Premiere Brasil II

Completando a programação da Premiere Brasil:

Novos Rumos
A Falta Que Nos Move, de Christiane Jatahy
Fluidos, de Alexandre Carvalho
Intruso, de Paulo Fontenelle
Inversão, de Edu Felistoque
Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos, de Paulo Biscaia Filho
O Paraíba, de Samir Abujamra
Sem Fio, de Tiaraju Aronovich
Vida de Balconista, de Cavi Borges e Pedro Monteiro

Curtas
25, de Vera Egito
A Ilha, de Ale Camargo
A Montanha Mágica, de Petrus Cariry
A pensão dos caranguejos, de Marcel Presotto
Ana Beatriz, de Clarissa Cardoso
Bom dia, meu nome é Sheila, de Ângelo Defanti
Doce amargo, de Rafael Primot
Groelandia, de Rafael Figueiredo
O coração às vezes para de bater, de Maria Camargo
O nome do gato, de Pedro Ribeiro Couto
O troco, de André Rolim
Olhos de ressaca, de Petra Costa
Predileção, de Márcio Garcia
Quase todo dia, de Gandia Monteiro
Sildenafil, de Clovis Mello
Um dia de sorte, de Beto Moreira
Curtas fora de competição:
O Príncipe encantado, de Sérgio Machado
O teu sorriso, de Pedro Freire

Retratos
A Raça Síntese de Joãosinho Trinta, de Paulo Machline e Giuliano Cedroni (sobre o carnavalesco Joãosinho Trinta)
B1 – Tenório em Pequim, de Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura (sobre o judoca profissional Antonio Tenório, um dos poucos deficientes visuais no mundo a competir tanto em campeonatos paraolímpicos quanto regulares)
Caro Francis, de Nelson Hoineff (sobre o jornalista Paulo Francis)
Cildo, de Gustavo Moura (sobre o artista plástico Cildo Meireles)
Em quadro, de Luiz Antonio Pilar (sobre os atores: Milton Gonçalves, Zezé Mota, Ruth de Souza e Léa Garcia)
Notas Soltas sobre um Homem só, de Carlos de Moura Ribeiro Mendes (sobre o compositor e maestro Camargo Guarnieri)
O pequeno burguês – filosofia de vida, de Edu Mansur – (sobre Martinho da Vila)

Música
Beyond Ipanema: Ondas Brasileiras na Música Global, de Guto Barra
Continuação, de Rodrigo Pinto (A intimidade da criação do compositor brasileiro Lenine)
Herbert de Perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz
Rock Brasileiro – História em Imagens, de Bernardo Palmeiro

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Amantes (James Gray,08)

Estava na dúvida entre escrever sobre Amantes ou não. A esta altura fico um pouco sem ter o que dizer sobre James Gray.  Seus méritos tão evidentes que parece absurdo ainda ter que defender-lo. Amantes parece ter críticas mais unânimes que outros filmes dele, talvez por não ser um policial, talvez pela relação com Dostoyevsky. Gosto de Amantes um tanto menos que de Caminho Sem Volta e  Os Donos da Noite, em parte por ter uma narrativa mais interiorizada em parte por Gray se sentir mais a vontade entre famílias russas do que judias, o novo filme me parece existir num mundo mais estreito. Mas francamente isto não importa pois Amantes é muito maior que quase tudo que chegou aos nossos cinemas este ano. Gray segue de uma sinceridade que desarma – e é esta talvez seja a sua maior qualidade: Gray resgata o real valor dos sentimentos, tudo é límpido e vale exatamente o que aparenta – e de uma felicidade no trato com atores e locações raros. Agora acho uma pena que este filme passou em Cannes ao lado de A Fronteira da Alvorada já que o simples jornalístico sempre leva a aproximações entre os filmes de Cannes e a despeito de similaridades narrativas não poderiam ser filmes mais distantes.

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For Alexis

 

For Alexis from Kick the Machine on Vimeo.

Vídeo que Apichatpong Weerasethakul fez em homenagem ao excelente crítico filipino Alexis Tioseco que foi assassinado semana passada junto a sua namorada Nika Bohinc. Recomendo também este belo texto do Gabe Klinger sobre o casal.

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Claire Denis

A julgar pelas reações a White Material em Veneza, Claire Denis foi mesmo oficialmente promovida a mestre nas mais variadas partes da crítica. Quanto tempo até ela virar o Desplachin da vez para bem (boa distribuição e espaço nos nossos jornais) e para o mal (o contraponto crítico “ela nunca foi tão boa assim ou “ou os filmes pós-O Intruso já não são tão bons”)? Dois filmes? Um?

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Premiere Brasil

Sairam os filmes da Premiere Brasil do Festival do Rio.

Ficção
BELLINI E O DEMÔNIO, de Marcelo Galvão (90, SP)
CABEÇA A PRÊMIO, de Marco Ricca (104, SP)
DO COMEÇO A FIM, de Aluizio Abranches (95, RJ)
HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS, de Paulo Halm (90, RJ)
HOTEL ATLÂNTICO, de Suzana Amaral (107, SP)
NATIMORTO, de Paulo Machline (92, SP)
O AMOR SEGUNDO B. SCHIANBERG, de Beto Brant (80,SP)
OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE, de Esmir Filho (101, SP)
OS INQUILINOS, de Sergio Bianchi (SP)
SONHOS ROUBADOS, de Sandra Werneck (85, RJ)
VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO, de Karim Ainouz e Marcelo Gomes (71, PE)

Hors Concurs
ANTES QUE O MUNDO ACABE, de Ana Luiza Azevedo (97, RS)
INSOLAÇÃO, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch (100, SP)
OLHOS AZUIS, de José Joffily (105, RJ)

Documentário
À MARGEM DO LIXO, de Evaldo Mocarzel (84, SP)
BELAIR, de Noa Bressane e Bruno Safadi (80, RJ)
DZI CROQUETTES, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez (110, RJ)
REIDY, A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, de Ana Maria Magalhães (77, RJ)
SEQÜESTRO, de Wolney Atalla (94, SP)
TAMBORO, de Sergio Bernardes (90, RJ)
PENAS ALTERNATIVAS, de Lucas Margutti e João Valle (71, RJ)

Hors Concours
CIDADÃO BOILESEN, de Chaim Litewski (93′ RJ)
ALÔ, ALÔ THEREZINHA, de Nelson Hoineff (RJ)

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Links

Para quem não leu ainda o texto do Francis a respeito da polemica Moscou é notável.

Bruno Amato está de blog novo.

E o Peerre reformulou o Los Olvidados.

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Hong Sang-soo

Stills de Like You Know It All, novo do Hong Sang-soo tirados do Karagarga:

Definitivamente um autor.

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Moscou

Nem ia mencionar nada sobre o que o Escorel escreveu sobre o filme do Coutinho, porque bem é o Eduardo Escorel, mas lendo os posts do Jean-Claude Bernardet sobre o assunto não dá para deixar de observar que parte do pensamento de cinema no Brasil está mais de 40 anos atrasada no tempo.

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Inimigos Publicos

Minha crítica do filme do Michael Mann já está no ar na Cinética.

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Miguel Gomes é gênio

Pesquisando na web descubro que o Miguel Gomes tem um curta chamado Pre Evolution Soccer. Um cara desses tem que ser gênio.

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Veneza

MOSTRA COMPETITIVA
Baaria, de Giuseppe Tornatore (Itália)
Soul Kitchen, de Fatih Akin (Alemanha)
La Doppia Ora, de Giuseppe Capotondi (Itália)
Accident, de Cheang Pou-Soi (China/ Hong Kong)
Persecution, de Patrice Chereau (França)
Lo Spazio Bianco, de Françasca Comencini (Itália)
White Material, de Claire Denis (França)
Mr. Nobody, de Jaco van Dormael (França)
A Single Man, de Tom Ford (EUA)
Lourdes, de Jessica Hausner (Áustria)
Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans, de Werner Herzog (EUA)
The Road, de John Hillcoat (EUA)
Between Two Worlds, de Vimukthi Jayasundara (Sri Lanka)
The Traveller, de Ahmed Maher (Egito)
Lebanon, de Samuel Maoz (Israel)
Capitalism: A Love Story, de Michael Moore (EUA)
Women Without Men, de Shirin Neshat (Alemanha)
Il Grande Sogno, de Michele Placido (Itália)
36 vues du Pic Saint Loup, de Jacques Rivette (França)
Survival of the Dead, de George Romero (EUA)
Life During Wartime, de Todd Solondz (EUA)
Tetsuo The Bullet Man, de Shinya Tsukamoto (Japão)
Prince of Tears, de Yonfan (Hong Kong)

FORA DE COMPETIÇÃO
REC 2, de Jaume Balaguero, Paco Plaza (Espanha)
Chengdu, I Love You, de Fruit Chan, Cui Jian (China)
The Hole, de Joe Dante (EUA)
The Men Who Stare at Goats, de Grant Heslov (EUA)
Scheherazade, Tell Me a Story, de Yousry Nasrallah (Egito)
Yona Yona Penguin, de Rintaro (Japão)
The Informant!, de Steven Soderbergh (EUA)
Napoli Napoli Napoli, de Abel Ferrara (Itália)
Anni Luce, de Françasco Maselli (Itália)
L’oro di Cuba, de Giuliano Montaldo (Itália)
Prove per una tragedia Siciliana, de John Turturro, Roman Paska (Itália)
South of the Border, de Oliver Stone (EUA)

MIDNIGHT MOVIES
Gulaal, de Anurag Kashyap (Índia)
Dev D, de Anurag Kashyap (Índia)
Brooklyn’s Finest, de Antoine Fuqua (EUA)
Delhi-6, de Rakeysh Omprakash (Índia)
Valhalla Rising, de Nicolas Winding Refn (Dinamarca)

GOLDEN LION FOR LIFETIME ACHIEVEMENT 2009: JOHN LASSETER AND THE DISNEY/PIXAR DIRECTORS
Toy Story 3D (nova versão), de John Lasseter (EUA)
Toy Story 2-D (nova versão), John Lasseter, Lee Unkrich, Ash Brannon (EUA)

HORIZONS
Françasca, de Bobby Paunescu (Romania) (filme de abertura)
One-Zero, de Kamla Abou Zekri (Egito)
Buried Secrets, de Raja Amari (Tunísia)
Tender Parasites, de Christian Becker e Oliver Schwabe (Alemanha)
Adrift, de Bui Thac Chuyen (Vietnã)
Crush, de Petr Buslov, Aleksei German Jr., Borisd Khlebnikov, Kirill Serebrennikov, Ivan Vrypayev (Rússia)
Repo Chick, de Alex Cox (EUA)
Engkwentro, de Pepe Diokno (Filipinas)
The Man’s Woman and Other Stories, de Amit Dutta (Índia)
Paraiso, de Hector Galvez (Peru)
Io sono l’amore, de Luca Guadagnino (Itália)
Cow, de Guan Hu (China)
Judge, de Liu Jie (China)
Pepperminta, de Pipilotti Rist (Suíça)
Tris di donne e abiti nunziali, de Martina Gedeck (Itália)
Insolação, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch (Brasil)
1428, de Du Haibin (China)
Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz (Brasil)
Once Upon A Time Proletarian: 12 Tales of a Country, de Guo Xiaolu (China)
Villalobos, de Romuald Karmakar (Alemanha)
Il colore delle parole, de Marco Simon Puccioni (Itália)
The One All Alone, de Frank Scheffer (Holanda)
Toto, de Peter Schreiner (Áustria)

HORIZONS EVENTS
Programa 1: The Death of Pentheus, de Philip Haas (EUA)/ Faces of Soul, de Gina Kim (EUA)/ La Boheme, de Werner Herzog (Reino Unido)/ Mudanza, de Pere Portabella (Espanha)
Programa 2: Deserto Rosa – Luigi Ghirri, de Elisabetta Sgarbi (Itália)/ Reading Book of Blockade, de Aleksander Sokurov (Rússia)/ Armando Testa – Povero ma moderno, de Pappi Corsicato/ La Danse – Le Ballet de l’Opera de Paris, de Fredrick Wiseman (EUA)/ Hugo en Afrique, de Stefano Knuchel (Suíça)/ Via della Croce, de Serena Nono (Itália)

— Seleção bem fraca que confirma que o ano deixa a desejar.
— Acho que é a primeira vez que colocam um filme do Romero em competição num festival deste porte.
— Em Rivette e Denis, eu confio.
— Falando sobre cineasta em que eu confio uma materia sobre o curioso filme do Abel Ferrara.
— Tem um Joe Dante também.
— No Horizo0nte a grande noticia é o curta do Pere Portabella.

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Manifesto de Jean Douchet

O grande Jean Douchet publicou um pequeno manifesto sobre crítica por conta da situação da Cahiers. O original em francês está aqui. Reproduza a tradução para inglês feita pelo Craig Keller:

Notre Combat

Let’s quit it with the psychodramas and come to an agreement about what, in 2009, a cinema revue should be.

The hot-button question of the day is that of the function of the image in an ultra-mediated and knowingly falsifying period. The new revue should impose its voice upon the current conversation, as the “young turks” once knew how to do. This doesn’t mean an improved Premiere wrapped up in a super Studio. This doesn’t mean a New Yorker for cinema written in the cosmopolitan language of The Economist. The new revue shouldn’t be a revue of reference and expertise plopped down onto the cinema. That already exists; it’s enough to translate Positif into English.

The new revue should be a revue of combat. An insolent, unfair, provocative revue. In short, partisan and scandalous. A revue that abandons the politique des auteurs for that of the fauteurs [troublemakers]. Fauteurs and even fouteurs de trouble [troublefuckers]. Thus a revue of youths, those youths upon whom a troubled vision of life, of their life, has been imposed. Thus, for those for whom the cinema once again becomes an existential necessity. A revue that would play favorites: on the part of the filmmakers: the function of seeing well (of presenting) in order to show; on the part of the revue: theorization, manifold reflections and their critiques in order to show that which has been seen well and felt well within a film. It’s a start from scratch: a moral, and therefore aesthetic, affair. Donc, d’une politique. [Therefore, a political affair. / Therefore, a politic matter. {i.e./c.f., la politique des auteurs} ]

One year ago at Cannes, La Frontière de l’aube [Frontier of Dawn, Philippe Garrel] was booed because it held forth, metaphorically speaking, upon this discourse. A rather young man, a photographer fascinated by the image of a star, absorbed by her as one is by a roll of film [ / absorbed by her just as much as he is by a roll of film / by a film — absorbé par celle-ci comme par une pellicule], becomes unable to tolerate life, and commits suicide. What made the pricks at Le Figaro or Le Journal du dimanche snicker — to cite only two examples: that fecundity of the image, and its incessant apparitions that carry it over onto the real, speak to us, speak to us of nothing but the sickness of youth in a world where a trick-representation bears it away and gets imposed upon the present.

Time is pressing. It is essential that plans for a new revue be put out in the open and discussed, post-haste. That a united line be drawn and affirmed. That a small committee lead the discussions. That the business plan and the editorial plan be linked. In short, to insure that the heritage of militant criticism possesses a present-day feel.

From two things, one: either the Cahiers dreams on, or it bites the dust, as I said one year ago already, at the start of the revue’s crisis. It has chosen to bite the dust. Our solution remains open to whoever wishes to seize it.

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Michael Mann

Aproveitando a estréia de Inimigos Publicos reproduzo o artigo que escrevi sobre Mann na Paisã #4 (Agosto/06):

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Melhores do Semestre

O Chico Fireman da Liga dos blogs pediu uma lista dos 10 melhores filmes do primeiro semestre. Aproveito para reproduzir aqui:

1) Gran Torino (Clint Eastwood)
2) Entre os Muros Da Escola (Laurent Cantet)
3) Horas de Verão (Olivier Assayas)
4) A Bela Junie (Christophe Honoré)
5) Desejo e Perigo (Ang Lee)
6) A Troca (Clint Eastwood)
7) Glória ao Cineasta (Takeshi Kitano)
8 ) Vocês, Os Vivos (Roy Andersson)
9) Milk (Gus Van Sant)
10) A Erva do Rato (Julio Bressane)

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Inimigos Públicos (Michael Mann,09)

Michael Mann acredita na verdade da ficção. Algo que se tornou cada vez mais marcante a partir de Ali e que creio alcance um ápice aqui. Inimigos Públicos não é o melhor Mann, mas é o mais puro: até os tiques típicos do seu mundo parecem se dissipar aqui diante do que ele procura captar. O que mais impressiona em Inimigos Públicos é como uma série de fatos e uma produção enorme que está lá para reproduzi-los se transformam nas mãos do cineasta em algo muito diferente: abstrações, imagens, emoções. No fim restam as imagens que existem bem distantes da reconstituição ou iconografia; imagens sobretudo expressivas.

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