Arquivo da categoria: Filmes

My Favorite Movies of 2025

Versão em português aqui

The other day I was talking with a friend and she said something like “there is no bad years, just you picking the wrong movies” and while I’m not sure I’d exactly agree with her, I do think it gets into a certain truth about year end reports: they are all maps through what the critic/cinephile curated for themselves.

Mine has its fair share of personal tastes and idiosyncrasies: more action or crime movies than most, Brazilian movies that are not The Secret Agent (and The Secret Agent), far more Asian movies than most lists include, many of it don’t exactly play in big western festivals. I like to use favorites for these lists instead of the usual best because it seems like a more fair to owning to my biases and because I think best is boring, and I’d rather settle for list of movies that engaged my imagination in way or another. So, call it 100 movies, I find interesting enough to ponder and share.

Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Filmes

Meus Filmes Favoritos de 2025

English version here

Outro dia, eu estava conversando com uma amiga e ela disse algo como “não existem anos ruins, só você escolhendo os filmes errados” e, embora eu não tenha certeza se concordo totalmente com ela, acho que isso reflete uma certa verdade sobre os balanços de fim de ano: todos eles são mapas traçados a partir do que o crítico/cinéfilo selecionou para si mesmo.

O meu tem sua parcela de gostos pessoais e idiossincrasias: mais filmes de ação ou policiais do que a maioria, filmes brasileiros que não são O Agente Secreto (e O Agente Secreto), muito mais filmes asiáticos do que a maioria das listas inclui, vários deles que não são exibidos em grandes festivais ocidentais. Gosto de usar favoritos para essas listas em vez do habitual “melhores”, porque me parece mais justo em relação aos meus viéses e porque acho que “melhores” é maçante, e prefiro me contentar com uma lista de filmes que despertaram minha imaginação de uma forma ou de outra. Então, chamemos de 100 filmes que considero interessante o suficiente para ponderar e compartilhar.

Continuar lendo

3 Comentários

Arquivado em Filmes

My Favorite Movies of 2024

Versão em Português

I’m not going to go through all the same arguments from the long essay that opened last year’s list, but its general observations are still up to date, I’m afraid that especially the more negative ones. The film business is still doing great in 2024 (and with it the feeling that cinema is becoming more and more distant from the world) and being a film critic, or simply a more active cinephile, means that this constant questioning is inevitable. To what extent your gaze is only captured and serving it is a constant question/crisis. And exercises like this list are both a personal playful effort and something that you’ll never be able to completely separate from it. In a way, dealing with cinema today is this constant effort to remember that your cinephilia isn’t your social media, that film history isn’t the Criterion Collection, that so-called auteur cinema isn’t there to serve the Fremauxs and MUBIs. All these things are mediations that are difficult to avoid, but relating to cinema always goes beyond that. I like lists partly because I enjoy the process of putting them together and also because sharing movies is always a pleasure.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes

Meus Filmes Favoritos de 2024

English Version

Não vou repetir o longo ensaio com que eu abri a lista do ano passado, mas as observações gerais dele ainda valem, temo que sobretudo as mais negativas. O comercio do cinema segue a todo o vapor em 2024 (e com ele esta sensação de uma distancia cada vez maior do cinema para com o mundo) e ser critico de cinema ou por sinal simplesmente um cinéfilo mais ativo meio que torna inevitável esta interrogação constante. Até que ponto o seu olhar esta só capturado e servindo a ele, trata-se de uma indagação/crise constante. E exercícios como esta lista são ao mesmo tempo um esforço lúdico pessoal e algo que nunca vai se separar por completo dela. De certa lidar com o cinema hoje é este esforço constante de se lembrar que a sua cinefilia não são as suas redes sociais, que a história do cinema não é a Criterion Collection, que o dito cinema de autor não esta lá para servir os Fremauxs e as MUBIs. Todas essas coisas são mediações difíceis de evitar dela, mas se relacionar com o cinema vai sempre além disso. Gosto de listas em parte porque gosto do processo de elabora-las e porque compartilhar filmes sempre me é um prazer.

Continuar lendo

3 Comentários

Arquivado em Filmes

Clean Purge

Versão em Português

Rebel Ridge has its fair share of cheap thrills and provocative imagery, it is indeed predicted in the meeting at both, an exploitation movie for progressives who want to get some ACAB catharsis with Netflix sheen and not too disturbing politics. There’s a lot to like about it, but it’s a movie that brings out my inner Pauline Kael, which is not something I particularly enjoy, as I much rather trust movies than suspect them, but Saulnier’s film project, the fact that it sticks very closely to an abrasive genre cinema I like while mostly making sure it domesticates its rougher edges, that it keeps bringing political imagery to the fore while keeping it contained, make me very unsure of what I’m seeing. Rebel Ridge feels like a phony movie, even if its spare parts can often be good.

Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Filmes

Expurgo limpo

English Version

Rebel Ridge tem sua cota justa de momentos excitantes e imagens provocativas, é de fato previsto no encontro de ambos, um filme de exploitation para progressistas que querem ter alguma catarse anti-policia com o lustre da Netflix e uma política não muito perturbadora. Há muito o que gostar nele, mas é um filme que traz à tona minha Pauline Kael interior, o que não é algo de que eu goste particularmente, pois prefiro confiar nos filmes do que suspeitar deles, mas o projeto cinematográfico de Saulnier, o fato de que ele se mantém muito próximo de um estilo de cinema de gênero abrasivo do qual sou atraído por, ao mesmo tempo em que se assegura de domesticar suas bordas mais ásperas, que continua trazendo imagens políticas à tona, ao mesmo tempo em que as mantém contidas, me deixa com um pé atrás sobre tudo o que estou vendo. Rebel Ridge parece um filme falso, mesmo que suas partes muitas vezes sejam boas.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes

Thinking about Clint Eastwood’s worst movie

Versão em português

A few weeks ago, there was a Clint Eastwood retrospective in Rio, and I ended up thinking not about the many highlights of his filmography, but what I think is the worst movie he signed as a director: 1990’s The Rookie. Why talk about a bad movie that barely anyone has thought about beyond late-night cable fodder for some 30 years? I’m not sure, but I think Clint Eastwood is a major artist, and so his missteps can be intriguing. People who like to caricature auteurism often act like it is about excusing lesser work, but it is mostly a way to think about movies and get something more out of them, so The Rookie is a bad movie, sometimes a very bad one, but it is also a Clint Eastwood movie and its connections to the movies around it make it more worthwhile to ponder about, if not necessarily to watch, than some other workman-like action movies from around 1990.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes

Pensando no pior filme de Clint Eastwood

English version

Há algumas semanas, o grupo Estação promoveu a primeira parte de uma retrospectiva ampla de Clint Eastwood no Rio, e acabei pensando não nos muitos destaques de sua filmografia, mas no que considero o pior filme que ele assinou como diretor: The Rookie-Um Profissional do Perigo, de 1990. Por que falar de um filme ruim sobre o qual quase ninguém pensou, além de ser exibições tarde da noite de TV a cabo, pelos últimos 30 anos? Não tenho certeza, mas acho que Clint Eastwood é um artista importante e, portanto, seus erros podem ser intrigantes. As pessoas que gostam de caricaturar o autorismo muitas vezes agem como se ele servisse para desculpar trabalhos inferiores, mas é principalmente uma maneira de pensar sobre os filmes e extrair algo mais deles. Assim, Rookie é um filme ruim, às vezes bem ruim, mas também é um filme de Clint Eastwood e suas conexões com os filmes ao redor fazem com que valha mais a pena refletir sobre ele, se não necessariamente assisti-lo, do que alguns outros filmes de ação competentes feitos por volta de 1990.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes

Francis Ford Coppola – An Annotated Filmography

Coppola directing Apocalypse Now

Versão em português

Francis Ford Coppola turned 85 a week ago, and he has been all over the news with his comeback movie Megalopolis, a $100 million production he financed from his own pocket, due to premiere next month in Cannes and a constant target of hit pieces from the Hollywood press. There are few things Hollywood people dislike more than a crazy guy deciding to burn down his own money; this sort of artistic hubris goes against what the industry is all about. (Coppola also lost his wife and long-time creative partner Eleanor last week, and if you have never seen her film Paris Can Wait from a few years ago, it is very nice).

Coppola remains one of the better-known Hollywood filmmakers, his image gets mixed up with that of New Hollywood, but also one full of films that are underseen and even more underdiscussed, and there’s a lot worth pondering about them too. I love Coppola movies and often have a very eccentric taste in them because I love even more the ugly ducklings in his filmography. He is a popular artist who takes some very alienating risks, and he is often even more interesting to think about in the half-successes that come from that. So instead of writing a long article, I decided to go feature by feature covering everything from Apocalypse Now to Jack, 22 movies, his short entry for New York Stories and a few words on Wenders’ Hammett and Coppola’s short stint as a movie mogul.  

Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Filmes

Francis Ford Coppola – Uma Filmografia Comentada

Coppola dirigindo Apocalypse Now

English version
Francis Ford Coppola completou 85 anos há uma semana e tem estado em todos nas manchetes constantemente nos últimos meses com seu filme de retorno, Megalopolis, uma produção de 100 milhões de dólares que ele financiou do próprio bolso, com estreia prevista para o próximo mês em Cannes e alvo constante de ataques da imprensa de Hollywood. Há poucas coisas que desagradam mais o establishment hollywoodiano do que um cara maluco que decide queimar seu próprio dinheiro; esse tipo de arrogância artística vai contra a essência do negócio. (Coppola também perdeu sua esposa e parceira criativa de longa data, Eleanor, na semana passada, e se você nunca assistiu ao filme dela Paris Pode Esperar, de alguns anos atrás, é muito legal).

Coppola continua sendo um dos cineastas mais conhecidos de Hollywood, sua imagem se confunde com a da Nova Hollywood dos anos 70, mas também é um cineasta repleto de filmes pouco vistos e ainda menos discutidos, e vale a pena refletir sobre eles também. Adoro os filmes de Coppola e geralmente tenho um gosto muito excêntrico para com eles, porque gosto ainda mais dos patinhos feios de sua filmografia. Ele é um artista popular que assume alguns riscos muito alienantes e, muitas vezes, é ainda mais interessante pensar sobre os sucessos parciais que resultam disso. Portanto, em vez de escrever um longo artigo, decidi falar sobre tudo filme a filme, de Apocalypse Now a Jack, 22 filmes, seu episódio para Contos de Nova York e algumas palavras sobre Hammett, de Wenders, e o curto período de Coppola como magnata do cinema.

Continuar lendo

4 Comentários

Arquivado em Filmes

On critical consensus and the vicissitudes of time

Diner

Versão em português

Last week I was reading a book I got in the used bin on my last US trip called Produced and Abandoned, a collection of reviews of 70s/80s “underrated” movies put out by the National Society of Film Critics, and that made me think about the passing of time and movies original reception as it is mostly a collection of movies who got some strong critical push that for one reason or another never found an audience at their time (multiple Jonathan Demme movies, for instance) with the very rare personal idiosyncrasy like J Hoberman on Jerry Lewis’ Smorgasbord. The 1970s selection can be a little more adventurous, but the 1980s ones are very safe if you are old enough to have read a decent amount of criticism of the period. There’s no Heaven’s Gate or The Thing kind of movies covered, if a review has made into the book, the author is unlikely to have his opinion pushed hard in any critics meeting.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes

Sobre o consenso da crítica e as vicissitudes do tempo

Diner

English version

Passei a semana passada lendo um livro que peguei num sebo na minha última viagem aos EUA chamado Produced and Abandoned, uma coletânea de críticas de filmes “subestimados” dos anos 70/80 publicada pela National Society of Film Critics (uma espécie de Abraccine local), e isso me fez pensar sobre a passagem do tempo e a recepção original dos filmes, já que é uma coletânea de filmes que tiveram um forte apoio da crítica e que, por um motivo ou outro, nunca encontraram um público na época (vários filmes de Jonathan Demme, por exemplo), com algumas raríssima idiossincrasia pessoais, como J Hoberman sobre Smorgasbord, de Jerry Lewis. A seleção dos anos 70 pode ser um pouco mais arriscada, mas a dos anos 80 é muito segura se você tiver idade suficiente para ter lido uma quantidade razoável de críticas do período. Não há filmes do tipo O portal do Paraíso ou O Enigma do Outro Mundo cobertos; se um texto foi incluído no livro, é improvável que o autor tivesse sua opinião especialmente questionada em qualquer reunião de críticos.

Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Filmes

My Favorite Movies of 2023

The Temple Woods Gang

Versão em português

I’ve been publishing a version of this list for 15 years now and I have to admit that for the last five at the beginning of December I’ve always wondered “should I retire the list?”. When I started it in 2008 along the lines that I still follow today (films from the last three years, seen for the first time during the year), my desire was to center it on my personal experience and leave aside the rules of the business as much as possible, something which was bound to fail to some extent. The logic that guides current film discourse ensures that in the end everything ends up somewhat commodified, a plague that is increasingly difficult to avoid.

I remember filmmaker Pierre Leon proposing that we should give new films some distance to settle away from the discourse around them and maybe we should indeed watch and ponder about the films of 2023 in 2028, it would be fairer to them and healthier for us. For my part, I like making lists, I like the ludic side of cinephilia that they represent, and although I have sympathy for the arguments about the limits and issues of canons, it seems to me that the best answer to them is to imagine a more wide-ranging gaze towards cinema and that is something that easier done through practice.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Filmes

Meus Filmes Favoritos de 2023

Le gang des bois du temple

English version

Eu publiquei uma versão desta lista regularmente já faz 15 anos e devo admitir que pelos últimos 5 no começo de Dezembro sempre me aparece a mesma dúvida “será que devo aposentar a lista?”. Quando eu comecei a publicá-la em 2008 nos moldes que faço até hoje (filmes dos últimos três anos, vistos pela primeira vez ao longo do ano), o desejo era centrar ela na minha experiência pessoal e deixar de lado ao máximo possível as regras do mercado, o que não deixa de ser um algo fadado ao fracasso até certo ponto. A lógica que rege o discurso cinematográfico contemporâneo meio que garante que no final das contas tudo termina um tanto mercantilizado, uma praga cada vez mais difícil de se evitar. 

Lembro-me do cineasta Pierre Leon sugerindo numa entrevista dar uma distância para que os filmes novos assentem para longe dos discursos em torno deles e talvez devêssemos realmente ver e considerar os filmes de 2023 em 2028, seria mais justo para com eles e mais saudável para nós. Da minha parte eu gosto de fazer listas, gosto do lado lúdico da cinefilia que elas representam, e apesar de ter simpatia pelos argumentos sobre os limites e problemas de cânones, me parece que a melhor solução para eles e tentar imaginar um olhar mais amplo para com o cinema e isto é mais fácil numa prática direta.

Continuar lendo

4 Comentários

Arquivado em Filmes

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2023 – Recomendações

Amor Louco


Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Filmes