Heinz Emigholz

HE_imagem_poster “Memorando ao É Tudo Verdade: façam uma retrospectiva do Emigholz que pela primeira vez eu até me esforçaria em cobrir o evento de vocês.”  — Escrevi isso no fim de 2008 aqui mesmo no blog e fico contente que quase 7 anos finalmente uma retrospectiva de Emigholz finalmente aporte nos cinemas paulistanos. Graças a parceria do Goethe Institute com CCSP e os esforços do Aaron Cutler, Mariana Shellard e Mila Zacharias que estão tentando organizando o evento já tem algum tempo.

Emigholz é dos documentaristas mais interessantes em atividade e a sua série “Photography and beyond” no qual investiga obras arquitetônicas desde 1984 merece ser bem mais conhecido. É a primeira vez que os filmes dele passam por aqui.

A mostra vai de 30 de Julho a 13 de Agosto no CCSP com uma perna menor no Instituto Moreira Salles no Rio de 8 a 16 de Agosto. O próprio Emigholz vai estar presente e participar de uma conversa com Aaron e um debate comigo e Renato Cymbalista.

Um trecho de Schindler’s Houses:

Segue abaixo o press release e a programação de SP: Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

Orson Welles – alguns materiais de apoio

FforFake4

Alguns materiais de apoio do meu curso do Welles:

Livros interessantes

Citizen Kane, a Case Book, James Naremore (ed.)

Uma coleção de artigos sobre Cidadão Kane editado pelos James Naremore. Contém dois artigos que me parecem essenciais “The Scripts of Citizen Kane” do Robert L. Carringer que oferece até onde sei o mais detalhado estudo dos vários tratamentos de roteiro de Kane. e “The Politics of Magic: Orson Welles’s Allegories of Anti-Fascism” do Michael Denning que tem um olhar detalhado sobre o trabalho de Welles na década de 30 e suas conexões políticas. Inclui também o trecho sobre Kane do Este é Orson Welles.

It’s All True: Orson Welles Pan American Odyssey, Catherine L. Benamou

O livro da Benamou é o melhor e mais completo estudo sobre a passagem de Welles pelo Brasil.

Making Movies with Orson Welles – Gary Graver

Graver fotografou todos o filmes de Welles depois do seu retorno aos EUA em 1970. Este livro é documento valioso do processo do cineasta na última fase da sua carreira. Graver também dirigiu um documentário Working with Orson Welles sobre o mesmo tema.

Mercury Shakespeare: Julius Ceasar, Roger Hill e William Shakespeare

Parte de uma série de livros que Welles e seu ex-professor e Roger Hill publicaram nos anos 30 no seu esforço de popularizarem Shakespeare. Incui um artigo muito interessante de Welles sobre dirigir Shakespeare.

Discovering Orson Welles, Jonathan Rosenbaum

Uma coletânea de artigos dobre Welles de Rosenbaum, um dos críticos americanos que mais profundamente estudaram a obra de Welles. Cobre muito bem os filmes menos conhecidos dele e traz muita informação.

Rosenbaum esteve no Brasil este mês e deu uma palestra sobre Welles:

Quando o Festival do Rio exibiu uma retrospectiva de Welles em 2005 a Contracampo publicou uma série de traduções de artigos bastante informativos.

Cidadão Kane, por Erich Von Stroheim

Critica de Von Stroheim ao filme de Welles na época do lançamento

Os Sete Arkadins, Jonathan Rosenbaum

Cobre detalhadamente as várias versões de Mr Arkadin

Memorando sobre a montagem de ‘A Marca da Maldade’

O memorando de Welles sugerindo mudanças na montagem de A Marca a Maldade que foi depois utilizado na restauração do filme no fim dos anos 90.

Do Começo, Peter Tonguette

Artigo muito detalhado sobre The Dreamers, um dos últimos projetos de Welles

Alguns outros links úteis:

Este site inclui uma seleção completa aos programas de rádio da série Mercury Theatre in the Air

Este blog contém uma discussão detalhada da campanha de Welles para ajudara identificar o policial que agrediu o negro Isaac Woodward. O blog contém links para vários programas da série Commentary que Welles dedicou ao tema. https://www.youtube.com/watch?v=P11sW1sXNbs

Uma transcrição integral de Filming Othello

Boa crítica de Gore Vidal ao roteiro de The Big Brass Ring

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

Orson Welles

FLYER_ORSONWELLS

A partir de semana que vem darei um curso sobre a obra do Orson Welles no Sesc Ipiranga. Serão 7 aulas as quartas e sextas entre os dia 8 e 29 de Abril, das 19h as 21h30. O foco é no trabalho dele como diretor de cinema, mas passarei também pelo rádio, teatro, TV, ativismo político, etc. Falarei de Kane, Ambersons, A Marca da Maldade, etc., mas também de A História Imortal, Filming Othello e mesmo trabalhos incompletos como The Dreamers e Fliming the Trial.  As inscrições abrem amanhã (31 de março) na central de atendimento e tem um um número limitado de 15 vagas. A inteira é 20 reais. Mais informações no site do Sesc.

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

João Bénard da Costa – Outros amarão as Coisas que eu amei (Manuel Mozos, 2014)

JoaoBenard

Não sei se  já deram um título tão bonito para um filme sobre alguém que dedicou a vida a programar/escrever/dar aulas sobre filmes do que Outros amarão as Coisas que eu amei, que Manuel Mozos escolheu para seu filme sobre João Bénard da Costa. Sei que poucas vezes se homenageou alguém de forma tão bela como aqui, justamente porque Mozos tenta agregar tudo o que pode sobre João Bénard, de uma abertura e generosidades incríveis.  É um filme de amor como título promete e justo que se refira “as coisas que amei” já que Mozos não se limita a paixão de João Bénard da Costa pelo cinema. Há um momento porém que me tocou em particular quando o filme para por um instante e assistimos uma sequencia de Gigi, do Minnelli, com o reencontro dos ex-amantes Maurice Chevalier e Hermione Gingold, numa cópia rosada dessas que encontrávamos com frequência e frustração nos tempos que as nossas salas de repertório ainda exibiam filmes em 35mm regularmente, imagino que trata-se da cópia da Cinemateca Portuguesa. Sei que ali naquela imagem desgastada há ao mesmo tempo uma finitude e uma permanência que dentro do contexto do filme me tocaram muito. Quando a sequencia se encerra Chevalier e Gingold olham para trás e Mozos corta para a agua do mar chegando a praia.

Vendo o filme me lembrei também de algo que o Miguel Marias escreveu aqui nos comentários do blog quando fiz um post sobre a morte de Bénard:

Yo creo que fue envidiado en todos los lugares donde tuvieron noticia de él y no tenían alguien como J.B. da C. Muchos nos acordaremos cuando veamos una película de las que podrían gustarle. Pero yo sostengo que los directores de cinematecas, cuando mueren, consiguen ver las películas perdidas, mutiladas o que no llegaron a hacerse. Estará viendo algunos Sternberg, unos cuantos Murnau, el primer montaje de los “Ambersons”

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

The Old, Weird America, ou Todd Haynes na nossa república invisível do imaginário

imnotthere2Me peguei relembrando este filme do Todd Haynes e a reboque me veio que este texto está faz tempo fora da web. Foi publicado originalmente em Maio de 2008 no site da Paisà. Em retrospecto passo um tanto de tempo de mais falando da recepção crítica do filme, mas acho que tem algumas coisas no texto que acrescentam algo sobre o filme.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes

Um Passeio pela obra de Johnnie To – Parte I: Introdução

Johnnie-To

Um projeto novo aqui para blog: um passeio cronológico pela filmografia de Johnnie To. Algo que torna To uma figura fascinante para um exercício do tipo é que ao contrário da maioria dos autores contemporâneos, ele trabalhou aos poucos dentro da indústria até construir uma obra, incluindo muitos trabalhos relativamente anônimos no começo da carreira. É uma trajetória bem mais comum a cineasta pré-1960. Vou dividir a série em 10 posts:

Continuar lendo

5 Comentários

Arquivado em Filmes

Nova Holywood no CCBB

Corrida Sem Fim (1971), de Monte Hellman

Corrida Sem Fim (1971), de Monte Hellman

Começou hoje no CCBB-SP (semana passada no de Brasília e a partir da próxima quarta no Rio) a mostra Easy Riders: o cinema da Nova Hollywood. A despeito de o nome trazer a mente aquele livro horroroso do Peter Biskind, a mostra tem uma bela seleção indo dos títulos mais manjados (o próprio Easy Rider, Bonnie e Clyde, MASH, A Última Sessão de Cinema, etc.) e incluindo vários grandes filmes em 35mm que passam muito pouco como O Portal do Paraíso, Two-Lane Blacktop, Five Easy Pieces, Targets, The Effects of Gamma Rays on Man in the Moon Marigolds, Os Maridos, Tragica Obsessão, Warriors e A Ultima Missão. Alem disso exibem em Blu Ray (O CCBB ainda não suporta DCP infelizmente) alguns belos filmes de gênero da época igualmente raros como Nasce um Monstro, Sorcerer, Halloween e Rolling Thunder. Certamente um dos eventos mais legais do ano. Só tem um filme selecionado que eu não recomendo (Rede de Intrigas), o resto mais do que justifica as longas filas que devem rolar no CCBB.

Além disso tem um ótimo catalogo com textos do Luiz Carlos Oliveira Junior, Calac Nogueira, Bruno Andrade, Guilherme Martins, Sergio Alpendre, etc. Contribui com uma tentativa de traçar uma historiografia do cinema americano partindo deThe Shooting/Ride in The Whirlwind de Hellman e Caçada Humana do Arthur Penn e indo até o começo da década de 70. Acho um pouco corrido demais dado as limitações de tamanho, mas creio que serve de introdução ao tema.

Aos leitores de Brasília devo estar por ai para participar do debate da Mostra no dia 29 a noite.

2 Comentários

Arquivado em Programação