Arquivo da categoria: Filmes

Shadows of Disorder

Dwan

(versão em português aqui)

Article originally published in the online book Allan Dwan: a dossier (2013), edited by Gina Telaroli and David Phelps, whom I will always thank for both the invitation and trust (as well as cleaning up my translation).  The complete book remains available at the Spanish magazine Lumiere and it is still the most complete critical study published on the American cinema pioneer. This is mostly on 1939’s Frontier Marshal, but tries to place it through larger tendencies of Dwan’s filmmaking.

Allan Dwan never hid his taste for comedy. It’s not unjust to say that, something like Howard Hawks, he is a filmmaker who express himself in a manner that is essentially comic. We need, however, to understand that comedy according to Dwan is not a matter of jokes or lighter treatment of minor subjects (as Peter Bogdanovich suggests when dealing with the 50s films in his The Last Pioneer), but the formation of a certain perspective. It is a style that reaches its peak in the pre-code days (ironically, one of the filmmaker’s least productive phases), a style which Dwan was one of the few to continue employing later.  A good example of can be seen in his most famous postwar film, Silver Lode, whose script might at first suggest a B movie High Noon knock-off. Dwan’s own point of view, however, skews things in another direction. The series of misfortunes, often exacerbated by bad timing, piling up over an wrongly accused man (John Payne), making even his most plausible explanations seem suspicious, suggest something much closer to a screwball comedy like Bringing Up Baby, which, after all, is also basically about a man whose perfect life is systematically destroyed by another person’s will.

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Sombras da Desordem

Dwan

(English version here)

O Making Off vem disponibilizando vários filmes do Allan Dwan e aproveito para republicar artigo originalmente publicado no livro online Allan Dwan: a dossier (2013), organizado pela Gina Telaroli e David Phelps, aos quais agradeço muito o convite e confiança.  O livro completo segue no site da revista espanhola Lumiere e deve ser o que de mais completo se publicou sobre o pioneiro do cinema americano. É um artigo sobretudo sobre Frontier Marshal de 1939, mas procura localiza-lo em tendências gerais do cinema de Dwan.

Allan Dwan nunca escondeu seu gosto pela comédia. Um pouco como Howard Hawks, não é injusto dizer que se trata de um diretor que se expressa de uma maneira essencialmente cômica. É preciso, porém, compreender que a comédia segundo Dwan não se trata de uma questão de piadas ou de um tratamento ligeiro sobre temas menores (como Peter Bogdanovich sugere quando trata da fase anos 50 no seu The Last Pioneer), mas de construção de um olhar. É uma maneira que alcançou seu auge nos anos pré-código (por ironia um dos períodos menos produtivos do cineasta) e que Dwan permaneceu um dos poucos cultores posteriormente. Um bom exemplo disso podemos ver no seu filme mais famoso do pós guerra Silver Lode, a princípio seu roteiro sugere uma imitação B de High Noon, mas o olhar que Dwan lhe impõe lhe empurra noutra direção: a forma como a série de infortúnios se acumulam sobre o homem acusado injustamente (John Payne) frequentemente piorados pelo mau timing que torna justificativas mais que aceitáveis em afirmações muito suspeitas sugere algo mais próximo de uma comédia screwball como Bringing Up Baby que afinal na sua essência também tratava de um homem cuja vida aparentemente perfeita era sistematicamente destruída pela vontade de uma outra pessoa.

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Seijun Suzuki – An Annotated Filmography (1964-2005)

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(Versão em português aqui)
(First part here)

Second part of the anointed fillmography covering the final years at Nikkatsu and Suzuki’s independent period.

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3 Comentários

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Seijun Suzuki – Uma Filmografia Comentada (1964-2005)

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(English version here)
(Primeira parte aqui)

Segunda parte da filmografia comentada atravessando os anos finais de Nikkatsu e os filmes do período independente.

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Seijun Suzuki – An Annotated Filmography (1956-1963)

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(Versão em português aqui)
(Second part here)

There is a large Seijun Suzuki retrospective starting in São Paulo this week at the Moreira Salles Institute with 17 features including 15 35mm prints. To mark the date, I’m choosing Suzuki to start a new section in the blog for anointed filmographies. The first part here covers the period between 1956 and 1963, in through 7 years he shot around 30 cheap films for Nikkatsu studios (21 of which are covered below). This is a very enriching exercise given that Suzuki oeuvre remains only through a few key works, above all Tokyo Drifter and Branded to Kill eccentric masterworks of Yakuza cinema, and there is many distortions and questionable perceptions around this films, particularly those of this “less mature” period. The second part should arrive Wednesday covering another 24 films between 1964 and his final 2005 feature.

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Seijun Suzuki – Uma Filmografia Comentada (1956-1963)

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(English version here)
(Segunda parte aqui)

A partir desta terça começa uma grande retrospectiva do Seijun Suzuki no Instituto Moreira Salles de São Paulo com 17 longas incluindo 15 em 35mm. Para comemorar a data início aqui uma nova seção do blog dedicada a filmografias comentadas. A primeira parte aqui cobre o período entre 1956 e 1963, no qual em 7 anos ele filmou cerca de 30 produções baratas para o estúdio Nikkatsu (21 dos quais estão comentados abaixo). Esse é um exercício bem enriquecedor já que a obra de Suzuki segue conhecida por alguns poucos filmes chave, sobretudo O Vadio de Tóquio e A Marca do Assassino obras primas excêntricas do filme de Yakuza, e existe muitas distorções de percepção sobre estes filmes em particular desta fase “menos madura”. A segunda parte deve seguir na quarta com mais 24 filmes entre 1964 e seu último longa em 2005.

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Ivan Passer (1933-2020) (English)

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Cutter’s Way

(versão em português aqui)

The way to get me interested in anything is to tell me it’s impossible to make. – Ivan Passer

Czech filmmaker Ivan Passer died last thursday.I have written about him here before and there’s few careers that fascinate me more in recent decades.He directed one of the best films of the local New Wave (Intimate Lighting) and co-wrote the first Milos Forman films (Loves of a Blonde, The Fireman’s Ball, Audition), then emigrated to the West post Prague Spring like so many other Eastern European talents and things become much more odd and subterranean.Between 1971 and 2000, Passer directed 13 films, occasionally working with famous stars (Michael Caine, Jeff Bridges, Peter O’Toole, Robert Duvall, Omar Sharif) almost always in their films that no one has seen.Three decades as a kind of ghost of East European absurdism in Hollywood.

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Ivan Passer (1933-2020)

passer

Cutter’s Way

(English version here)

A forma de me deixar interessado em algo é me dizer que é impossível de fazer. – Ivan Passer

Faleceu na última quinta-feira o cineasta checo Ivan Passer. Já escrevi sobre ele aqui antes e tem poucas carreiras que me fascinam mais nas últimas décadas. Ele dirigiu um dos melhores filmes do Cinema Novo local (Iluminação Intima) e co-escreveu os primeiros filmes do Milos Forman (Amores de uma Loira, Baile do Bombeiro, Audition), então emigrou para o ocidente pós Primavera de Praga como tantos outros talentos do leste europeu e as coisas se tornam bem mais peculiares e subterrâneas. Entre 1971 e 2000, Passer dirigiu 13 filmes, ocasionalmente trabalhando com estrelas famosas (Michael Caine, Jeff Bridges, Peter O’Toole, Robert Duvall, Omar Sharif) quase sempre em filmes delas que ninguém viu.  Três décadas como uma espécie de fantasma do absurdismo do leste europeu em Hollywood.

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A Subversive Pedagogy

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(versão em português aqui)

Released in 1973 at the peak of Blaxploitation era, The Spook Who Sat by the Door may at first suggest one of the many established genres variations that were popular during the cycle, but it is not a satire of spy movies, even if it openly plays with elements of the genre for subversive purposes.In fact, The Spook Who Sat By the Door’s premise cannot be more delicious: a senator looking for a good electoral theme decides that the CIA has no black agent and the agency is obliged to make an affirmative hiring, the winner. spends five years there as an unremarked ghost, and after leaving the government, he uses his agency skills to begin a Black uprising.

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Pedagogia da Subversão

thespookwhosatbythedoor

(English version here)

Como foi lançado em 1973 no pico do Blaxploitation, The Spook Who Sat by the Door pode sugerir a princípio uma das muitas variações de gêneros estabelecidos que foram populares na época, mas não se trata de uma sátira a filmes de espionagem, mesmo que abertamente lance mão de elementos do gênero para fins subversivos.  Na verdade, a premissa de The Spook Who Sat By the Door não pode ser mais saborosa: um senador a procura de um bom tema eleitoral decide que a CIA não tem nenhum agente negro e a agencia é obrigada a fazer uma contratação afirmativa, o vencedor passa cinco anos lá como um fantasma subestimado e quando deixa o governo faz uso dos conhecimentos adquiridos na agência para começar uma insurreição negra.

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Some favorites seen for the first time in 2019

(Versão em português aqui)

A few remarks on the first 25 and then the remaining are only listed.

Beggars of Life (William A. Wellman, 1928)2019fav001
William Wellman had just recent directed the very popular Wings, when he take the opposite direction and made this film about two young lovers on the run in the middle of American train hobos. In some ways, it suggests the social films made during the great depression inclusing Wellman’s own masterpiece Wild Boys of the Road that revisit much of the same territory. Rough, very unsentimental and with beautiful performance from Louise Brooks that is far away from the work she would do for Pabst and Hawks a little later.

Sadie Thompson (Raoul Walsh, 1928)
2019fav002
A dissolution tale with a large variety of registers. A triangle of different worldviews that Walsh allows space to resonate. In the middle of all a illuminated Gloria Swanson. It is also a rare opportunity of seeing Walsh on screen a little before the accident that ended his acting career.

The Last Flight (William Dieterle, 1931)
2019fav003
This was the first American film from William Dieterle and some of its force comes from how it remains suspended between two continents.  The masochist pragmatism in front of the remains of war come from US, but the sense of desperation comes from Europe that serve as stage from the conflict and amplifies everyone’s impotence.

Other Men’s Women (William A. Wellman, 1931)
2019fav004
Wellman filming the romance between American working class men in the middle of train lines that are cinematographic as usual. It remind me of the best Jean Renoir did in his Popular front days.

Safe in Hell (William A. Wellman, 1931)
2019fav005
One of the best things about Wellman’s movies from this era  i show ecletic they are both in subjects and even inside themselves changing registers with great freedom. Safe in Hell is almost exactly reversal of Other Men’s Women from its focus on women to its exotic near abstract setting. Like many of the director’s films, it is a movie about civilization and its frontiers, here filtered through a woman dealing with a place where no pretenses of it arrived. Safe in Hell movies with assurance between the moral dramaand a specificity of gesture in the many negotiations that Dorothy Mackail need to stabilish through its short duration.

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Alguns favoritos vistos pela primeira vez em 2019

(English version here)

Comentários para os primeiros 25 e depois listando os demais.

Beggars of Life (William A. Wellman, 1928)
2019fav001
William Wellman recém dirigira o imensamente popular Asas, quando tomou a caminho oposto e fez este filme sobre dois jovens em fuga no meio dos vadios de trem Americanos. De certa forma adianta alguns dos filmes sociais feitos durante a grande depressão um pouco antes dela incluindo a obra prima do próprio Wellman Wild Boys of the Road que revisita muito do mesmo território, Duro, pouco sentimental e com uma bela atuação de Louise Brooks muito distante da que faria para Pabst e Hawks logo depois.

Sadie Thompson (Raoul Walsh, 1928)
2019fav002
Um conto de dissolução com uma variedade muito grande de registros. Um triangulo de visões de mundo distantes ao qual Walsh da pleno espaço para ressoar. No centro dele uma Gloria Swanson iluminada. Também uma rara oportunidade de ver Walsh em cena pouco antes do acidente que acabou com sua carreira de ator.

The Last Flight (William Dieterle, 1931)
2019fav003
Este foi o primeiro filme americano de William Dieterle e parte da força dele me parece muito ligada a como ele existe suspenso entre os dois continentes, O pragmatismo masoquista frente aos destroços da guerra vem dos EUA, mas o sentimento de desespero surge da Europa que serviu de palco para o conflito e amplifica a impotência de todos.

Other Men’s Women (William A. Wellman, 1931)
2019fav004
Wellman filmando o romance entre os homens trabalhadores americanos no meio das linhas de trem tão cinematográficas como de costume. Lembra o que de melhor Jean Renoir fez nos seus tempos de frente popular.

Safe in Hell (William A. Wellman, 1931)
2019fav005
Uma das coisas boas dos filmes de Wellman dessa época é o seu ecletismo tanto de temas como mesmo internamente trocando de registros com grande liberdade. Safe in Hell é quase um oposto exato de Other Men’s Women do foco na mulher a sua locação exótica quase abstrata. É como muito dos filmes do diretor, um filme sobre a civilização e suas fronteiras, aqui filtrados pela forma como uma mulher lida com estar num espaço onde nenhuma pretensão dela chegou. Filme que se move com muita segurança entre o drama moral e uma especificidade de gesto nas várias negociações que Dorothy Mackail precisa estabelecer ao longo da sua curta duração.

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My favorite films of 2019

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Amazing Grace

(versão em português aqui)

The list criteria remain the same as usual: films seen for the first time in 2019 that had their first public screening in the past three years.  The difference is that I scrapped the honorable mentions and did a write-up on everything. The order doesn’t mean very much, a movie at #37 is one I liked more than at #57, but I could’ve had it at over #34 or under #40 in a different day.  Beyond all those, it is worth making to remark over Amazing Grace, Aretha Franklin gospel mass that Sydney Pollack shot in 1972 but was only edited now. I didn’t think it quite belonged in this list, but it is a spectacle far beyond just a concert show. A matter of faith.

2019curta

Above the Rain

The best new short I saw this year was Ken Jacobs’ Above the Rain followed closer by Jonathan Schwartz’s A Leaf is the Sea is a Theater. Alguns outros destaques:  ________ (Kyle Faulkner), The Fountains of Paris (Stephen Broomer), The Marshall’s Two Executions (Radu Jude), Music from the Edge of the Allegheny Plateau (Kevin Jerome Everson), Shakti (Martin Rejtman), Two Basilicas (Heinz Emigholz), Vever (for Barbara) (Deborah Stratman), X-Manas (Clarissa Ribeiro).  Also,  Toshio Matsumoto’s 1986 Summer which was recente discovered.

100) Second Time Around/Segunda Vez (Dora Garcia)
2019100
History (in this case Argentina’s, but it could’ve been Latin American or the third world as a whole) as a series of echoes. Garcia’s editing work is exceptional.

99) The Emperor of Paris/L’Empereur de Paris (Jean-François Richet)
2019099
By far the year’s best superhero movie. The best solved among Richet’s industry films and the studio recreation of Napoleon-era Paris is great.

98) In Like Flynn (Russell Mulcahy)
2019098
A little after becoming a star Errol Flynn wrote an autobiography of his times as an Australian seafarer with the clear intention of mix life and image and this adaptation from Mulcahy takes his clues from him in a film that seem to come from any cinema decade but this one. Mulcahy remains one of the mainstream cinema’s best stylists.

97) Casa (Leticia Simões)
2019097
Intimate, but with a panoramic vision. Starting from her family portrait, Simões manages to trace a history of Brazil from the last decades of slavery until lulism. Her mother is one of the best film characters of current Brazilian film and there’s a strength in the conflicts between the three women that our current fictions rarely achieve.

96) Varda by Agnes/Varda par Agnés (Agnés Varda, Didier Rouget)
2019096
Varda leaves the stage. Like much of her late work, it is a film that starts on herself and reaches the world. One starts by thinking “but she already did The Beaches of Agnes” and by the final scenes think “but I’m glad she did this one as well”.
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Meus filmes favoritos de 2019

2019000

Amazing Grace

(English version here)

Os critérios da lista são os mesmos de sempre filmes vistos ao longo de 2019 cuja primeira exibição pública aconteceu nos últimos três anos. A ordem não significa grande coisa um filme no #37 é um filme que eu gostei mais do que o #57, mas não necessariamente menos que 0 #34 ou mais que o #40. Para além de todos esses, vale muito destacar Amazing Grace a missa gospel da Aretha Franklin que Sydney Pollack filmou em 1972 mas só foi montado agora. Não achei que caberia na lista mas é um espetáculo para bem além de um filme concerto. Uma questão de fé.

2019curta

Above the Rain

O melhor curta que vi este ano foi Above the Rain do Ken Jacobs seguido de perto pelo A Leaf is the Sea is a Theater do Jonathan Schwartz. Alguns outros destaques:  ________ (Kyle Faulkner), The Fountains of Paris (Stephen Broomer), The Marshall’s Two Executions (Radu Jude), Music from the Edge of the Allegheny Plateau (Kevin Jerome Everson), Shakti (Martin Rejtman), Two Basilicas (Heinz Emigholz), Vever (for Barbara) (Deborah Stratman), X-Manas (Clarissa Ribeiro).  E também 1986 Summer (Toshio Matsumoto) exibido pela primeira vez recentemente.

100) Segunda Vez (Dora Garcia)
2019100
A história (no caso da Argentina, mas também a latino-americana e do terceiro mundo como um todo) como uma série de ecos. O trabalho de montagem de Garcia aqui é excepcional.

99) L’Empereur de Paris (Jean-François Richet)
2019099
De longe melhor filme de super-herói do ano. Mais bem resolvido dos filmes de indústria do Richet e a recriação de Paris de Napoleão é ótima.

98) In Like Flynn (Russell Mulcahy)
2019098
Poucos depois de se tornar famoso Errol Flynn escreveu uma autobiografia sobre seus tempos de marinheiro na Australia com a clara intenção de misturar vida e imagem e essa adaptação de Mulcahy toma a deixa de Flynn num filme que parece sair de qualquer década de cinema menos essa. Mulcahy segue um dos melhores estilistas do mainstream.

97) Casa (Leticia Simões)
2019097
Intimo, mas com uma visão panorâmica. Partindo do retrato da história familiar Simões consegue traçar uma história de Brasil dos últimos anos da escravidão até o lulismo. A mãe é uma das melhores personagens do cinema brasileiro recente e o filme tem uma potencia nos conflitos entre as três personagens que nossas ficções recentes raramente alcançam.

96) Varda por Agnes/Varda par Agnés (Agnés Varda, Didier Rouget)
2019096
Varda sai de cena. Como boa parte da última parte da obra de Varda é um filme que parte dela mesma até chegar ao mundo. Você começa pensando, “mas ela já fez As Praias de Agnes” e na altura das cenas finais pensa, “mas ainda bem que ela fez este também”.
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Two Chinese Films and a Few Questions

betterdays

Better Days

(versão em português aqui)

2019 was not exactly a good year for Chinese cinema. Amid the celebrations of the communist revolution’s 70th anniversary, the CCP considerably hardened its already unfriendly rules of censorship. In February, two films, Derek Tsang’s Better Days and Zhang Yimou’s One Second, were pulled out of the Berlin Festival competition for “technical” reasons (like most authoritarian governments the Chinese are very transparent when they want to show strength). The tone has been maintained throughout the year and the impression of a narrowing of content is visible going way beyond just stopping direct government criticism. If film talent wants its films to be released in the Chinese market, they need to be increasingly careful about what they film and also what they say in public. For example, one can notice the radical different stances among Hong Kong artists on local political protests in 2014 and 2019. Five years ago, there was a constant presence of local artists despite rumors of possible government retaliations (actor Anthony Wong has been gray-listed since it for his role in them). Despite ideological similarities and the same repercussions about violent police repression, the presence of famous people is no longer common, and while few voices (Jackie Chan, Wong Jing) have positioned themselves as pro-government at the time, there has been now no lack of sympathy for the local police and the CCP in recent months (during publicity for his new blockbuster Ip Man 4, Donnie Yen was quick to point he stand with the government to get just one recent case). While as the critic Shelly Kraicer well pointed out filmmakers sympathetic with protestors can only do so by the way of remaining silent.

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