Publicado por: Filipe Furtado | junho 9, 2010

Revisitando Howard Hawks, semana 3: Fazil (1928)

Fazil sugere um verdadeiro filme de terror sobre casamento.  Trata-se de um romance exótico entre o príncipe árabe do título e uma burguesa francesa. O tom perverso da narrativa, assim como certas opções visuais sugerem Josef Von Sternberg – para quem Hawks recentemente escrevera Underworld – muito mais que outros romances de fundo exótico da época. Fazil (Charles Farrell) conhece sua noiva (Greta Nissen) numa viagem a Veneza; fazem ótimo sexo (estamos ainda alguns anos antes do Código Hays), se casam no impulso e só depois percebem que nenhum dos dois está disposto a se mover minimamente dentro dos seus hábitos culturais. Segue uma hora em que cada sem intenção tortura constantemente o outro.

Não há nada na filmografia de Hawks similar a Fazil, mas trata-se menos de uma questão de tom ou tema do que de apresentação. Geralmente seus filmes mais carregados e apocalípticos são comédias que por conta disso disfarçam parcialmente seu conteúdo (pensemos em como reduzido a sua essência Levada da Breca é sobre uma mulher que sistematicamente destrói toda a vida de um homem), mas aqui estamos no terreno do melodrama mais direto possível acompanhada de um considerável toque de crueldade que o diretor só ocasionalmente reserva a alguns personagens a margem das suas tramas.

O material ao contrário de Paid to Love parece genuinamente interessar muito ao cineasta.  Hawks se esforça muito em tornar os particulares específicos da relação dos protagonistas ganharem uma força extra e parece especialmente preocupado em torná-lo mais universal que um simples choque cultural. Voltando ao que dissemos antes Fazil se revela após sua charmosa meia hora inicial um cruel filme de horror sobre matrimonio e é bem claro que seu cineasta vê seu material como o pior final possível para qualquer relação e não só entre um árabe e uma ocidental. É justamente ênfase que o filme que ganha uma força bem maior que o romance exótico que o material a primeira vista sugere.

Hawks também parece muito mais envolvido na busca de boas soluções para o material. Se uma encomenda como Paid to Love só pode ser energizada as margens,  um filme como Fazil apesar de provavelmente ser igualmente efeito da falta de controle do cineasta sobre a carreira, é possível encontrar os toques particulares no centro do material. A primeira meia hora em particular e cheia do tipo de pequenas boas saídas (como o primeiro encontro do casal). Muito por conta disso Fazil soa como um típico filme de Hawks sem o gesso que o material a principio alienígena poderia criar. Não é uma questão do que, mas de como. Boa parte do cinema de Hawks parte do principio da gerencia de situações e um filme estrangeiro bem sucedido como este Fazil termina uma bela aula de como este processo se realiza. Não surpreende que o filme esteja no seu melhor no flerte da primeira parte e no ato final que tem uma precisão e lógica langiana. O tom sufocante da parte final segue a mesma lógica de gerenciamento das situações da corte cheia de possibilidades do príncipio.

Publicado por: Filipe Furtado | junho 8, 2010

Descobrindo o Cinema Filipino

Bela mostra organizada no CCBB (São Paulo de 9 a 27/6, Rio de 29/6 a 15/7 e Brasilia de 13/7 a 1/8) pelos ex-Contracampo Leonardo Levis e Raphael Mesquita. A seleção é excelente e inclui todos os nomes mais badalados do novo cinema filipino (Lav Diaz, Raya Martin, John Torres, Khavn de la Cruz, Brillante Mendoza), assim como clássicos de Lino Brocka, Ishmael Bernal, Mike De Leon e Kindlat  Tahmik.

Como já disse aqui algumas vezes, o cinema filipino recente está entre os mais interessantes realizados hoje e a seleção da mostra é quase toda de inéditos (salvo por Independencia, Melancolia, Serbis e Kinatay, e mesmo assim nenhum destes filmes passou no Rio ou Brasilia).

Recomendo a sério tentar ver o máximo de títulos possiveis, irei até sacrificar alguns jogos da Copa pela mostra.

Programação, sinopses e alguns artigos sobre os filmes estão disponiveis no site oficial.

Publicado por: Filipe Furtado | maio 27, 2010

Segurança Nacional

Crítica na Cinética.

Também na Cinética repostaram minha crítica de Solo do Ugo Giorgetti da época da Mostra.

Publicado por: Filipe Furtado | maio 22, 2010

Revisitando Howard Hawks, semana 2: Paid to Love (1927)

Paid to Love é não só um dos trabalhos mais raros de Hawks, mas um dos filmes que parecem mais desagradar seu realizador. Com o tempo ganhou certa reputação como o “filme de arte” de Hawks que a combinação da sua invisibilidade com as palavras duras do cineasta ajudou a espalhar. É verdade que o filme como muitos dos trabalhos realizados na Fox logo após os copiões de Aurora começarem a circular lança mão ocasionalmente de fotografia à Murnau (apesar do trabalho de câmera majoritariamente ter a simplicidade de sempre de Hawks), mas passa bem distante desta descrição.

Isto dito, Paid to Love coloca Hawks em curioso território estrangeiro muito mais próximo de Lubtisch do que do seu cinema habitual. O cineasta emprega um olhar bem mais seco e pragmático sobre o universo retrato do que o habitual no subgênero dos filmes que vendiam exotismo europeu (geralmente com tramas importadas de operetas) bem populares à época. Ainda assim é inegável que aristocracia européia é um espaço estranho ao Hawks, assim como o romance de verve lubtischiana e por mais que ele busca preencher o filme de detalhes que lhe interessem, há um desencontro entre cineasta e objeto que nunca se resolve de todo. Não surpreende a informação de que este seja dos poucos projetos de Hawks que ele não desenvolveu – precisou arranjar um projeto extra após alguns dos que viam desenvolvendo atrasaram –, o que explica um pouco da má vontade de Hawks para com o filme. È interessante apontar que o roteirista original do filme, Seton Miller, se tornou o principal escritor de Hawks nós quatro anos seguintes, o que sugere que a experiência de Paid to Love foi provavelmente melhor do que Hawks sugere.

Uma descrição da trama principal é muito informativa: um país fictício do leste europeu que vê um empréstimo ameaçado pela falta de interesse do príncipe herdeiro em mulheres, o que obriga o rei e o embaixador americano importar uma dançarina para despertar o interesse do rapaz. Só que eles se conhecem sem saber da identidade um do outro e se apaixonam. Qualquer bom editor diria que eu apresentei a sinopse de forma a enterrar o que seria o principal. Só que é assim que Paid to Love se apresenta (o filme gasta vinte dos oitenta minutos com a introdução e não porque ele busque algum ritmo mais deliberado). É como se a moldura do filme tomasse conta dele, sufocasse toda a ação central.

É um filme curioso para este projeto na medida em que é um dos mais frágeis do cineasta e ao mesmo tempo um dos que lhe apresentam mais distantes do seu meio natural. A reação fria é conseqüência disso ou de algo inerente ao filme e somente a ele? Eu diria que o segundo é mais provável, apesar da ausência de familiaridade certamente ajudar a ele não receber o desconto que muitos filmes menores de mestres freqüentemente levam. O próprio Hawks parece buscar esta familiaridade com elementos como os hobbies do protagonista ou a maneira como a dançarina sugere um primeiro protótipo da mulher da vida que de Louise Brooks em A Girl From Every Port a Angie Dickinson em Rio Bravo surgem para de forma mais ou menos benigna atraplhar a vida dos seus heróis. O resultado final sugere dois personagens hawksianos perdidos em meio a maquinações que pouco lhes dizem respeito.

Publicado por: Filipe Furtado | maio 21, 2010

Cannes

Alguns filmes certamente imperdiveis

Publicado por: Filipe Furtado | maio 10, 2010

Revisitando Howard Hawks, semana 1: Fig Leaves (1926)

Já a algum tempo tateio com está idéia que finalmente coloco em pratica: visitar/revisitar toda a filmografia do Howard Hawks em ordem cronológica. Em parte pelo prazer cinéfilo inegável que a obra dele me proporciona, mas muito também como exercício crítico. A carreira de Hawks afinal é “repetitiva”, com os mesmos temas, situações e por vezes personagens essencialmente reaparecendo em múltiplos filmes. É um cinema convidativo para uma abordagem autorista, mas também perfeito para exercermos certa preguiça crítica. Eu próprio tenho curiosidade em saber se ainda terei muito a dizer na altura de meado dos anos 50, espero que sim, já que parte do meu objetivo aqui é justamente buscar o que me fascina nestes filmes tanto nas suas generalidades como nas suas particularidades. Não pretendo fazer apartes sobre a crítica, mas o projeto é mesmo tanto sobre ela – e especialmente minha atividade nela – como sobre Hawks. Poderia fazer alguns artigos de auto-analise, mas tenho certeza que está série de textos será muito mais produtiva para mim e bem menos chata para vocês.

Algumas considerações gerais antes de começar:
- A idéia é cobrir um filme por semana, mas tenho certeza que falharei ocasionalmente. Pelas minhas contas cobrirei 38 filmes e me dou por satisfeito se Rio Lobo for coberto no fim de Abril do ano que vem. Espero que sejam pacientes já que a primeira metade da filmografia dele é marcada por filmes pouco vistos hoje: o primeiro que muitos devem ter visto, Scarface, é o 7º na minha ordem aqui e só a partir de Levada da Breca, o 16º, é que os filmes conhecidos se tornam mas comuns que as raridades. Eu mesmo só conhecia 3 dos primeiros 10 filmes (A Girl in Every Port, A Patrulha da Madrugada e Scarface), então estas primeiras semanas terão um olhar mais limpo da descobertas. Alias, usem estes textos de desculpa para ver os Hawks que não conhecerem, A Patrulha da Madrugada seria o melhor filme de 2010. Tenho certeza disso!

- Os textos vão ser mais longos do que o habitual aqui. Pelo menos 3 mil toques, mas prometo que nada tão interminável quanto os 22 mil que gastei com Rio Lobo uns 6 anos atrás.

- Como a idéia aqui é acompanhar a carreira completa de Hawks devo entrar com freqüência em detalhes de produção para dar um contexto maior aos filmes.


Howard Hawks partiu para as filmagens de Fig Leaves (26), tão longo acabara de finalizar sua estréia The Road to Glory. Segundo o diretor – sempre fonte questionável dada a sua mitomania – o segundo filme surgiu como espécie de resposta ao primeiro, numa tentativa de mostrar que poderia realizar um longa com grande apelo junto ao público (as descrições existentes sugerem que The Road to Glory era um melodrama um tanto pesado e muito pouco ao afeito do seu cineasta). Como empreendimento suas premissas são bem claras com uma estrutura tirada do muito popular Os Dez Mandamentos original de Cecil B. DeMille (prelúdio bíblico seguido de ação contemporânea) e uma trama cômica ligeira de guerra dos sexos com um par de atores muito populares (George O’Brien, Olive Borden). Começamos com Adão e Eva reencenando as agruras de um casamento num Éden todo anacrônico com um Adão turrão e uma Eva que não para de reclamar de que precisa de vestidos melhores até dissolvemos para os EUA em 1926 quando o encanador Adam Smith está as turras com a pressão da esposa Eve que quer uma mesada maior para poder comprar obviamente mais vestidos.

Se o gancho da estrutura é primeiramente uma forma de vender o filme junto ao espectador, ele termina por ser essencial ao projeto como um todo.Permitindo ao filme costurar uma sensação constante de permanência que termina diferenciando-o de outras comédias do tipo feitas á época. Não pelo contraste, a piada óbvia, ou pela simples repetição, mas pela forma como a postura de George O’Brien permanece imutável seja diante da estilização cartunesca do Éden ou do suposto naturalismo de estúdio das cenas contemporâneas. A comédia é a mesma no espaço absurdo como na ilusão do real, assim como o casal.

Fig Leaves se destaca pela sua forma arejada e moderna. É um filme que soa estranhamente atemporal na medida em que parece existir a parte do cinema da época. A concepção de comédia de Howard Hawks tem pouca relação seja com a boa ou com a má comédia muda, o que fica claro por exemplo na forma como o filme coloca ênfase na troca de diálogos nos intertítulos. O humor de Fig Leaves parece existir seis ou sete anos deslocado no tempo e ficaria mais a vontade na primeira época das screwball comedies.

Há algo de extremamente arejado no projeto do filme como um todo. Primeiro sinal da atitude “do que podemos fazer para nos divertirmos um pouco aqui?” que é tão freqüente na filmografia do diretor. As seqüências do Éden, por exemplo, estilizam toda a direção de arte e figurino de forma a criar um absurdo constante e brincar de forma jocosa com a percepção do espectador do que seria o paraíso (que termina soando mais com uma “idade da pedra” cartunesca do que o habitual sentido bíblico). Mais tarde, quando o diretor precisa filmar uma série de desfiles de moda – uma das complicações da trama é justamente Eve se tornar secretamente uma modelo – procura se evitar o tom protocolar da mesma maneira mesmo que contando com muito menos elementos para isso. Nesta busca acaba sendo muito útil a presença de George O’Brien cuja figura um tanto aborrecida poucas vezes fora tão bem utilizada.

Publicado por: Filipe Furtado | maio 7, 2010

Os Amantes do Pont Neuf

Artigo escrito por mim para o folheto da Sessão Cinética sobre o belo filme do Leos Carax.

Publicado por: Filipe Furtado | maio 6, 2010

William Lubtchansky (1937-2010)

Publicado por: Filipe Furtado | maio 3, 2010

As Melhores Coisas do Mundo (Lais Bodanzki,10)

O maior mérito de As Melhores Coisas do Mundo é justamente o que ele tem de conservador que captura bem certo universo de colégios classe média alta. Infelizmente vem em parte daí a pior qualidade do filme a forma que o suposto afeto do filme esconde um olhar impiedoso contra quem desvie do seu universo “positivo”.  O problema é muito menos o que este olhar tem de excludente e mais de que ele vem acompanhado de um esforço constante de soar afetuoso e terno, lembrete de que ver Truffaut de mais na sua formação pode ser algo muito nocivo a um cineasta.  Isto soma num outro problema do filme que a pesquisa sobre o universo dos adolescentes resulte justamente nisso uma pesquisa que se encaixa num roteiro absurdamente costurado em que nada na vida dos seus jovens exista sem estar lá perfeitamente amarrado ou para servir como exposição do trabalho de pesquisa ou para mover seus dramas. Para um filme que se propõe a primordialmente ficar ali em meio a suas personagens e seu mundo é curiosamente desprovido de momentos que façam justamente isso, tudo aqui é um dado e uma função. Seu mundo é mais asfixiante que natural. O outro grande problema é algo que Luis Carlos Oliveira Junior flerta na crítica dele na Contracampo: há dois filmes aqui, o que acompanha os adolescentes e o drama da dissolução familiar e eles simplesmente funcionam pessimamente juntos. Casa a Lais Bodanzki partisse para realizar só um deles, o resultado final certamente teria uma força maior.

Publicado por: Filipe Furtado | abril 26, 2010

A volta da Filme Cultura

A tradicional Filme Cultura publicada originalmente entre 66 e 88 está de volta. O lançamento é amanhã no Rio e ela deve logo estar a venda (a lista de pontos de venda esta disponível no site). Ainda não li a revista, mas a seleção de artigos é promissora e a iniciativa é ótima.

Sumário
Apresentação por Silvio Da-Rin
Editorial por Gustavo Dahl
Ficção e documentário – a era do híbrido por Carlos Alberto Mattos
Agora por nós mesmos por Carlos Diegues
5 x favela agora por nós mesmos – conversa entre os ‘caras da câmera’
O cinema do mal-estar por Francis Vogner dos Reis
Busca avançada: Mangue negro por Daniel Caetano
Atualizando: 3D ou não 3D por Marcelo Cajueiro
Curtas: Animação no documentário por Joana Nin
Cinema cearense por Daniel Caetano
Os frutos da audácia pernambucana por Luiz Joaquim
Cineastas baianos – o ofício que pode ser risco, cura, doença, religião…
Minas Gerais – da falácia ao pluralismo por Marcelo Miranda
Algumas luzes e sombras do cenário carioca por Daniel Caetano
Um laboratório paulistano por Filipe Furtado
Uma certa tendência do cinema gaúcho por Marcus Mello
E agora, José Eduardo (Belmonte)?
E agora, Carlos (Manga)?
Um filme: Falsa loura por Andrea Ormond e Inácio Araújo
Outro olhar: Cacilda! por João Carlos Rodrigues
Perfil: Plinio Sussekind Rocha por João Carlos Rodrigues
Cinemateca de textos: Paulo Emilio Salles Gomes
Lá e cá: Cânones e margens por Daniel Caetano
Livros: Oscarito, Grande Otelo e Ankito por João Carlos Rodrigues
Peneira digital por Carlos Alberto Mattos
Cinemabilia

Publicado por: Filipe Furtado | abril 26, 2010

La Danse (Frederick Wiseman,10)

Crítica na Cinética.

Publicado por: Filipe Furtado | abril 20, 2010

Quinzena dos Realizadores

A alegria de Marina Méliande e Felipe Braganca
All Good Children de Alicia Duffy
Alting bliver godt igen de Christoffer Boe
Año bisiesto de Michael Rowe
Benda Bilili ! de Renaud Barret e Florent de la Tullaye
La Casa muda de Gustavo Hernandez
Cleveland Vs. Wall Street de Jean-Stéphane Bron
Des Filles en noir de Jean-Paul Civeyrac
Ha’Meshotet de Avishai Sivan
Illégal de Olivier Masset-Depasse
The Light Thief de Aktan Arym Kubat
Little Baby Jesus of Flandr de Gust Van den Berghe
La Mirada invisible de Diego Lerman
Picco de Philip Koch
Pieds nus sur les limaces de Fabienne Berthaud
Le Quattro volte de Michelangelo Frammartino
Shit Year de Cam Archer
Somos lo que hay de Jorge Michel Grau
Tiger Factory de Woo Ming jin
Todos vós sodes capitáns de Oliver Laxe
Two Gates Of Sleep de Alistair Banks Griffin
Un Poison violent de Katell Quillevéré

Sessões Especiais

Stones In Exile de Stephen Kijak
Boxing Gym de Frederik Wiseman

Curtas

Cautare de Ionut Piturescu
Ett tyst barn de Jesper Klevenas
Licht de Andre Schreuders
Mary Last Seen de Sean Durkin
Petit tailleur de Louis Garrel
Shadows of Silence de Pradeepan Raveendran
Shikasha de Hirabayashi Isamu
Tre ore de Annarita Zambrano
ZedCrew de Noah Pink

Seleção mais obscura da Quinzena em muitos anos sem nenhum nome muito estabelecido (os maiores da seleção principal são Civeyrac e Lerman).
O grande destaque sem dúvidas é o novo Wiseman.
Parabens ao Felipe e Marina pela seleção do A Alegria.

Publicado por: Filipe Furtado | abril 15, 2010

Cannes – Seleção Oficial

Filme de Abertura

Ridley SCOTT ROBIN HOOD H.C. 2h11

Competição

Mathieu AMALRIC TOURNÉE 1h51
Xavier BEAUVOIS DES HOMMES ET DES DIEUX 2h00
Rachid BOUCHAREB HORS LA LOI 2h11
Alejandro GONZÁLEZ IÑÁRRITU BIUTIFUL 2h18
Mahamat-Saleh HAROUN UN HOMME QUI CRIE 1h40
IM Sangsoo HOUSEMAID 1h46
Abbas KIAROSTAMI COPIE CONFORME 1h46
Takeshi KITANO OUTRAGE 2h00
LEE Chang-dong POETRY 2h15
Mike LEIGH ANOTHER YEAR 2h09
Doug LIMAN FAIR GAME 1h44
Sergei LOZNITSA YOU. MY JOY 1h50
Daniele LUCHETTI LA NOSTRA VITA 1h33
Nikita MIKHALKOV UTOMLYONNYE SOLNTSEM 2 2h21
Bertrand TAVERNIER LA PRINCESSE DE MONTPENSIER 2h15
Apichatpong WEERASETHAKUL LOONG BOONMEE RALEUK CHAAT 1h30

Un Certain Regard

Derek CIANFRANCE BLUE VALENTINE 1er film 1h34
Manoel DE OLIVEIRA O ESTRANHO CASO DE ANGÉLICA (Angelica) 1h34
Xavier DOLAN LES AMOURS IMAGINAIRES 1h35
Ivan FUND, Santiago LOZA LOS LABIOS 1h40
Fabrice GOBERT SIMON WERNER A DISPARU… 1er film 1h27
Jean-Luc GODARD FILM SOCIALISME 1h41
Christoph HOCHHÄUSLER UNTER DIR DIE STADT (The City Below) 1h45
Lodge KERRIGAN REBECCA H. (RETURN TO THE DOGS) 1h15
Ágnes KOCSIS PÁL ADRIENN (Adrienn Pál) 2h16
Vikramaditya MOTWANE UDAAN 1er film 2h18
Radu MUNTEAN MARTI, DUPA CRACIUN (Mardi, après Noël) 1h39
Hideo NAKATA CHATROOM 1h37
Cristi PUIU AURORA (Aurore) 2h59
HONG Sangsoo HA HA HA 1h56
Oliver SCHMITZ LIFE ABOVE ALL (La Vie avant tout) 1h40
Daniel VEGA OCTUBRE (Octobre) 1er film 1h23
David VERBEEK R U THERE 1h27
Xiaoshuai WANG RIZHAO CHONGQING (Chongqing Blues) 1h45

Fora da Competição

Woody ALLEN YOU WILL MEET A TALL DARK STRANGER 1h38
Stephen FREARS TAMARA DREWE 1h49
Oliver STONE WALL STREET – MONEY NEVER SLEEPS (Wall Street – l’argent ne dort jamais) 2h16
Séances de minuit :
Gregg ARAKI KABOOM 1h28
Gilles MARCHAND L’AUTRE MONDE 1h40
Séances spéciales :
Charles FERGUSON INSIDE JOB 2h00
Sophie FIENNES OVER YOUR CITIES GRASS WILL GROW 1h40
Patricio GUZMAN NOSTALGIA DE LA LUZ (Nostalgie de la lumière) 1h30
Sabina GUZZANTI DRAQUILA – L’ITALIA CHE TREMA 1h30
Otar IOSSELIANI CHANTRAPAS 2h05
Diego LUNA ABEL 1er film 1h20

Competição das mais desinteressantes que eu me lembro. Pelo numero de titulos devem anunciar mais uns 3 filmes, mas a impressão não é das mais promissoras.

Primeiro filme em competição de KIarostami desde O Vento nos Levará (não só em Cannes).

O processo de reabilitar a Un Certain Regard parece completo, mas como Fremaux não tem culhões para selecionar um numero suficiente de filmes interessantes veio ao custo de uma piora sensivel da seção principal.

Godard parece que optou pela Un Certain Regard, mas dado o desinteresse da selrção principal duro entender porque Puiu ou Hong estão aqui (vai ver Doug Liman era importante demais).

Agora aguardar pelo mais importante (a Quinzena).

Publicado por: Filipe Furtado | abril 14, 2010

Werner Schroeter

Ainda outro dia postei sobre o último filme de Werner Schroeter que faleceu ontem.

Dois videos em homenagem:

Publicado por: Filipe Furtado | abril 12, 2010

A Caixa (Richard Kelly,09)

Critica na Cinética.

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