A Body Before Law and Order

richardjewell

(versão em português aqui)

There is a lot in common between Clint Eastwood’s Richard Jewell and Sully, not so much how they both start from the exactly same premise (a man saves the lives of hundreds and then has to deal with government investigation about him), but because both are films that exist mainly through gestures and reactions.In the earlier film, there’s an event (an almost aerial disaster) that did not last for more than a few minutes, which was then observed and stretched in order to account for each reaction at all stages of rescue response.Richard Jewell has a more conventional biopic and character study structure, but it is a film built entirely on the body of actor Paul Walter Hauser and how he reacts to each situation.Sully’s dramatic arc in so far as it had one was written in the body language of Tom Hanks and Aaron Eckhart and how those few minutes in the cockpit bond them, so Richard Jewell’s drama is presented less through the actions of its screenplay, but in the form with Hauser’s demeanor changes over the course of his martyrdom.

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Um Corpo Perante a Lei e Ordem

richardjewell

(English version here)

Há um forte ponto de contato entre Richard Jewell e Sully de Clint Eastwood, nem tanto ambos partirem da mesma premissa (um homem salva a vida de centenas e depois tem que lidar com investigação governamental sobre a sua pessoa), mas porque ambos são filmes que existem sobretudo através de gestos e reações. No filme anterior tínhamos um evento (um quase desastre aéreo) que de todo durava poucos minutos, observado e esticado de forma a dar conta de cada reação em todas as etapas de primeiro socorro. Richard Jewell tem uma estrutura mais convencional de cinebiografia e estudo de personagem, mas é um filme todo construído sobre o corpo do ator Paul Walter Hauser e como ele reage a cada situação. A curva dramática de Sully no que ela existia estava escrita na linguagem corporal de Tom Hanks e Aaron Eckhart e como aqueles poucos minutos no cockpit os uniram, da mesma forma a dramaturgia de Richard Jewell se resolve menos através das ações do seu roteiro, mas na forma com que o porte de Hauser se transforma ao longo do seu martírio.

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Shadows of Disorder

Dwan

(versão em português aqui)

Article originally published in the online book Allan Dwan: a dossier (2013), edited by Gina Telaroli and David Phelps, whom I will always thank for both the invitation and trust (as well as cleaning up my translation).  The complete book remains available at the Spanish magazine Lumiere and it is still the most complete critical study published on the American cinema pioneer. This is mostly on 1939’s Frontier Marshal, but tries to place it through larger tendencies of Dwan’s filmmaking.

Allan Dwan never hid his taste for comedy. It’s not unjust to say that, something like Howard Hawks, he is a filmmaker who express himself in a manner that is essentially comic. We need, however, to understand that comedy according to Dwan is not a matter of jokes or lighter treatment of minor subjects (as Peter Bogdanovich suggests when dealing with the 50s films in his The Last Pioneer), but the formation of a certain perspective. It is a style that reaches its peak in the pre-code days (ironically, one of the filmmaker’s least productive phases), a style which Dwan was one of the few to continue employing later.  A good example of can be seen in his most famous postwar film, Silver Lode, whose script might at first suggest a B movie High Noon knock-off. Dwan’s own point of view, however, skews things in another direction. The series of misfortunes, often exacerbated by bad timing, piling up over an wrongly accused man (John Payne), making even his most plausible explanations seem suspicious, suggest something much closer to a screwball comedy like Bringing Up Baby, which, after all, is also basically about a man whose perfect life is systematically destroyed by another person’s will.

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Sombras da Desordem

Dwan

(English version here)

O Making Off vem disponibilizando vários filmes do Allan Dwan e aproveito para republicar artigo originalmente publicado no livro online Allan Dwan: a dossier (2013), organizado pela Gina Telaroli e David Phelps, aos quais agradeço muito o convite e confiança.  O livro completo segue no site da revista espanhola Lumiere e deve ser o que de mais completo se publicou sobre o pioneiro do cinema americano. É um artigo sobretudo sobre Frontier Marshal de 1939, mas procura localiza-lo em tendências gerais do cinema de Dwan.

Allan Dwan nunca escondeu seu gosto pela comédia. Um pouco como Howard Hawks, não é injusto dizer que se trata de um diretor que se expressa de uma maneira essencialmente cômica. É preciso, porém, compreender que a comédia segundo Dwan não se trata de uma questão de piadas ou de um tratamento ligeiro sobre temas menores (como Peter Bogdanovich sugere quando trata da fase anos 50 no seu The Last Pioneer), mas de construção de um olhar. É uma maneira que alcançou seu auge nos anos pré-código (por ironia um dos períodos menos produtivos do cineasta) e que Dwan permaneceu um dos poucos cultores posteriormente. Um bom exemplo disso podemos ver no seu filme mais famoso do pós guerra Silver Lode, a princípio seu roteiro sugere uma imitação B de High Noon, mas o olhar que Dwan lhe impõe lhe empurra noutra direção: a forma como a série de infortúnios se acumulam sobre o homem acusado injustamente (John Payne) frequentemente piorados pelo mau timing que torna justificativas mais que aceitáveis em afirmações muito suspeitas sugere algo mais próximo de uma comédia screwball como Bringing Up Baby que afinal na sua essência também tratava de um homem cuja vida aparentemente perfeita era sistematicamente destruída pela vontade de uma outra pessoa.

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Seijun Suzuki – An Annotated Filmography (1964-2005)

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(Versão em português aqui)
(First part here)

Second part of the anointed fillmography covering the final years at Nikkatsu and Suzuki’s independent period.

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Seijun Suzuki – Uma Filmografia Comentada (1964-2005)

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(English version here)
(Primeira parte aqui)

Segunda parte da filmografia comentada atravessando os anos finais de Nikkatsu e os filmes do período independente.

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Seijun Suzuki – An Annotated Filmography (1956-1963)

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(Versão em português aqui)
(Second part here)

There is a large Seijun Suzuki retrospective starting in São Paulo this week at the Moreira Salles Institute with 17 features including 15 35mm prints. To mark the date, I’m choosing Suzuki to start a new section in the blog for anointed filmographies. The first part here covers the period between 1956 and 1963, in through 7 years he shot around 30 cheap films for Nikkatsu studios (21 of which are covered below). This is a very enriching exercise given that Suzuki oeuvre remains only through a few key works, above all Tokyo Drifter and Branded to Kill eccentric masterworks of Yakuza cinema, and there is many distortions and questionable perceptions around this films, particularly those of this “less mature” period. The second part should arrive Wednesday covering another 24 films between 1964 and his final 2005 feature.

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