Arquivo da categoria: Filmes

Joe’s Guts

encarnacao

(versão em português aqui)
(Article on Mojica’s body of work here)

Originally published at Revista Paisá in August 2008 when Embodiment of Evil got its theatrical release.

And so the mythological Embodiment of Evil opened. 40 years in production. Out The Other Side of the Wind, with the difference – very typical of Brazilian cinema – that in place of unfinished, our version hadn’t been even shoot. For a film of such size, some annotations instead of a review:

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As Tripas do Zé

encarnacao

(English version here)
(artigo sobre a obra do Mojica aqui)

Artigo escrito originalmente para Revista Paisá em Agosto de 2008 quando do lançamento comercial de Encarnação do Demônio.

E eis que estreou o mitológico Encarnação do Demônio. 40 anos em produção. O nosso The Other Side of the Wind, com a diferença – bem típica do cinema brasileiro – de que no lugar de não-finalizado, nossa versão era não filmada mesmo. Para um filme desse tamanho, alguns apontamentos no lugar de uma crítica:

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Mojica and the Break of Reality

Mojica

This Night I’ll Possess Your Corpse

(versão em português aqui)

Jose Mojica Marins passed last week and learning the news one of the scenes that come to mind was the opening of The Bloody Exorcism of Coffin Joe, a film in which he plays dual roles as the filmmaker Mojica and Coffin Joe, there’s a press conference and a journalist asks the question that animates the film: what matters most creator or creature? The filmmaker-character harshly makes clear that the filmmaker comes first. The film itself produces some frictions on this duality, but remains on the filmmakers point of view. I mention this scene because in front of José Mojica Marins image sometimes the creator comes after the creature, and that is a shame because Mojica didn’t only create Coffin Joe, but was one of our cinema most original voices. The man who promote a break with the world and let every kind of contradiction devour itself in the margins.

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Mojica e a Ruptura da Realidade

Mojica

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver

(English version here)

Semana passada faleceu José Mojica Marins e diante da notícia uma das suas cenas que me veem a mente é da abertura de Exorcismo Negro, filme no qual ele fazia o papel duplo do cineasta Mojica e de Zé do Caixão, estamos numa coletiva de imprensa e um repórter levanta a bola da pergunta que animaria o filme: o que importa o criador ou a criatura? O cineasta-personagem ríspido deixa claro que é ele cineasta. O filme em si produz algumas fricções nessa dualidade, mas é sempre mostrado do lado do cineasta. Menciono essa cena porque diante da imagem de José Mojica Marins por vezes o criador parece vir depois da criatura, o que é uma pena pois Mojica não só criou o Zé do Caixão, mas foi uma das vozes mais originais do nosso cinema. O homem que promoveu uma ruptura no mundo e deixou todo o tipo de contradição se auto devorar nas margens.

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Environmental Horror

darkwaters

(versão em português aqui)

Most of the reactions to Todd Haynes’ new film Dark Waters seem to center in its conventional status, its position as a film Haynes made as a favor for his friend Mark Ruffalo, not a real Haynes film, but a failed Oscar bait project. There’s two things to observe in such descriptions: first, a certain suspicious towards a kind of political minded film, one that comes from a fair lack of patience about films who use its important subject matter as a crutch, if it is true Dark Waters is an important movie that knows it is an important movie, that isn’t on itself neither a good or bad thing (see also both the good and bad films from Ken Loach). Second, the accusation of conventionality is rather weird for me. It is true Haynes started his career as a provocative artist with movies like Poison (a good title for Dark Waters by the way), but he made a conscious decision towards accessibility a long time ago. None of Haynes work of the past two decades is particularly radical, films like Far From Heaven and Carol invest heavily in how they express longing and fear, but do so while operating under very recognizable narratives beats. When his HBO remake of Mildred Pierce got a cold reception that was more due to the visual illiteracy of most TV criticism than any radical gesture, the problem was much more the miniseries playing as unabashed melodrama instead of doubling down on sign posts of prestige. Only I’m Not There among Haynes late work does play against conventional narrative structures and if what matters in all the others is his manner, it is worth pointing out that it has more to do with an intensification of feelings than his background as a semiotics specialist. Haynes work traffics in emotions more than ideas and as such Dark Waters is a success.

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Horror Ambiental

darkwaters

(English version here)

Boa parte das reações ao novo filme de Todd Haynes, O Preço da Verdade, parecem se centrar no seu status convencional, sua posição de um filme que Haynes fez como favor para seu amigo Mark Ruffalo, não um verdadeiro filme de Haynes, mais um projeto fracassado de Oscar. Há duas coisas a se observar diante de tais descrições: primeiro, uma certa suspeita em relação a um tipo de filme político, uma que surge de uma falta de paciência justa para com filmes que usam sua temática importante como muleta, se é verdade que O Preço da Verdade é um filme importante que sabe ser um filme importante, isto em si não é nem algo bom ou ruim (veja também os bons e maus filmes de Ken Loach). Em segundo lugar, a acusação de convencional me parece bastante estranha. É verdade que Haynes começou sua carreira como um artista provocador em filmes como Veneno (um bom título para este aqui também), mas ele tomou uma decisão consciente rumo a acessibilidade muito tempo atrás. Nenhum dos filmes de Haynes das últimas duas décadas é especialmente radical, filmes como Longe do Paraiso e Carol investem pesadamente em como expressar desejo e temor, mas o fazem enquanto operam por caminhos narrativos bem reconhecíveis. Quando o seu remake para HBO de Mildred Pierce obteve uma recepção fria, isto se deveu muito mais o analfabetismo visual da maioria da crítica de TV do que qualquer gesto radical, o problema era minissérie se assumir como melodrama no lugar de reforçar os sinais de dramaturgia de prestigio. Entre os filmes tardios de Haynes somente Não Estou Lá trabalha contra estruturas narrativas convencionais e se o que importa nos demais seja sua abordagem, é justo apontar que este tem mais relação com uma intensificação de sentimentos do que seu passado de especialista em semiótica. O trabalho de Haynes passeia mais em emoções do que ideias e nesses termos O Preço da Verdade é um sucesso.

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Detour

detour

O meu irmão, Guilherme Martins, está com um podcast novo chamado Detour dedicado a filmes de gênero. Eu devo ser presença constante por lá. A ideia é geralmente fazer sessão dupla (ocasionalmente tripla) com filmes diversos. O primeiro programa está no ar com o Guilherme recebendo eu e o Francis Vogner dos Reis para um papo sobre Traga-me a Cabeça de Alfredo Garcia do Sam Peckinpah e o Fuga de Nova York do John Carpenter.

O site oficial do podcast é este aqui.  O programa piloto já está no ar no Spotify, Soundcloud, Castbox, Deezer e deve chegar a outros espaços como Apple e Google Podcasts ainda essa semana.  Vou buscar manter uma pagina aqui no bog atualizada com minhas participações nele.

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