Fictions of conquest

adastra

(versão em português aqui)

Ad Astra is less 2001 than 50s science fiction literature in its construction (as far as Clarke goes it is closer to something like a Fall of Moondust). It is a space western, The Searchers by way of its 70s reclamations as one should expect from Gray. Humanity’s insignificance in front of the cosmos and its responsibility towards the community intertwined together in closer way to that of valleys of American west only expanded by the largeness of space. The genre shift only enlarges the scale if which the feelings resonate.  Like his other work from this decade it is very much about the imperialistic foundations of western fiction which it recognizes, but does not exactly interrogate.

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Ficções de conquista

adastra

(English version here)

Ad Astra é menos 2001 na sua construção como muitos textos rapidamente apontaram, mas uma ficção científica dos anos 50 (em termos de Clarke está bem mais para algo como Poeira Lunar). Um faroeste especial, Rastros do Ódio pela via das suas reclamações da década de 70 como era de se esperar de Gray. A insignificância da humanidade perante ao cosmos e a sua responsabilidade para com a comunidade sendo aproximadas de uma maneira próxima a das pradarias do oeste Americano expandidas pela vastidão maior do espaço. A mudança de gênero muda somente a escala de como os sentimentos ressoam.  Assim como os outros filmes que James Gray realizou nessa década é um filme sobre as fundações imperialistas da ficção ocidental, que ele reconhece, mas não propriamente interroga.

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When murder remains under state tutelage

autoderesistencia

(versão em português aqui)

Yesterday while thinking about the Paraisópolis massacre (nine black teenagers died in funk event after police action here in São Paulo) I posted on my social media a YouTube link for Police Killing, a documentary by Natasha Neri and Lula Carvalho about the judicial court responsible for the murders committed by the Rio de Janeiro military police and mentioned that it was the most relevant Brazilian movie released here in the last two years and a friend asked if I had written something about it and it seems fair to write a few words here because it deserves to be seen more.

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Quando o assassinato permance sobre a tutela do estado

autoderesistencia

(English version here)

Ontem pensando no massacre de Paraisópolis postei nas minhas redes sociais um link de You Tube de Auto de Resistência, documentário de Natasha Neri e Lula Carvalho sobre o tribunal de justiça responsável pelos assassinatos cometidos pela polícia militar do Rio e mencionei que se tratava do filme mais relevante lançado por aqui nos últimos dois anos e um amigo perguntou se eu havia escrito algo sobre o filme e me parece justo deixar umas palavras aqui até porque ele merece ser mais visto.

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Park Avenue Blues (english version)

bluejasmine

(versão em português aqui)

Given that Blue Jasmine is at Mubi (at least the Brazilian one) and that A Rainy Day on New York is on theaters here, I’m republishing the last article I wrote on Allen back in December 2013.

Blue Jasmine is a film with many flaws, but it’s hard to deny how clearly it goes straight to the point. Class is a frequent subject hanging in the background of Woody Allen movies. In a certain way, one might say his films after Interiors (1978) could be described as a nouveau riche cinema, focused on a certain phobia about the idea of returning to more humble beginnings – a horrifying threat hanging over all of them (it is no surprise that his strongest film in the past couple of decades is seen through the eyes of a sociopathic social climber). Such dramatic concept, however, had never been dramatized by him in such a direct way as it is in Blue Jasmine, in which those impressions migrate from the margins to the center: a film about the hell of going down class-wise according to Woody Allen.

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Park Avenue Blues

bluejasmine

(English version here)

Aproveito que Blue Jasmine está no Mubi e que o novo estreou por aqui nos cinemas para respostar o último texto que eu escrevi sobre Woody Allen em Dezembro de 2013.

Blue Jasmine é um filme com muitos defeitos, mas não podemos negar-lhe o mérito de ser direto. Classe é uma questão frequente nas margens dos filmes de Woody Allen e, de certa forma, o cinema dele a partir de Interiores (1978) pode ser descrito como um cinema de novo rico e certa fobia sempre ligada à ideia de um retorno às origens humildes, que permanece como o horror final de muitos deles (não é acidente que o seu melhor filme dos últimos vinte anos se apresenta do ponto de vista de um alpinista social sociopata). Tal conceito dramático, porém, nunca havia sido dramatizado de forma direta como neste Blue Jasmine, no qual tais ideias saem das margens e vão para o centro: um filme sobre o inferno do descer de classe segundo Woody Allen.

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Notes on Bacurau

bacurau

(versão em português aqui)

(there’s gonna be a bit of dictacticism for foreigners here, so sorry for those well-versed on Brazilian culture, this can be a dictactic film so I’m just following suit)

— Let’s talk about needle drops. Bacarau opens with Gal Costa’s version of Caetano Veloso’s Não Identificado and ends with Geraldo Vandre’s Requiem para Matraga. Both of those are well known 60s songs and both are identified with well known 60s movies, the former with Walter Lima Jr’s science fiction musical allegory Brazil Ano 2000 and the later Roberto Santos social western A Hora e a Vez de Augusto Matraga. Those are polar opposite movies identified with Cinema Novo as much so as the tropicalist group associated with Costa and Veloso (as well as Gilberto Gil who did most of the Brazil Ano 2000 score) and Vandré, one of those Latin American social protest singer/songwriters who mostly regarded the early group and their interest in foreign popular art as sellouts. Both movies and both songs are intriguing openers about Bacurau because the movie often operates around both registers. It has a strong sense of pop allegory and much like the tropicalists it takes quite a few notes from Oswald de Andrades notions of cultural anthropophagy. It is also feels very grounded in its fictional village time and place and hasa desire to describe it and its people (worth notice most of the extras are drawn from the local population of the small village of Barra where Bacurau was shot). The desire to package those in political observation that is very clear and pointed. So a lot of the surfaces and operations feel closer to Veloso and a lot of the meanings to Vandre (I’m simplflying here but I hope it makes  sense, let’s say that talking about “the people” sounds far more like Vandre than Caetano’s MO), it is an uneasy marriage, but an often intersting one.

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