Arquivo do mês: junho 2013

Billy Wilder

Avanti (1972)

Avanti (1972)

Com a retrospectiva do Billy Wilder acontecendo no Cinesesc me parece útil repostar aqui este texto escrito para o site da Paisà em 2007 me aproveitando do lançamento de uma série de filmes dele em DVD à época. O tom é um tanto mais ácido do que eu escreveria hoje, mas assino embaixo de tudo com a possível exceção do que falo sobre A Mundana que é um tanto melhor do que o texto da a entender.

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Jacques Rivette no CCBB

Celine e Julie vão de Barco

Celine e Julie vão de Barco

Já começou no Rio e a partir de semana que vem chega a São Paulo a melhor retrospectiva do ano por aqui: Jacques Rivette – Já não somos inocentes.

Não chega a ser completa (há a ausência grave de Out 1 Noli mon Tangere e além disse falta também pelo menos Divertimento versão curta de A Bela Intrigante), mas mesmo assim há uma dúzia de grandes filmes e inclusive varios que nunca circulam por aqui como Amor Louco, Duelle e Noroeste. Não sou fã da sala do CCBB, mas se há uma retrospectiva este ano que justifica acampar numa sala de cinema é esta.

Abaixo a programação em São Paulo:

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Drug War (Johnnie To,2012)

Uma espécie de filme de golpe no qual Johnnie To e sua equipa da Milkyway viajam a China para tentar realizar um filme policial nos seus termos diante dos olhar austero da censura chinesa e sobrevivem com poucas feridas. A imagem do gangster da China continental solta nas ruas de Hong Kong rebatida muitas vezes desde o The Long Arm of the Law (1984) é revertida com várias figuras carimbadas de To adicionando cor num filme de investigação e procedimento ademais muito sóbrio. É o filme mais hawksiano de To da maneira como personagem é visto através de ação (nenhum dos policiais chineses é permitido qualquer história, existem somente para o trabalho e destinados a desaparecer tão logo sua função no filme seja cumprida) e como de forma bem consciente o filme retoma partes distintas da obra do cineasta dos filmes de grande equipe policial (o fantasma de Expect the Unexpected assombra toda a ação) e da série Eleição. Drug War adia sua ação ao máximo substituindo por umasériede cenas que apostam no acumulo de detalhes para elevar tensão até que a violência finalmente emerge levando consigo cada corpo que passou diante do olhar na câmera na hora anterior. Uma narrativa de infecção, depois que que a guerra do título esta na suas veias não a saída possível mas a da morte violenta. Pode-se até dizer que o filme é um longo pesadelo do condenado a morte (o filme todo se sustenta no fato que o trafico de drogas seja punido na China com a pena de morte). To sucede porque ele e seus atores (e aqui vale uma menção extra ao grande Sun Hong-lei numa das melhores atuações físicas do cinema contemporâneo, o homem literalmente faz de tudo no filme) recém um painel pálido e regido e consegue encontrar nele uma série de espaços e variações inesperadas (há, por exemplo, uma cena muito peculiar em que um personagem quase tem uma overdose que parece existir  somente para puxar ao limite o que um filme como este pode registrar) e também encontram o balanço certo de ambiguidade moral.

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Allan Dwan

Tennessee’s Partner

Tennessee’s Partner

A Lumière publicou ontem um grande dossiê sobre a obra de Allan Dwan. É certamente uma das melhores publicações de cinema do ano.
Ontem quando divulguei nas redes sociais o dossiê mais de um amigo pediu dicas sobre o que ver do cineasta, como Dwan esteve ativo regularmente de 1911 a 1961, e com vários períodos destaque dependendo do gosto do critico é bem difícil se guiar por ela (eu vi mais de 50 filmes dele e ainda assim tenho várias lacunas especialmente no período mudo), então resolvi montar uma lista pessoal de recomendações. Tenham em mente que os filmes de Dwan são bem acima da média então a não presença de um filme na lista abaixo não significa que ele seja fraco (só tem dois filmes de Dwan que eu vi e não curto The Gorilla e Northwest Outpost). Montei três listas para ajudar como guia, mas todos eles valem muito a pena.

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