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Crítica no ar.

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Milagre de St Anna (Spike Lee,08)

Vou escrever sobre o filme semana que vem, mas minha versão curta é que Spike Lee não deveria nunca fazer filmes de época. Pior filme dele em mais de 15 anos. Incrivel como o cinema dele se fragiliza quando sai da Nova York contemporânea e como muitas soluções que costumam funcionar deram completamente erradas aqui.

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Quinzena

“Tetro”, Francis Ford Coppola(filme de abertura)
“Ajami”, Scandar Copti and Yaron Shani(filme de encerramento)
“Amreeka”, Cherien Dabis
“Les Beaux gosses”, Riad Sattouf
“Carcasses”, Denis Cote
“Daniel y Ana”, Michel Franco
“Eastern Plays”, Kamen Kalev
“La Famille Wolberg”, Axelle Ropert
“Go Get Some Rosemary”, Benny et Josh Safdie
“De Helaasheid der dingen”, Felix Van Groeningen
“Here”, Tzu-Nyen Ho
“Humpday”, Lynn Shelton
“I Love You Philip Morris”, Glenn Ficarra and John Requa
“J’ai tue ma mere”, Xavier Dolan
“Like You Know It All”, Hong Sang-Soo
“Ne change rien”, Pedro Costa
“La Pivellina”, Tizza Covi et Rainer Frimmel
“Polytechnique”, Denis Villeneuve
“Le Roi de l’evasion”, Alain Guiraudie
“La Terre de la folie”, Luc Moullet
“Yuki & Nina”, Nobuhiro Suwa and Hippolyte Girardot

— Hong Sang-Soo, Pedro Costa, Luc Moullet, Nobuhiro Suwa, Alain Guiraudie e ainda de troco Coppola.

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Cannes

Filme de Abertura
Up, Pete Docter, Bob Peterson

Competição
Los abrazos rotos (Broken Embraces), Pedro Almodóvar
Map of the Sounds of Tokyo, Isabel Coixet
Das weisse Band (The White Ribbon), Michael Haneke
Vincere, Marco Bellocchio
Antichrist, Lars Von Trier
Looking for Eric, Ken Loach
Bright Star, Jane Campion
Fish Tank, Andrea Arnold
Faces, Tsai Ming-liang,
Vengeance, Johnny To
Un prophète (A Prophet), Jacques Audiard
À l’origine (In the Beginning), Xavier Giannoli
Les herbes folles (Wild Reeds), Alain Resnais
Soudain le vide, Gaspar Noé
The Time that Remains, Elia Suleiman
Bakjwi (Thirst), Park Chan-wook
Spring Fever, Lou Ye
Kinatay, Brillante Mendoza
Inglorious Basterds, Quentin Tarantino
Taking Woodstock, Ang Lee

Filme de Encerramento
Coco Chanel & Igor Stravinsky, Jan Kounen

Fora da Competição
The Imaginarium of Doctor Parnassus, Terry Gilliam
Agora, Alejandro Amenabar
L’armée du crime (The Army of Crime), Robert Guédiguian

Exibições Especiais
My Neighbor, My Killer, Anne Aghion
Manila, Adolfo Alix e Raya Martin
Min Ye, Souleymane Cissé
L’Epine dans le Coeur, Michel Gondry
Petition, Zhao Liang
Kalat Hayam, Karen Yedaya

Midnight Screenings
Drag me to Hell, Sam Raimi
Panique au village (A Town Called Panic), Stéphane Aubier, Vincent Patar
Ne te retourne pas (Don’t Look Back), Marina De Van

Un certain regard
Mother, Bong Joon Ho
Irene, Alain Cavalier
Precious, Lee Daniels
Demain Des L’aube (Tomorrow from Dawn), Denis Dercourt
À Deriva (Adrift), Heitor Dhalia
Kasi Az Gorbehaye Irani Khabar Nadareh (Nobody Knows About The Persian Cats), Bahman Ghobadi
Los Viajes Del Viento (The Travels of the Wind), Ciro Guerra
Le Père De Mes Enfants (The Father of My Children), Mia Hansen-Love
Amintiri Din Epoca De Aur (Tales From The Golden Age), Hanno Höfer, Razvan Marculescu, Cristian Mungiu, Constantin Popescu, Ioana Uricaru
Skazka Pro Temnotu (Tale In The Darkness), Nikolay Khomeriki
Kuki Ningyo (Air Doll), Hirokazu Kore-Eda
Kynodontas (Dogtooth), Yorgos Lanthimos
Tzar (The Czar), Pavel Lounguine
Independencia (Independence), Raya Martin
Politist, Adjectiv (Police, Adjective), Corneliu Porumboiu
Nang Mai (Nymph), Pen-Ek Ratanaruang
Morrer Como Um Homem (Die Like a Man), João Pedro Rodrigues
Eyes Wide Open, Haim Tabakman
Samson And Delilah, Warwick Thornton
Wit Licht (The Silent Army), Jean van de Velde

Observações
— Não dá para levar a sério festival com Park Chan Wook na compeição e Bong Joon-Ho na mostra paralela
— De qualquer forma entre To, Tsai, Belocchio e Resnais tem quatro possiveis obras-primas na competição alem de alguns cineastas muito bons (Audiard, Mendoza, Tarantino, Lee, etc.), mas não é uma grande seleção.
— Mas o Un Certain Regard está bem melhor que a média com Raya Martin, João Pedro Rodrigues, Alan Cavalier e Bong. Ano passado Tokyo Sonata era melhor do que toda a competição, este ano se Independencia ou Mother repetiram o feito não será grande surpresa.
— Quem diria que o Heithor Dhalia depois de Nina chegaria um dia a Cannes?
— Assustador é a duração média dos filmes desta edição, o unico francês na competição de menos de 150 minutos é o Resnais!
— Agora falta o mais importante que é a Quinzena sair.

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Eustache

Estava evitando, mas acidentalmente vi a programação que rolou no BAFICI este ano e estava lá uma retrospectiva completa do Jean Eustache. Considerando que se trata de um cineasta vital pouco visto por aqui que esta com uma retrospectiva completa circulando pelo mundo e que os franceses estão apoiando tudo este ano, será uma pena se a Mostra de SP ou o Festival do Rio deixarem a oportunidade passar.

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Tony Manero (Pablo Larrain,08)

Tony Manero a sua maneira não é muito diferente de um filme do José Henrique Fonseca (para ficarmos no cineasta mais sem talento da Conspiração) só trocando uma série de procedimentos tidos como publicitários por outros em voga no chamado cinema contemporâneo. Trata-se de buscar um impacto a qualquer custo. Qualquer força do filme se resume a plasticidade do miserável. A presença impressionante do Alfredo Castro sempre que Pablo Larrain coloca seu protagonista na posição de violência e do grotesco. Um olhar de reconstituição atento para o que existe de mais desagradável no Chile de 78 ajuda a manter a energia do filme. Todos estes truques – que revelam uma competência inegável – pouco escondem como Tony Manero se move no vácuo: sua única idéia que transcorre o filme todo é um paralelo tolo entre seu marginal patético e Pinochet, e nem este Larrain parece capaz de sustentar. Todo o esforço e impacto de Tony Manero servem para pouco mais do que vender Larrain como jovem cineasta ambicioso. Cinema de portfólio, em suma e não dos melhores. Há sociologia (para não falarmos de mise en scene) melhor em Os Embalos de Sábado a Noite, mas aquele era um filme de verdade realizado por alguém com um olhar, Tony Manero se basta como uma coleção de tiques.

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Senses of Cinema #50

Edição comemorativa da Senses of Cinema e também a melhor da publicação em muito tempo. Entre os destaque muitas entrevistas (incluindo Claire Denis, Lisandro Alonso e Albert Serra), artigo de Tag Gallagher sobre Samuel Fuller e um simposio sobre José Luis Guerin.

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Contracampo #94

Como nenhum site precisa de um feed de RSS mais do que a Contracampo, fica o registro de que a revista esta com uma edição nova no ar centrada na Ida Lupino.

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Cinema Scope #38

No ar a edição nova da Cinema Scope. Ótima como sempre. Destaque para o artigo do Bill Krohn sobre a recente biografia de Godard, uma entrevista com Andrew Bujalski e uma ótima crítica do último filme do John Woo (acompanhada da má noticia de que as 4h40 dos dois filmes serão reduzidas para 150 minutos para consumo ocidental).

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Moscou (Eduardo Coutinho,09)

Desde Edificio Master, Eduardo Coutinho tateia formas de continuar expandindo sua investigação sobre a presença sem ficar prisioneiro dos seus dispositivos. Se Jogo de Cena tornava explicito o que antes estava debaixo da estrutura do documentário de entrevistas, Moscou é uma expansão natural desta fase com Coutinho basicamente eliminando sua própria presença física como mediador apesar dele continuar uma presença invisível muito forte ao longo de todo filme como a ênfase maior na montagem reforça. Como Coutinho segue fazendo filmes que nascem de projetos muito delieneados é útil para entender Moscou descrevê-lo: Coutinho pegou um grupo de teatro real (o Galpão de BH), escolheu um texto (As Três Irmãs de Chekov), pediu que os atores escolhessem um diretor vindo de fora para trabalhar com eles, lhes deu três arbitrárias semanas para preparar o espetáculo e registrou tudo. Ou seja, não se trata de um documentário sobre os bastidores de uma montagem, nem de um filme sobre uma montagem realizada exclusivamente para ser registrada, já que As Três Irmãs do Galpão permanecem um esboço sem intenção de ser finalizado, uma montagem que só existe encontro o cineasta se ocupa de filma-la. Trata-se de um filme menos teórico que Jogo de Cena que flui de forma mais natural. Sobretudo é um filme que reforça a força e prazer com que o cinema de Coutinho registra alguém conscientemente agindo diante de sua câmera.

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Valsa com Bashir (Ari Folman,08)

O hype entorno de Valsa com Bashir se centra na idéia de se tratar de um documentário em animação. Na verdade o formato do filme é bem conhecido de fãs de quadrinhos independentes em que o formato de ficção autobiográfica utilizado por Folman é muito comum. Esta similaridade é reforçada pela feliz opção de Folman por um traço simples com poucas expressões faciais que criam um contraste forte com os eventos de guerra que os personagens testemunham e/ou participam. Não se trata, porém, de diminuir Valsa com Bashir, mas de apontar que a força do filme tem pouca relação com seu suposto ineditismo, mas pela perfeita adequação entre as possibilidades do trabalho de animação do filme e o esforço de autoficção que o cineasta realiza.

O filme de Folman é muito forte justamente quanto mais se afasta dos fatos e se aproveita das possibilidades da animação para buscar a percepção particular dos soldados sobre sua experiência de guerra. Valsa com Bashir capta perfeitamente este encontro entre memória e ficção (a seqüência que dá título ao filme é um bom exemplo disso), assim como as possíveis mediações da cultura pop neste processo. Apesar de por vezes comprometer sua proposta ao se auto-explicar em excesso.

Se o filme tem uma limitação é justamente permitir que a história termine engolindo o filme na parte final que lida com o massacre de palestinos que o cineasta testemunhou. Não se trata apenas do mal resolvido uso de imagens reais na conclusão, mas numa mudança de tom que atropela muito dos méritos que o filme desenvolvia até ali. É significativo que enquanto a maior parte do filme se construa através de conversas do cineasta com companheiros de exercito, o último ato seja guiado por uma entrevista mais formal com um jornalista. A conclusão termina reduzindo um pouco do impacto do filme.

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W

Eu e Francis assistiamos a algumas cenas do W do Oliver Stone agora a pouco e foi dificil não concluirmos que se a intenção era criar um esquete de duas horas do Saturday Night Live, o Stone foi muito bem sucedido.

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É Tudo Verdade

Visitando o blog do Zanin vejo o título da materia dele sobre É Tudo Verdade, é “Festival aposta na radicalidade”. Entendo o desejo do Zanin de arranjar um bom gancho para atrair as pessoas para o festival, mas existe festival por aqui mais conservador que o É Tudo Verdade?

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Brakhage no Rio

Grande notícia para os cariocas. Depois de alguns anos de tentativa deve rolar na Caixa Cultural uma retrospectiva de Stan Brahkage. Vai de 7 a 12 de Abril. Dog Star Man é imperdível, assim como o programa 1 (onde rola Antecipation of the Night e Mothlight) e o programa 4 (com o monumento conhecido como The Act of Seeing with One Own Eyes). Esqueçam o É Tudo Verdade, ai está um programa incontornável. A programação esta disponivel aqui.

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Clássico.

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