Algumas leituras de cinema favoritas de 2011

Outro dia o Gabe Klinger perguntou no Facebook quais seriam os textos de cinema favoritos dos amigos. É um bom tema para um post. Não sei porque não se faz mais destes apanhados em fim de ano.

Primeiro, alguns livros/catálogos:

Francisco Algarín Navarro, Fernando Ganzo, Moisés Granda (ed.) Lumiere No.4
Inacio Araujo, Cinema de Boca em Boca (org. Juliano Tosi)
Jonathan Rosenbaum, Goodbye Cinema, Hello Cinephilia
Tatiana Monassa (org), Clint Eastwood

Lumiere é uma revista anual espanhola. Coloca na lista porque tem mais de 400 páginas, então me parece justo coloca-la junto dos livros. A edição lida com o cinema de 2010. Ótimas entrevistas (Skolimowski, Apichatpong, Bellocchio, Guerin, etc), uma atenção especial ao experimental (pautas sobre Hutton, Lockhart, etc). Dá para baixar por pdf no site.

A recente coletânea do Inácio organizada pelo Juliano Tosi saiu no final de 2010, mas só a li este ano. Poderia ser um pouco mais ambiciosa (já quer se limita ao trabalho dele na Folha), mas é material essencial de um dos maiores críticos brasileiros.

Assim como o livro do Inácio já conhecia a maior parte do último livro do Rosenbaum (imagino que quase tudo exista no site dele),  mas uma das razões pelas quais é sempre um prazer ler uma das coletâneas dele é sua habilidade como organizador:  os textos ganham sempre um sentido novo nos seus livros.

Vale destacar também este belíssimo catálogo da recente retrospectiva do Clint Eastwood.  Ótima seleção de textos. Acho que esta disponível para download no site também.

Vale também acrescentar alguns ótimos dossiês:
Alfred Hitchcock, Interlúdio
James Gray, Foco No.3
Monte Hellman, La Furia Umana No.8

Sergio Alpendre colocou de pé uma grande equipe de colaboradores para um dossiê exaustivo que cobre a retrospectiva completa do cineasta que tivemos este ano.

Vi gente inteligente desconsiderar o dossiê Gray da Foco por conta de um editorial (que é mesmo fraco). É tão injusto com os ótimos textos quanto o Editorial.

Por fim La Furia Umana fez um grande numero centrado na figura de Hellman. É uma edição multilíngüe (com artigos em inglês, francês, italiano e português) que vale muito a pena.

Alguns artigos soltos excepcionais que li este ano:
Adrian Martin, “Turn the Page: From Mise en Scene to Dispositif”
Bill Krohn, “Cahiers for Dummies”
Francis Vogner dos Reis, “Das Ruinas:livre reflexão a parir de duas exceções”
Inacio Araujo, “Filmes que Ninguém Compreende”
Shigehiko Hasumi,” Fiction and the ‘Unrepresentable’: All Movies are but Variants on the Silent Film”

O ensaio de Martin sobre mise en scene contemporânea é essencial.

A crítica do Krohn é uma aula de como conduzir uma demolição crítica com argumentos  (o que infelizmente não é muito comum).

Este texto do Francis (sobre Os Residentes e Santos Dumont, pré Cineasta?) é o melhor artigo sobre cinema brasileiro que li este ano.

Uma grande reflexão do Inácio sobre a preguiça do espectador contemporâneo a partir de um comentário mal educado de blog.

Uma ótima provocação de Hasumi, ponto alto do excelente primeiro numero da Lola.

Ressalto também no ambito do cinema brasileiro que todos os vinte debates da mostra “Cinema Brasileiro ano 2000, 10 questões” estão disponiveis no seu site em vídeo e pdf.

Por fim vale destacar 4 belas revistas que seguiram publicando material de primeira regularmente ao longo do ano: Cahiers Du Cinema España, Cinema Scope, La Furia Umana e Miradas del Cine.

16 Comentários

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16 Respostas para “Algumas leituras de cinema favoritas de 2011

  1. Valeu demais pelas dicas! Algumas delas eu já conhecia e já li muito do material, mas é que é muita coisa mesmo, que só poucos conseguem dar conta de acompanhar tudo. Uma das coisas que eu mais gostei foi do catálogo do Hitchcock. Cada texto bom!

  2. M.

    Vc., que rompeu com uma tendência clara de não se falar muito do que a Foco faz (ou de apenas rechaça-la), esqueceu apenas de observar que o editorial da revista naquela edição é, neste ano, das poucas (única?) peças que induzem a pensamentos fora da chapa-branquice “reformista” e corporativa do terreno de novo/íssimo cinema brasileiro. E das peças que mais respiram e transpiram (assim como o resto da revista) alguma coisa que não se encontra por ex. numa Cinética. É algo, todavia, apesar de respirar bastante, um bocado preciso também. Como precisão dá conta de justeza e não de justiça (talvez sendo a definição de justiça a amenidade bem escrita, ou a construção simpática e generosa) com egos, sensibilidades, visões talvez, acho que o editorial merecia ser citado, aqui inclusive, mais por isso (pela justeza) do que por essa outra qualidade inconteste, a ausência de justiça.

    • Filipe Furtado

      Pois é, é tão preciso que não menciona um único filme ou cineasta por nome, só denuncia est abstração chamada novissimo.

      • M.

        Parte daí, também, a precisão. Já que da coisa toda (incluindo o pensamento “crítico” envolta, abonando ou mesmo sem abonar) não se extrai uma personalidade, uma identidade, um caráter diferenciável – a não ser uma nuvem de bons costumes ideológicos contemporâneos (seja temperados com tapinhas nas costas, seja com sobriedade construtiva) em que filmes e cineastas fazem parte e atuam mais como… meros gases indiferenciáveis. Cinema gasoso (embora pé-não-chão como todo cinema acadêmico é) é o cinema brasileiro “pós-industrial”.

      • Bruno

        “Denúncia”?

        Novíssimo??

      • Bruno

        Fica por isso então?

        O editorial é “fraco” porque “denuncia” o “novíssimo”?

      • Filipe Furtado

        Bruno, a questão não é denunciar. Fracamente vovcê pode atacar a vontade, mas por favor faça o minimo esforço de tratar dos filmes. Inclusive porque esta idéia de que todos os filmes se equivalem te iguala as tentativas ideologicas menos interessantes ligadas aos tal novissimo. Pega criticos como o Sergio ou Francis, eles tem um olhar mais negativo sobre o conjunto dos filmes do que eu, mas eles não agem como se o Trabalhar Cansa, Os Residentes, A Alegria ou Pacific sejam exatamente a mesma coisa. Se o ponto de partida é este de que o merito do editorial é que iguala tudo, então desculpe nos realmente não temos o que discutir porque francamente isto sugere uma preguiça pior do que a dos piores filmes de jovens cineastas recentes. Eu acho que você tem uma tendencia há misturar a floresta e as arvores muito grande quando trata destes pronunciamentos, me lembro que na última vez que discutimos isso e você tinha metido o pau na cobertura de Tiradentes de 3 anos atrás que a Cinética fez, quando você queria mesmo era meter o pau num texto (ruim, eu concordo plenamente) de oba-oba do Bragança e a cobertura em si, escrita pelo Francis, era outra coisa muito menos entusiasmada. Você é muito melhor quando vais as coisas do que quando generaliza.

      • Filipe Furtado

        E sobre o editorial em si meus problema são dois, esta generalização sem nomes (de boa, seu editorial é uma abstração tão grande que não dá para ter ideia do que voce viu) e de que ele prega esta crítica ao tal novíssimo numa pauta sobre o Gray que parece não precisar disso.

      • Bruno

        Não há ataque nem denuncia. Há crítica. Se você é incapaz de ver isso, considere-se implicado pelo que é escrito no editorial, que trata de uma coisa só: o estado atual da crítica brasileira. Conseqüentemente aborda elementos atuantes que já há algum tempo ou atualmente circundam a crítica brasileira: o estado atual do cinema brasileiro (lembrar que nem toda novidade no cinema brasileiro é “novíssimo”: Marco Ricca, Marcos Prado, Marcos Jorge, mesmo um Belmonte ou um Ainouz ainda são cineastas novos para quem não vai todo ano a Tiradentes, CineOP, melhores do ano no Cinesesc etc.), a relação entre essa crítica e este cinema, o estado geral do pensamento sobre cinema no Brasil (a não ser que você se atenha exclusivamente à introdução do texto, da qual você, e aparentemente não só você, inferiu de maneira bastante reveladora, e equivocada, a leitura de que falamos apenas de “novíssimo” e de uma crítica a ele atrelada, quando na realidade a questão abordada pelo editorial transcende tanto o “novíssimo” como o “brasileiro” – 3º parágrafo, 4º parágrafo, 5º parágrafo, 6º… até chegar, justamente, em Gray, deixando claro o porquê de falarmos dele e não, por exemplo, da Mia Hansen-Løve, do Abdel Kechiche ou do Chico Faganello) etc.

        Atrelar, e engessar, a crítica feita pelo editorial estritamente ao novíssimo, chamá-la ou tratá-la simplesmente de “ataque” ou “denúncia”, e mais, desmerecer a argumentação por esta não “citar nomes”, é de uma miopia, de um maniqueísmo, de uma incapacidade fundamental de visão que apenas confirma os vícios e a incapacidade geral de julgamento dessa crítica, da qual você – deixemos isso claro de uma vez por todas – faz parte. Com uma visão de tal forma empolada e bitolada não adianta mirar na árvore ou na floresta: você verá mal tanto uma como a outra. Ou isto ou então você só leu os dois primeiros parágrafos, e neste caso devia ter se mantido simplesmente calado.

        É curioso que você insiste – e insiste, e insiste, partindo da premissa absurda depreendida da leitura equivocada que fez – que o erro do editorial é o de tomar a parte pelo todo. Ora, você comete o erro inverso e vem cobrar razão analítica? Faça-me o favor: deixe a pseudo-objetividade de lado quando ela é tão pseudo e tão pouco, e tão oportunamente, objetiva. Vocês, que adoram essa estratégia de invalidar qualquer crítica – quando a crítica os toca, é claro – porque “não se dá nome aos bois”, vocês já se deram conta, já pensaram em algum momento que há algo muito mais importante que a vaidade intelectual individual de cada um de vocês, e que é o quadro alarmante da crítica brasileira no seu todo atualmente? Falar de espírito das formas, de alteridade ou rigor, de unidade ou de heterogeneidade no filme de tal cineasta, do movimento interno ou cósmico de uma obra ou de modernidade em relação a um conjunto abstrato de valores e objetos tá ok, mas abordar – com precisão sim – uma totalidade em plena decomposição, bem como a confusão de valores que a preside, é errado porque toca num trabalho que vem sendo feito nas páginas da Cinética e alhures? Em outras palavras, até para que depois não haja confusões: escrever “tal plano é ruim” passa, dizer que a crítica brasileira é vítima de sua própria “pobreza intelectual” não? Se devemos ser de tal forma reféns da tal “objetividade”, eu jamais poderia escrever um apanhado intitulado “Inteligência de John Flynn” ou “O Fogo de Hephaesteus”, visto que essas coisas não existem senão, precisamente, como abstrações, assim como não existe “a obra” de John Flynn ou de Samuel Fuller se levarmos a tal ponto a objetividade à risca: o que existe é um filme chamado Rolling Thunder, outro chamado Casa de Bambu, outro ainda chamado Fúria Mortal etc. É, em suma, a tal objetividade burra de que falava Nelson Rodrigues. Faça-se um favor e volte ao be-a-bá da crítica de arte; talvez assim você deixe de confundir objetividade com parafrase.

        Convém deixar claro: mais importante que você ou qualquer pessoa gostar ou desgostar do editorial é ser capaz de lê-lo e de criticá-lo pelo que faz, e diz, ao invés de atribuir ao texto um trabalho, o de “denúncia do novíssimo”, que em momento algum é realmente feito ou dito.

    • Bruno

      Sobre o que eu falei da cobertura de Tiradentes: você se engana, mais uma vez. O que eu falei, e bizarramente me lembro muito bem do conteúdo dessa conversa, algo não tão comum, foi que os textos do Rodrigo de Oliveira na cobertura de Tiradentes de 2009 eram ruins e afetados como o texto absurdo que o Bragança escreveu durante (ou após, sei lá) a cobertura de 2008. Mas ok, você falou do Francis, e o que acho sobre a cobertura dele é que, como invariavelmente ocorre nesses eventos cobertos pela Cinética, passa longe do que ele produz de melhor: tem-se a impressão constante de ler alguém com as mãos atadas pela “sobriedade construtiva” protocolar que parece exigência da Cinética em particular e dessas coberturas no geral, e aí evidentemente um crítico digno deste nome é incapaz de produzir o que quer que seja.

      O que eu acho curioso, porém, e muito conveniente, é você vir falar do Felipe Bragança agora que ele foi repelido do círculo da jovem crítica. Por que você não fez abertamente essa crítica, como por exemplo fez ao texto do LCO Jr., à época em que o manifesto do Bragança foi escrito e, pior, publicado?

      E já que estamos compartilhando ao público intimidades, acho curiosíssimo que diante desse “ataque”, dessa “denúncia” tão grave contra o novíssimo, como você alega que é o editorial da Foco, duas das reações mais positivas vieram de um dos curadores de Tiradentes e de um nome tão comumente atrelado ao novíssimo como o Ricardo Pretti. Deixo essa, a título de reflexão, para você.

      Se não querem ser zoados, deviam pensar duas vezes antes de se submeter ao aparato arrivista e chapa-branca da crítica brasileira atual.

      • Filipe Furtado

        Uau. Eu devo ser mesmo um babaca, já que aparentemente sou um grande arrivista, apesar de incapaz de transformar isto em trabalho, oportunidades, grana, etc. Devo ser mesmo um babaca porque tenho que ouvir isso na caixa de comentarios de um post de blog em que eu recomendei não só uma edição editada por ti, mas três outros trabalhos em que você colaborou, mas aparentemente eu faço parte de um “vocês” que é o problema, ok. Não que eu elogiar coisas que você faça me dê qualquer imunidade (muito pelo contrário), mas deveria ajudar a apontar que nós não estamos tão distantes quanto você quer pensar. O problema da sua crítica é que ela superdimensiona as coisas, da para espaços, filmes e pessoas uma relevancia que francamente elas estão muito longe de ter, o que é previsivel quando se esta tão auto centrado neste universo que nem percebe que faz parte dele, quer fazer politica mas soa como uma corrente de algum partido marxista fazendo picuinha de outra.

        Eu não sei se o Felipe foi expelido de algumas coisa (precisa checar com o comitê do qual faço parte aparentemente), sei que o cara é meu amigo e tem um filme que ele escreveu na minha lista de favoritos do ano, então não acho que quando crítico algo que ele fez/escreve faço-o porque agora posso, minha relação com ele é a mesma de três anos atrás. Por sinal, eu recomendei o “A Publicidade Venceu” aqui no blog no fim de janeiro de 2009, algo que eu não fiz com o texto do Bragança, assim como recomendei outras textos da Contra depois que sai de lá como o recente do Calac sobre a Downtown. A única vez que critiquei algo que saiu lá foi a mesa redonda do ano retrasado e ainda assim 6 meses depois e sobre um contexto em que me era inevitável tratar dela. Outra coisa a discussão que mencionei foi na caixa de camentários do seu blog, não tinha a intenção nenhuma de ser indiscreto contigo e revelar algo privado.

        Agora parabéns cara, a esta altura o numero de amigos teus de 10 anos atrás que se cansaram de ti por conta das suas posturas, ou porque você atacou ou sacaneou elas já deve ocupar mais de uma mão. Não é qualquer um que faz os amigos desistirem dele assim.

      • Bruno

        Não nos falamos há praticamente 3, 4 anos e você puxa agora a cartela de amigo injustiçado após eu te colocar contra a parede por uma leitura equivocada que fizeste? Para início de conversa, não é como se o que aconteceu aqui fosse uma primeira vez; você mesmo já me censurou na caixa de comentários do meu blog por achar que eu tinha feito um comentário depreciativo a um texto publicado numa revista que você editou.

        Há algum tempo eu acho a cena da crítica brasileira um antro de condescendência, não há nenhum mistério nisso. Se amigos discordam e preferem se afastar, paciência, é como as coisas são, algo bastante natural a que pessoas estão sujeitas. O arrivismo a que me refiro é bastante simples: deve-se à vontade de ser lido a todo custo, independente do que se escreve e como. Daí dá-lhe ser condescendente com filme brasileiro – ou você, logo você que teve texto barrado por falar muito mal de um filme brasileiro, vai discordar agora que há todo um jogo de cintura por trás dos panos (mesas de bar, reuniões de pauta, conversas pós-sessão etc.) para se escrever mesmo que o menor senão a filme brasileiro? É realmente algo que faz perder toda a estima, essa submissão às boas regras de conduta, às etiquetas do comportamento intelectual adequado. Há uma outra forma de arrivismo, menos política e mais estética, que é a de simplesmente entrar de cabeça na publicidade cultural desenfreada (Inrockuptibles, Film Comment, todo esse arsenal de semanários e periódicos que precisam encontrar uma obra-prima a cada semana – lembra do filme do Moullet?) em cima de certos nomes e certos filmes – justamente onde a crítica, e não acho que em momento algum estou superdimensionando o seu valor, poderia emperrar o freio e fazer um trabalho de reflexão valiosíssimo, justamente lá onde já residiu a sua força (a da brasileira inclusive, mesmo que por um brevíssimo momento). Quantas vezes a crítica – não só a brasileira, mas aqui esse tipo de coisa tende a ter uma repercussão ainda mais desproporcional que o que se vê lá fora – recebeu de braços abertos aventureiros de primeira viagem que, quando não já no segundo ou terceiro filme, lá pelo quinto ou sexto não correspondiam senão à imagem dos perfeitos pernas-de-pau que eram desde o início? Quantas vezes um cineasta consagrado que perdeu a mão teve filmes indefensáveis ardorosa e irrefletidamente defendidos? Coisas – deixar-se deslumbrar por filmes ornamentais e inócuos – que poderiam ser facilmente evitadas se os ânimos se emparelhassem a uma atividade intelectual e reflexiva à altura do objeto que visam enaltecer.

        Quanto a ter que ler isso na caixa de comentários do teu blog: fez o comentário porque quis, baseado em suposições que você quis/decidiu fazer. Você tem este blog há sei lá quantos anos e eu nunca comentei por aqui; fiz a exceção apenas quando vi você falando de “denúncia do novíssimo” e pensei, “mas DO QUE este cara está falando?” É significativo que no seu último comentário você não rebateu nada, absolutamente NADA do que escrevi a respeito da tua leitura do editorial. É principalmente por conta desse tipo de atitude que me desentendi mais de uma vez com pessoas do meio, amigos ou não.

        Não sei quanto a você, mas eu certamente não privilegio qualquer tipo de sistema de cotas de elogio. Você podia ter elogiado dez outros trabalhos em que colaborei; ainda assim eu faria o mesmo comentário e no mesmo tom.

        Sobre sacanear e ser sacaneado: diga uma pessoa.

      • Bruno

        Ia me esquecendo: você deve se lembrar que falou em fóruns que o texto do LCO era problemático porque… ele não citava nomes.

        Eu, pelo menos, lembro muito bem disso.

      • Filipe Furtado

        Eu realmente tinha decidido encerrar a discussão, mas já que você insiste eu disse numa discussão do orkut que o texto do Junior tinha um problema de contexto por sair num espaço (a Contracampo) que por uma serie de questões tinha dado pouca atenção aos mesmos filmes brasileiros importantes (Carlão, Mojica, Tonacci) que terminavam em segundo plano para os Meirelles e Salles. Que eu me lembre foi a única vez que disse algo de negativo sobre o texto. Até acho que ele se beneficiaria por ir a nomes, mas sobretudo porque muita gente (inclusive na caixa de comentário aqui do blog) achou que o Junior se referia a espaços como o Segundo Caderno do Globo.

      • Filipe Furtado

        Ah, e a última vez que nos encontramos foi na Mostra de 2009. Até onde sei nunca estivemos na mesma cidade depois disso e se você tivesse me mandado um mail ontem pedindo para ficar aqui em casa durante a Mostra do Straub, eu só te perguntaria que dia tu chegavas.

  3. Marcelo Lyra

    Caro, esse teu blog é leitura obrigatória. Abraços e parabéns!

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