Orson Welles

FLYER_ORSONWELLS

A partir de semana que vem darei um curso sobre a obra do Orson Welles no Sesc Ipiranga. Serão 7 aulas as quartas e sextas entre os dia 8 e 29 de Abril, das 19h as 21h30. O foco é no trabalho dele como diretor de cinema, mas passarei também pelo rádio, teatro, TV, ativismo político, etc. Falarei de Kane, Ambersons, A Marca da Maldade, etc., mas também de A História Imortal, Filming Othello e mesmo trabalhos incompletos como The Dreamers e Fliming the Trial.  As inscrições abrem amanhã (31 de março) na central de atendimento e tem um um número limitado de 15 vagas. A inteira é 20 reais. Mais informações no site do Sesc.

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

João Bénard da Costa – Outros amarão as Coisas que eu amei (Manuel Mozos, 2014)

JoaoBenard

Não sei se  já deram um título tão bonito para um filme sobre alguém que dedicou a vida a programar/escrever/dar aulas sobre filmes do que Outros amarão as Coisas que eu amei, que Manuel Mozos escolheu para seu filme sobre João Bénard da Costa. Sei que poucas vezes se homenageou alguém de forma tão bela como aqui, justamente porque Mozos tenta agregar tudo o que pode sobre João Bénard, de uma abertura e generosidades incríveis.  É um filme de amor como título promete e justo que se refira “as coisas que amei” já que Mozos não se limita a paixão de João Bénard da Costa pelo cinema. Há um momento porém que me tocou em particular quando o filme para por um instante e assistimos uma sequencia de Gigi, do Minnelli, com o reencontro dos ex-amantes Maurice Chevalier e Hermione Gingold, numa cópia rosada dessas que encontrávamos com frequência e frustração nos tempos que as nossas salas de repertório ainda exibiam filmes em 35mm regularmente, imagino que trata-se da cópia da Cinemateca Portuguesa. Sei que ali naquela imagem desgastada há ao mesmo tempo uma finitude e uma permanência que dentro do contexto do filme me tocaram muito. Quando a sequencia se encerra Chevalier e Gingold olham para trás e Mozos corta para a agua do mar chegando a praia.

Vendo o filme me lembrei também de algo que o Miguel Marias escreveu aqui nos comentários do blog quando fiz um post sobre a morte de Bénard:

Yo creo que fue envidiado en todos los lugares donde tuvieron noticia de él y no tenían alguien como J.B. da C. Muchos nos acordaremos cuando veamos una película de las que podrían gustarle. Pero yo sostengo que los directores de cinematecas, cuando mueren, consiguen ver las películas perdidas, mutiladas o que no llegaron a hacerse. Estará viendo algunos Sternberg, unos cuantos Murnau, el primer montaje de los “Ambersons”

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

The Old, Weird America, ou Todd Haynes na nossa república invisível do imaginário

imnotthere2Me peguei relembrando este filme do Todd Haynes e a reboque me veio que este texto está faz tempo fora da web. Foi publicado originalmente em Maio de 2008 no site da Paisà. Em retrospecto passo um tanto de tempo de mais falando da recepção crítica do filme, mas acho que tem algumas coisas no texto que acrescentam algo sobre o filme.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

Um Passeio pela obra de Johnnie To – Parte I: Introdução

Johnnie-To

Um projeto novo aqui para blog: um passeio cronológico pela filmografia de Johnnie To. Algo que torna To uma figura fascinante para um exercício do tipo é que ao contrário da maioria dos autores contemporâneos, ele trabalhou aos poucos dentro da indústria até construir uma obra, incluindo muitos trabalhos relativamente anônimos no começo da carreira. É uma trajetória bem mais comum a cineasta pré-1960. Vou dividir a série em 10 posts:

Continuar lendo

5 Comentários

Arquivado em Filmes

Nova Holywood no CCBB

Corrida Sem Fim (1971), de Monte Hellman

Corrida Sem Fim (1971), de Monte Hellman

Começou hoje no CCBB-SP (semana passada no de Brasília e a partir da próxima quarta no Rio) a mostra Easy Riders: o cinema da Nova Hollywood. A despeito de o nome trazer a mente aquele livro horroroso do Peter Biskind, a mostra tem uma bela seleção indo dos títulos mais manjados (o próprio Easy Rider, Bonnie e Clyde, MASH, A Última Sessão de Cinema, etc.) e incluindo vários grandes filmes em 35mm que passam muito pouco como O Portal do Paraíso, Two-Lane Blacktop, Five Easy Pieces, Targets, The Effects of Gamma Rays on Man in the Moon Marigolds, Os Maridos, Tragica Obsessão, Warriors e A Ultima Missão. Alem disso exibem em Blu Ray (O CCBB ainda não suporta DCP infelizmente) alguns belos filmes de gênero da época igualmente raros como Nasce um Monstro, Sorcerer, Halloween e Rolling Thunder. Certamente um dos eventos mais legais do ano. Só tem um filme selecionado que eu não recomendo (Rede de Intrigas), o resto mais do que justifica as longas filas que devem rolar no CCBB.

Além disso tem um ótimo catalogo com textos do Luiz Carlos Oliveira Junior, Calac Nogueira, Bruno Andrade, Guilherme Martins, Sergio Alpendre, etc. Contribui com uma tentativa de traçar uma historiografia do cinema americano partindo deThe Shooting/Ride in The Whirlwind de Hellman e Caçada Humana do Arthur Penn e indo até o começo da década de 70. Acho um pouco corrido demais dado as limitações de tamanho, mas creio que serve de introdução ao tema.

Aos leitores de Brasília devo estar por ai para participar do debate da Mostra no dia 29 a noite.

2 Comentários

Arquivado em Programação

Meus Favoritos de 2014

1400

Nightwalk, de Scott Barley

Como sempre o critério da lista são filmes vistos pela primeira vez por mim este ano realizado nos últimos três anos.
Primeiro um destaque especial para três curtas essenciais: Gradiva (Leos Carax), Nightwalk (Scott Barley) e A Propos de Venice (Jean-Marie Straub)
Menções honrosas: (100-76): 22 Jump Street (Phil Lord, Chris Miller), Aberdeen (Pang Ho-Cheung), All the Light in the Sky (Joe Swanberg), Annie (Will Gluck), Bad Grandpa (Jeff Tremaine), Branco Sai, Preto Fica (Adirley Queirós), Canções do Norte (Soon-Mi Yoo), Com os Punhos Cerrados (Pedro Diogénes, Luiz & Ricardo Pretti), O Congresso Futurista (Ari Folman), Dom Hemingway (Richard Shepard), A Família de Elizabeth Teixeira (Eduardo Coutinho). Go For Sisters (John Sayles), I Used to Be Darker (Matthew Potterfield), L for Leisure (Lev Kalman, Whitney Horn), O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese), O Menino e o Mundo (Alê Abreu),Nebraska (Alexander Payne), Need For Speed (Scott Waugh), Non-Fiction Diary (Jung Yoon-suk), Obvious Child (Gillian Robespierre), Permanência (Leonardo Lacca), R100 (Hitoshi Matsumoto), Les Rencontres D’Apres Minuit (Yann Gonzalez), Vidas ao Vento (Hayao Miyazaki), The White Storm (Benny Chan). Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes, Listas

Os filmes que seguem inéditos aqui

Kommunisten, de Jean-Marie Straub

Kommunisten, de Jean-Marie Straub

Assim como fiz ano passado, alguns títulos que seguem sem exibição por aqui após o período de festivais. Entre o Olhar de Cinema, Fronteira e o Indie o cenário melhorou bastante por aqui com muitos títulos relevantes como o Hard to be a Good do German ou o Seventh Code do Kurosawa encontrando seu espaço apesar da nossa mídia e cinefilia ainda ser muito presa a dicotomia Festival do Rio/Mostra SP (vale acrescentar ai neste cenário alguns outros eventos como Panorama em Salvador e a Janela do Recife).

Aberdeen (Pang Ho-Cheung)
Actress (Robert Greene)
The Airstrip (Heinz Emigholz)
All the Light in the Sky (Joe Swanberg)
Amour Fou (Jessica Hausner)
Belluscone, una Storia Siciliana (Franco Maresco)
La Chambre Bleue (Mattieu Amalric)
Cymbeline (Michael Almereyda)
Da Sweet Blood of Jesus (Spike Lee)
Daughters (Maria Speth)
Don’t Go Breaking My Heart 2 (Johnnie To)
Faux Accords (Paul Vechialli)
Favula (Raul Perrone)
The Golden Era (Ann Hui)
Le Grand Homme (Sarah Leonor)
Hill of Freedom (Hong Song-soo)
Hold Your Breath Like a Lover (Kohei Igarashi)
Kommunisten (Jean-Marie Straub)
The Look of Silence (Josua Oppenheimer)
A Mãe e o Mar (Gonçalo Tocha)
The Men Who Save the World (Liew Seng Tat)
Mange Tes Morts (Jean-Charles Hue)
The Midnight After (Fruit Chan)
Natural History (James Benning)
O Novo Testamento de Jesus Cristo Segundo João (Joaquim Pinto e Nuno Leonel)
Pas Son Genre (Lucas Belvaux)
Pasolini (Abel Ferrara)
Phantom Power (Pierre Leon)
Phoenix (Christian Petzold)
Revivre (Im Kwon Taek)
She’s Funny That Way (Peter Bogdanovich)
Sosialismi (Peter Von Bagh)
Superegos (Benjamin Heisenberg)
The Tale of Princess Kaguya (Isao Takahata)
La Vie Sauvage (Cedric Kahn)

8 Comentários

Arquivado em Listas