Jonathan Demme,08) – ***
Romance (Guel Arraes,08) – *

Para a série o cineasta brasileiro vai ao psiquiatra.

Tokyo Sonata (Kiyoshi Kurosawa,08) – ******

Belissimo filme de “terror”.

Sad Vacation (Shinji Ayoama,07) – ****

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