Arquivo da categoria: Filmes

Mostra e Festival – resumo

Segue ai embaixo links para todos os meus textos das coberturas do Festival do Rio e da Mostra de São Paulo
Attenberg, de Athina Rachel Tsangari
A Doença do Sono, de Ulrich Khöeler
Finisterrae, de Sergio Caballero
Fora de Satã, de Bruno Dumont
O Garoto da Bicicleta, de Jean Pierre e Luc Dardenne
Hanezu, de Naomi Kawase
Homem no Banho. de Cristophe Honoré
Irmãs Jamais, de Marco Bellocchio
L.A. Zombie, de Bruce LaBruce
Low Life, de Nicolas Klotz e Elizabeth Perceval
Um Mundo Misterioso, de Rodrigo Moreno
Pater, de Alain Cavalier
Sábado Inocente, de Aleksandr Mindatze

Pilulas para Cartas Para Kuluene (Pedro Novaes), O Dominador (Kim min-suk) e A Ilusão Cômica (Mattieu Amalric)

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100 Filmes Italianos

Dois Destinos, de Valerio Zurlini

A idéia desta lista é fazer um recorte histórico dos meus filmes italianos favoritos. Ela logo é limitada pelo meu conhecimento (por isso mesmo exclui os filmes anteriores a 45 já que conheço o período muito mal, esta é intencionalmente uma lista de Roma Cidade Aberta aos dias atuais) e pelo meu gosto pessoal. Acho o cinema italiano junto ao americano o mais rico do mundo e o que me fascina na sua história é o quão diverso ele é, algo que acredito esta lista representa bem. Não é, bom dizer uma lista pensada como cânone ou contra-cânone ou qualquer coisa do tipo. O único critério foi tentar não repetir cineastas em demasiado (e acreditem versão A da lista tinha um numero absurdo de Rossellinis). Vale dizer que eu poderia fazer fácil uma lista B com “outros 100 filmes italianos”, o fato de um filme não estar na lista certamente não é um julgamento automático sobre ele, existem dezenas de filmes excelentes de todos os tipos que não entraram ai embaixo. Limitei a lista a filmes superiores a 30 minutos o que teve o efeito ruim de limitar a presença de cinema experimental. Um dado positivo e que apesar do período entre 60 e 79 dominar mais da metade da lista, as últimas 3 décadas tiveram uma representação bem melhor do que suas reputações sugeririam.

Um último adendo eu passei os últimos dez dias trabalhando neste post e os filmes estão em ordem cronológica, mas os textos foram escritos sem nenhuma ordem enquanto eu depurava a lista aos poucos, explico para pedir desculpas pelo fato de ser mesmo um post bem caótico e deve por vezes soar repetitivo.

A lista segue dentro do post:

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De Seta

Péssima a notícia da morte de Vittorio De Seta. Grande cineasta que merece ser mais conhecido.

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Inquietos

Não sei se aprecio a direção dos Gus Van Sant ou se me irrito com a forma como o filme por vezes se assemelha a uma paródia de filme indie excêntrico.  Perto de outros filmes similares é ótimo, mas estamos muito longe de um Paranoid Park.

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Qu’ils Reposent en Revolte (des Figures de Guerre)

Exibição rara de um dos grandes filmes recentes Qu’ils Reposent en Revolte (des Figures de Guerre) de Sylvain George nesta quinta a noite em Belo Horizonte no Forumdoc. Não creio que o filme virá a ter muitas outras exibições no Brasil (circula desde o FIDMarseille do ano passado e não faz muito o gosto dos nossos programadores), então cinéfilos mineiros aproveitem a chance, dificil ter outra. Entre os filmes recentes sobre a questão do imigrante na sociedade europeia é de certo o mais ambicioso politica e esteticamente.

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Dreileben (Christian Petzold, Dominik Graf, Christoph Hochhäusler)

Dreileben é um projeto de 3 longas independentes a partir do mesmo evento (um criminoso violento escapa da policia ao visitar a mãe adotiva num hospital de uma cidade pequena alemã). O projeto nasceu de uma correspondência entre os cineastas sobre o cinema alemão contemporâneo e os limites da chamada “escola de Berlim” (disponível em inglês e alemão aqui) e não deixa de ser uma ótima forma para Petzold, Graff e Hochhäusler a traírem atenção extra para seus trabalhos (e Dreileben certamente recebeu uma cobertura mais ampla em Berlim do que três filmes solo receberiam).
Boa parte da correspondência parte de uma critica de Graff sobre a dificuldade do jovem cinema alemão de expandir seu olhar e o maior elogio ao projeto é justamente como usa bem o ponto de partida para construir suas ficções próprias e muito diferentes entre si. Beats Being Dead, de Petzold, abre o projeto e provavelmente dos três longas o que é mais fácil imaginar como projeto solo (apesar do seu final depender muito do filme de Hochhäusler para funcionar). Isto muito por ser o que mais evidentemente expande uma série de preocupações dos longas anteriores do diretor. Por ser o único dos três filmes que existe a parte a investigação, ele ganha uma tensão constante pela antecipação constante de que ele precisa se conectar ao projeto eventualmente. Esta sensação constante de perigo ajuda a pontuar o romance central tocado com a habilidade de Petzold de casar observação social com cenas mundanas (algo muito mais difícil do que aparenta). Numa observação mais autorista, fico impressionado em como a cada filme o cinema de Petzold parece ficar mais direto na forma que chega ao seu material.

Fico bem menos interessado no segundo longa, Don’t Follow Me Around de Dominik Graff que usa o material como ponto de partida de uma investigação muito particular sobre duas amigas que descobrem que anos atrás tiveram romances simultâneos com a mesma pessoa. É o filme mais evidentemente dramatúrgico do projeto e o que mais se aproxima de uma idéia padrão de filme de arte alemão. Graff tem bons atores e suas imagens 16mm traduzem bem a idéia de escavar o passado contido ali. Mais consistente One Minute of Darkness de Hochhäusler termina com a obrigação de lidar diretamente com a trama de partida, em particular a figura do criminoso em fuga e do policial que fez a prisão original. As cenas com o criminoso escondido na floresta dos arredores (que por vezes sugerem uma versão menor do Essential Killing de Skolimowski) são muito boas. O maior elogio ao filme é justamente notar que ele fica com o trabalho sujo de dar lida ao projeto e faz isso sem sacrificar existir com sua própria ficção tanto quanto os dois outros longas. Não sei ao certo se Dreileben como projeto atinge mais do que ajudar a apresentar três filmes de real interesse, mas estes são o que mais importam.

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Amanhecer e o nosso triste circuito

Já circula a algum tempo a informação que Amanhecer entrara em cartaz em 1100 das 2200 salas do circuito exibidor brasileiro. É a segunda vez em não muito tempo que um filme toma cerca da metade do nosso circuito (Rio entrou em pouco mais de 1050). È estrarrecedor que um lançamento predatório destes seja encarado como normal. Irá matar a carreira de vários filmes que ainda tinham fôlego e empurrar Amanhecer para muita gente que só queria ver um filme neste fim de semana (o que eu diria inclui uma parcela grande das pessoas que vão aos cinemas). “Mas se lançam em tantas, é porque há demanda” os apologistas logo correm a dizer. Há mesmo?  Ou nós simplesmente nos acostumamos com a idéia de que porque algum distribuidor resolveu investir a este ponto num lançamento, a demanda evidentemente existe? Amanhecer certamente fará numeros dos mais expressivos neste fim de semana, mas eu diria que parte razóavel deles não será de fãs da série, mas simplesmewnte de quem se viu carente de outras opções. Me lembro 10 anos atrás quando Pearl Harbor foi lançado (salvo memória com nossos grandes jornais destacvando seu lançamento recorde) que no ABC Plaza em Santo Andre o filme entrou em quatro salas, alguém lá teve a ideia de colocar dois pares de salas com horarios iguais, funcionou perfeitamente ao longo do fim de semana, mas fui ao cinema na terça feira e descobri que a sala havia fechado duas salas. Simplesmente não tinha porque usa-las já que evidentemente Pearl Harvor não lotava uma das salas horario quanto mais pedir por uma segunda, o shopping simplesmente ficou com 2 salas fechadas de segunda a quinta e aparentemente ninguem via nada de anormal naquilo. Imagino que fenomeno semelhante deve se repetir em alguns lugares com Amahecer, mas tudo bem segunda feira a distribuidora divulgara os numeros de imenso sucesso, os jornalões vão os reproduzirem acriticamente e nada mais sobrará do assunto.

O Zanin fez uma boa nota sobre o tema e lembrou que na Argentina recentemente se apravou uma lei que passa a taxar os filmes estrangeiros de acordo com o tamanho dos seus lançamentos; quando o Ministerio da Cultura apresentou a proposta da Ancinav (aquela que nossa mídia matou em meio a gritos histéricos que sugeriam que Gilberto Gil queria arrastar a nós todos para as trevas culturais), o mecanismo de taxação proposto era similar. Ao menos aqui em São Paulo resta sempre a retrospectiva do Nicholas Ray.

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Il Villaggio di Cartone (Ermanno Olmi)

De certa forma uma alegoria sob o colapso do projeto humanista europeu.

Poderoso justamente porque simples e direto. Olmi sabe onde quer chegar e vai até lá. Aquela igreja, em particular, é um cenário fortíssimo, ao mesmo tempo simbólico e muito claro. Sei que muitos não gostam destes filmes que Ermanno Olimi rodou na última década, mas me parecem sempre experiências das mais marcantes.

Separadamente o Cesar Zamberlan e o Bruno Amato traçaram a relação do filme com o Klotz e acho-a interessante menos pelo tema (até porque é natural pensar a política de imigração lá hoje) e muito mais pela forma complicada que ambos apresentam a figura do imigrante ilegal.

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Let The Bullets Fly (Jiang Wen)

 

É sempre complicado observar a crueldade da meritocracia da circulação de filmes não americanos. Os filmes anteriores de Jiang Wen (Os Demônios Batem na Porta, The Sun Also Rises) foram exibidos nas competições de grandes festivais europeus e circularam bem, este Let the Bullets Fly foi ignorado no trio Berlin-Cannes-Veneza (a despeito de imensa popularidade na China) e logo ignorado na maioria dos espaços. É essencialmente um faroeste spaghetti  zapatista passado na China do começo do séc . XX (o que não deixa de ser uma forma de completar um ciclo histórico, vale dizer) com Wen como o bandido de boas intenções e Chow Yun Fat no papel que na Itália do começo dos anos 70 iria para Jack Palance. Antes de mais nada, é um excelente filme de atores (Wen, Fat, Ge You, Carinna Lau, etc) com longas seqüências pensadas para permitir que o elenco se confronte e há algo de espírito hawksiano na forma que Jiang valoriza cada uma dessas cenas.  Poderia elogiar a farsa política que o filme propõe – que é as vezes um tanto obscura apesar do roteiro engenhoso -, mas o que torna filme de Jiang notável é como funciona como espetáculo. 2011 foi até aqui um ano terrível para o cinema popular e é um prazer ver um grande espetáculo tão eficaz, bem construído e encantadores quanto Let the Bullets Fly. Do assalto inicial ao trem até encontro final entre Jiang WEn e Chow Yun Fat , tudo aqui é envolvente e prazeroso coimo poucos filmes recentes.

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Mostra 2o. Semana

Mafrouza – Que Noite! (Emanuelle Demoris)
Mafrouza – Coração (Emanuelle Demoris)
Mafrouza – Que Fazer? (Emanuelle Demoris)
Mafrouza – A Mão da Borboleta (Emanuelle Demoris)

Devo escrever um texto longo sobre a série depois, mas valeu muito a pena ver os filmes todops concentrados ao lomgo de dois dias. Pena que a Mostra cancelou a exibição do Parabolas (que felizmente eu já conhecia) para inserir outrra exibição do 3D do Herzog.

No Lugar Errado (Ricardo & Luiz Pretti, Guto Parente & Pedro Diogenes)

Tenho varios problemas com o texto do filme, mas é um projeto muito forte e bem elaborado sobre a relação de poder entre cinema e teatro. No debate pós filme um dos diretores (acho que o Guto) mencionou que dois filmes que eles queriam evitar (um porque gostavam muito e outro porque não gostavam nada) eram Moscou e Dogvillem popis bem o filme tem um que forte de Coutinho e uma dramaturgia que se aproxima por vezes de Von Trier.

Low Life (Nicolas Klotz & Elizabeth Perceval)

Potente e estranhissimo filme de horror sobre a França de Sarkozy. Mais ainda esta semana na Cinética.

Cut (Amir Naderi)

Manifesto muito peculiar pelo cinema. Serria um filme mais forte se as preferencias e o discursode Naderi não fossem um tanto óbvios, mas a paixão e entrega do filme compensam.

Cisne (Teresa Villaverde)

Um dos melhores filmes de Villaverde muito beneficiado por uma atuação precisa de Beatriz Batarda que ajuda muito a construção do jogo de sentimentos dispersos que a cineasta propõe.

Pais do Desejo (Paulo Caldas)

Há tempos não via um filme como esse que lembra muito certo cinema brasileiro da segunda metade dos anos 90. O filme permanece na tela inerte, incapaz de deespertar qualquer reação que não seja a indefiferença (ok, há sempre os momentos de humor involuntário).

Las Acacias (Pablo Giorgelli)

Apesar de um certo excesso de closes no bebê, há algo de muito envolvente na maneira com quer Giorgelli desenvolve todo o filme dentro do seu caminhão.

Histórias que Só Existem Quando Lembradas (Julia Murat)

Me agrada muito como o filme começa como uma observação distante e aos poucos ganham uma potencia fantasmagorica. O Daniel Caetano escreveu um bom texto no Passarim sobre a dupla relação do filme.

Sudoeste (Eduardo Nunes)

Momentos de força, mas se afunda sobre o peso das próprias imagens.

Tudo Pelo Poder (George Clooney)

Eficiente, mediocre e esvaziado e como é tipico deste de tipo de filme incapaz de diferenciar seu cinismo de compreender processo eleitoral. Desconfio que Ryan Gosling apostou com alguém que consegue bater o recorde do Ricardo Darin de numero de filmes merda em que ele é a única coisa boa.

O Dominador (Kim Mi-suk)

Entre um Corpo Fechado barulhento e um Scanners pop.

Historias da Insonia (Jonas Mekas)

Sinto falta do sentimento de tempo acumulado dos melhores diarios de Mekas, mas estes seus contos de bebedeira tem ainda sim muitos momentos fortes.

O Homem que Não Dormia (Edgard Navarro)

Ao contrario de Eu Me Lembro, eis um Navarro ao qual eu posso abraçar.  Um filmer apaixonante justamente pelo sua disposição de tudo tentar e abraçar. Cinema fantastico de primeira. Grande construção daquele espaço particular. Compro todos os excessos do Navarro.

Meus favoritos da Mostra

The Day He Arrives
Fora de Satã
O Garoto da Bicicleta
Girimunho
Histórias que Só Existem Quando Lembradas
O Homem que Não Dormia
Irmãs Jamais
Isto Não é um Filme
Low Life
Mafrouza

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Mostra – 1o. Semana

Sabado Inocente (Alexander Mindadze) – ****

Na Cinética.

The Day He Arrives (Hong Sang-soo) – *****

Filme mais direto de Hong Sang-soo em anos. Eu iria dizer que o filme mantém a sequencia de ótimos filmes de Hong, mas ai percebi que da para se dizer que ela vem desde a sua estreia no distante 1996.

Pater (Alain Cavalier) – ***

Na Cinética.

Isto Não é um Filme (Jafar Panahi & Mojtaba Mirtahmasb) – *****

Hanezu (Naomi Kawase) – *

Na Cinética.

Olhe para Mim de Novo (Claudia Priscilla & Kiko Goifman) – ***

Ótimo personagem, documentário irregular.

Era Uma Vez na Anatolia (Nuri Bilge Ceylan) – ****

Entre filmes de investigação policia que investem no acumulo e detalhes este não chega a ser um filme tão forte quant um Zodíaco ou Policia, Adjetivo, mas é uma grata surpresa vina de um cineasta para o qual eu geralmente tenho pouco interesse e paciência.

A Ilusão Comica (Mathieu Amalric) – **

Na Cinética.

Fora de Satã (Bruno Dumont) – ****

Na Cinética.

Os Gigantes (Bouli Lanners) – ***

Na Cinética.

Loverboy (Catalim Mitulescu) – **

Tão à deriva quanto seu personagem.

Eu Receberia as Piores Noticiais dos Seus Lindos Labios (Beto Brant & Renato Ciasca) – **

Apesar dos esforços da Camila Pitanga, a dramaturgia do filme nunca levanta como deveria.

O Futuro (Miranda July) – 0

Sou a favor que se fuzile todos os humanos em cena e salvem o gato.

Amanhã Nunca Mais (Tadeu Jungle) – *

Não é fácil fazer com que este tipo de narrativa funcione, mas é impossível quando no lugar de imaginação s investe exclusivamente na histeria.

Habemus Papam (Nanni Moretti) – ****

Mais irregular que outros filmes do Moretti (caindo sempre que se afasta da figura do novo papa), mas dotado de uma performnce notavel e um retrato do Papa como ator em crise muito forte. Grande meia hora inicial.

Ocio (Alejandro Ligenti & Juan Villegas) – ***

Na Cinética.

Irmãs Jamais (Marco Bellocchio) – *****

Na Cinética.

Adeus (Mohammad Rasoulof) – ****

Tão direto quanto preciso.

Vou Rifar Meu Coração (Ana Rieper) – ***

Um tanto reinterativo demais, mas nos momentos em que se concentra nos fãs mais do que nos cantores é um documentário forte.

Cartas do Kuluene (Pedro Novaes) – **

Na Cinética.

As Canções (Eduardo Coutinho) – ****

Entre os filmes de Coutinho é aquele que mais se entrega mais diretamente ao seu dispositivo sem mediação apesar do recurso sas canões evidentemente ser uma nova forma de sublinhar as performances que ele capta. Provavelmnte é seu mais acessivel filme recente, um pouco comodado, mas cheio de belos momentos.

Girimunho (Helvecio Marins e Clarissa Campolina) – ****

O melhor novo filme brasileiro que vi este ano e sem dúvidas a melhor das recentes tentativas aqui de construir ficções através de personagens e locações encontradas pelo cineasta. Mais um filme que reforça que Ivo Lopes Araujo como nome mais importante o cinma brasiliro dos ulrimos 2 ou 3 anos.

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BAFICI Dias 3 a 6

Um Mundo Misterioso (Rodrigo Moreno)
Um mundo mais indiferente que propriamente misterioso. Moreno segue um esteta apurado, mas desequilibrado. Dito isso é um filme mais forte que o El Custodio.

Aita (Jose Maria de Orbe)
Historias da casa assombrada.

Un Poison Violent (Katell Quillévéré)
Attenberg (Athina Rachel Tsangari)
Bom contraste de filmes, Quilévéré é um filme de entrada de adolescencia habilidoso, mas batido sem baixos, mas sem altos também. Existe muita coisa errada em Attenberg, mas é inegavel seus momentos inventivos.

Finisterrae (Sergio Caballero)
Agora entendo como meus amigos que nao gostam de Albert Serra se sentem diante dos filmes dele.

20 Cigarrettes (James Benning)

Benning menor, mas ainda Benning.

Guerra Civil (Pedro Caldas)
Bem mediocre.

Vaquero (Juan Minujin)
Tipico filme de estreia de ator. Habilidoso com algumas cenas muito bem sacadas, prejudicado ocasionalmente por uma histeria derivada de Taxi Driver.

The Ballad of Genesis & Lady Jaye (Marie Pisier)
Este afetuoso retrato documental foi um dos melhores filmes que vi por aqui. Vou escrever com mais detalhes na Cinetica, mas espero que passe na Midnight no Festival do Rio.

Household X (Koki Yoshida)
Mais do mesmo do “cinema de arte”.

Tres Semanas Depues (Jose Luis Torres Leiva)
Documentario competente sobre o terremoto no Chile no xcomeço do ano passado, mas confesso que desapareceu na memoria ao longo da semana.

Hell Roaring Creek (Lucien Castaing-Taylor)
Curta do realizador de Sweetgrass. Basicamente um longo plano de um mar de ovelhas cortando um riacho. Muito bom.

Sleeping Sickness (Ulrich Kohler)
Melhor filme do Kohler. Uma especie de versao atualizada de Coraçao nas Trevas.

Belle Endormie (Catherine Breillatt)
Irregular, mas cheio de momentos muito fortes e estrturalmente mais interessante que o similar Barba Azul.

Foreign Parts (Verena Parevel-JP Sniadecki)
Provavelmente junto ao Hellman e Hong, meu filme favorito dos festival.

Love History (Klub Zwei)
Outro forte documentario (tenho certeza que vi mais bons documentarios aqui do que quem ficou assistindo o Ë Tudo Verdade, e nao foi por pouco) que encontra um foco muito bem sacado para retomar a relaçao da Austria com nazismo.

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BAFICI Dias 1 e 2

Comentarios mais lomgos sobre alguns dos filmes apareceram na Cinetica depois.

Blue Valentine (Derek Cianfrance)

Bons atores lutando para sustentar um conceiro todo problemático e desequilibrado.

Road to Nowhere (Monte Hellman)

Cinema assombrado com traços de muitos outros filmes, muitas outras histórias dispersos ao longo da projeçao. Em certos momentos chega a lembrar Two Lane Blacktop.

La Vida Útil (Federico Veiroj)

Lamento cinefilo acima da média com algunsbelos momentos, mas prefiro Acne.

Nine Lives (Maria Speth)

Documentario sólido e habilidoso sobre jovens que fugiram de casa.

Oki’s Movie (Hong Sang-Soo)

Variaçoes sobre o mesmo filme. Os mesmos personagens recolados em cena multiplas vezes sobre as mesmas situaçoes. O que esperamos do Hong com alguns descios surpreendentes e muito territorio conhecido.

Meek’s Cutoff (Kelly Reichardt)

Faroestes materialista com ecos de Hellman. A alegorria da trama um tanto mao pesada, mas cena a cena sempre de um frescor constante.

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Cercado por crianças me sentia como John Wayne ao ser atacado por indios ou comunistas. A minha é uma forma moderna de heroísmo.

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