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A Fronteira da Alvorada

Muito curioso observar as reações a A Fronteira da Alvorada. Especialmente por ser o primeiro filme do Garrel pós Amantes Constantes. Talvez a mais interessante seja esta do Inácio Araujo: “Com toda sua beleza, este filme não nos faz esquecer de que quase todo o cinema francês (excluídos os cineastas de origem árabe) debate-se num mundo que parece esgotado, fechado a questões urgentes por falta de questões urgentes.” O Inácio não deixa de estar retomando algumas preocupações dele a respeito do cinema francês, mas há algo a se tirar de especifico a respeito de A Fronteira da Alvorada. Trata-se de um filme muito mais típico de Garrel do que Amantes Constantes, a começar justamente por existir num mundo quase à parte. A mesma observação do Inácio podia ser usada para quase toda a sua filmografia de La Revelateur a Sauvage Innoncence. O que aliado as referencias a “filme menor” me desperta a dúvida se Amantes Constantes não seria uma péssima introdução a Garrel, muito mais adequado sem dúvida seriam O Nascimento do Amor e Já Não Posso Ouvir a Guitarra (assim como Amantes ambos melhores que este novo, mas bem mais típicos). Há uma grandeza em Amantes Constantes que torna o filme mais acessível, mas que certamente vai contra o espírito dos filmes de Garrel (nada disso é uma crítica a Amantes, que fique bem claro). A Fronteira da Alvorada por sua vez me parece apresentar a pureza essencial do cinema de Garrel de forma mais direta. Mas sobre isso tratarei melhor depois de mais umas duas ou três revisões. Segue abaixo uma lista de links interessantes sobre o filme:

Paisà
Cinética
Cinequanon
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Omelete

Público
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The Auteurs Notebook
Otros Cines

4 Comentários

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Mostra Dias 4 a 7

Sonata de Tóquio (Kiyoshi Kurosawa,08) – *****

Primeira das muitas revisões desta semana e se confirma como um dos grandes filmes do ano.

A Fronteira da Alvorada (Phillipe Garrel,08) – *****

Devo escrever mais sobre na Paisà quando o filme for lançado mês que vem, mas faz uma bela dupla com O Canto dos Pássaros, dois filmes que fazem a busca por uma imagem essencial que parece ter estado sempre ali tão simples.

Acne (Federico Velloj,08) – ****

Filme uruguaio muito bom sobre um moleque de 13 anos tentando conseguir um primeiro beijo. Das boas surpresas da Mostra até aqui, simples, mas muito bem observado.

Depois da Escola (Antonio Campos,08) – *

Amanhã na Paisà.

Aquele Querido Mês de Agosto (Miguel Gomes,08) – *****

Ainda maior na revisão. Incrivel como cada sequencia da parte “documental” é retomada de alguma forma na parte de “ficção”.

Fronteira (Rafael Conde,08) – ***

Conde tira um peso histórico das suas imagens muito marcante, apesar de eu não e interessar muito pela dramaturgia que ele esta construindo.

Horas de Verão (Olivier Assayas,08) – *****

Cresce na revisão, apesar de eu não ter certeza se é mesmo um filme maior (apesar de eu desconfiar que isto tenha algo a ver com o filme entre muitas outras coisas seja um filme de Assayas para quem não gosta de Assayas).

Lições Particulares (Joachim Lafosse,08) – ***

Até amanhã na paisà. Curioso que faz um bom contraponto ao Afterschool.

Deixe Ela Entrar (Tomas Alfredson,07) – ****

Belo terror/romance sobre horrores de se ter 12 anos.

Verônica (Mauricio Farias,08) – *

Na Paisà.

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Festival, dias 1 e 2

O Sangue Brota (Pablo Federik,08) – 0

Cinema mundo cão argentino.

O Último Reduto (Rabah Ameur-Zaimache,08) – ****

Na Paisá.

Sol Secreto (Lee chan-dong,07) – ***

Sólido.

A Fronteira da Alvorada (Philippe Garrel,08) – *****

Garrel. Belissimo especialmente na segunda parte.

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