Arquivo do mês: outubro 2011

Mostra – 1o. Semana

Sabado Inocente (Alexander Mindadze) – ****

Na Cinética.

The Day He Arrives (Hong Sang-soo) – *****

Filme mais direto de Hong Sang-soo em anos. Eu iria dizer que o filme mantém a sequencia de ótimos filmes de Hong, mas ai percebi que da para se dizer que ela vem desde a sua estreia no distante 1996.

Pater (Alain Cavalier) – ***

Na Cinética.

Isto Não é um Filme (Jafar Panahi & Mojtaba Mirtahmasb) – *****

Hanezu (Naomi Kawase) – *

Na Cinética.

Olhe para Mim de Novo (Claudia Priscilla & Kiko Goifman) – ***

Ótimo personagem, documentário irregular.

Era Uma Vez na Anatolia (Nuri Bilge Ceylan) – ****

Entre filmes de investigação policia que investem no acumulo e detalhes este não chega a ser um filme tão forte quant um Zodíaco ou Policia, Adjetivo, mas é uma grata surpresa vina de um cineasta para o qual eu geralmente tenho pouco interesse e paciência.

A Ilusão Comica (Mathieu Amalric) – **

Na Cinética.

Fora de Satã (Bruno Dumont) – ****

Na Cinética.

Os Gigantes (Bouli Lanners) – ***

Na Cinética.

Loverboy (Catalim Mitulescu) – **

Tão à deriva quanto seu personagem.

Eu Receberia as Piores Noticiais dos Seus Lindos Labios (Beto Brant & Renato Ciasca) – **

Apesar dos esforços da Camila Pitanga, a dramaturgia do filme nunca levanta como deveria.

O Futuro (Miranda July) – 0

Sou a favor que se fuzile todos os humanos em cena e salvem o gato.

Amanhã Nunca Mais (Tadeu Jungle) – *

Não é fácil fazer com que este tipo de narrativa funcione, mas é impossível quando no lugar de imaginação s investe exclusivamente na histeria.

Habemus Papam (Nanni Moretti) – ****

Mais irregular que outros filmes do Moretti (caindo sempre que se afasta da figura do novo papa), mas dotado de uma performnce notavel e um retrato do Papa como ator em crise muito forte. Grande meia hora inicial.

Ocio (Alejandro Ligenti & Juan Villegas) – ***

Na Cinética.

Irmãs Jamais (Marco Bellocchio) – *****

Na Cinética.

Adeus (Mohammad Rasoulof) – ****

Tão direto quanto preciso.

Vou Rifar Meu Coração (Ana Rieper) – ***

Um tanto reinterativo demais, mas nos momentos em que se concentra nos fãs mais do que nos cantores é um documentário forte.

Cartas do Kuluene (Pedro Novaes) – **

Na Cinética.

As Canções (Eduardo Coutinho) – ****

Entre os filmes de Coutinho é aquele que mais se entrega mais diretamente ao seu dispositivo sem mediação apesar do recurso sas canões evidentemente ser uma nova forma de sublinhar as performances que ele capta. Provavelmnte é seu mais acessivel filme recente, um pouco comodado, mas cheio de belos momentos.

Girimunho (Helvecio Marins e Clarissa Campolina) – ****

O melhor novo filme brasileiro que vi este ano e sem dúvidas a melhor das recentes tentativas aqui de construir ficções através de personagens e locações encontradas pelo cineasta. Mais um filme que reforça que Ivo Lopes Araujo como nome mais importante o cinma brasiliro dos ulrimos 2 ou 3 anos.

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Mostra

 

Algumas sugestões da Mostra, primeira lista é das principais recomendações. Asterisco na frente dos filmes que eu já vi.

 

LAS ACACIAS (Pablo Giorgelli)
AS CANÇÕES (Eduardo Coutinho)
THE DAY HE ARRIVES (Hong Sangsoo)
GIRIMUNHO (Clarissa Campolina & Helvécio Marins Jr.)
HABEMUS PAPAM (Nanni Moretti)
HANEZU (Naomi Kawase)
O HOMEM QUE NÃO DORMIA (Edgard Navarro)
*THE KID WITH A BIKE (Jean-Pierre & Luc Dardenne)
LOW LIFE | (Nicolas Klotz & Elisabeth Percival)
*MAFROUZA 1: OH LA NUIT! (Emmanuelle Demoris)
MAFROUZA 2: COEUR (Emmanuelle Demoris)
MAFROUZA 3: QUE FAIRE? (Emmanuelle Demoris)
MAFROUZA 4: LA MAIN DU PAPILLON (Emmanuelle Demoris)
*MAFROUZA 5: PARABOLES (Emmanuelle Demoris)
PATER | (Alain Cavalier)
SLEEPLESS NIGHTS STORIES (Jonas Mekas)
*SORELLE MAI (Marco Belocchio)
THIS IS NOT A FILM (Jafar Panahi & Mojtaba Mirtahmasb)

ANGELE & TONY (Alix Delaporte)
*ATTENBERG (Athina Rachel Tsangari)
BEATS, RHYMES & LIFE (Michael Rapaport)
BREATHING (Karl Markovics)
BULLHEAD (Michael R.Roskam)
CAVE OF FORGOTTEN DREAMS (Werner Herzog)
*O CÉU SOBRE OS OMBROS (Sérgio Borges)
CHANG´E (Zou Peng)
CHICKEN WITH PLUMS (Marjane Satrapi & Vincente Paronnaud)
CISNE (Teresa Villaverde)
LES CONTES DE LA NUIT (Michel Ocelot)
CUT (Amir Naderi)
DETACHMENT (Tony Kaye)
ELENA (Andrei Zvyagintsev)
EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS (Beto Brant & Renato Ciasca)
THE FORGIVENESS OF BLOOD (Joshua Marston)
THE FUTURE (Miranda July)
EL GATO DESAPARECE (Carlos Sorin)
LES GÉANTS (Bouli Lanners)
GREEN (Sophia Takal)
HAPPY PEOPLE: A YEAR IN THE TAIGA (Werner Herzog & Dmitry Vasyokov)
HAUNTERS (Kim Min-suk)
HEADHUNTERS (Morten Tyldum)
HERE (Braden King)
AS HIPER MULHERES (Caelos Fausto, Leonardo Sette & Takumã Kuikuro)
HISTORIAS QUE SÓ EXISTEM QUANDO SÃO LEMBRADAS (Julia Murat)
HORS SATAN (Bruno Dumont)
I WISH (Hirokazu Kore-eda)
IF NOT US, WHO? (Andres Veiel)
L´ILLUSION COMIQUE (Mathieu Amalric)
INNOCENT SATURDAY (Alexander Mindadze)
LATE BLOOMERS (Julie Gavras)
LOOK, STRANGER (Arielle Javitch)
LOVERBOY (Catalin Mitulescu)
*UN MUNDO MISTERIOSO (Rodrigo Moreno)
NO LUGAR ERRADO (Guto Parente)
ÓCIO (Juan Villegas & Alejandro Lingenti)
OLHE PARA MIM DE NOVO (Kiko Goifman & Claudia Priscilla)
ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA (Nuri Bilge Ceylan)
ONE.TWO.ONE (Mania Akbari)
OSLO, AUGUST 31ST (Joachim Trier)
PAÍS DO DESEJO (Paulo Caldas)
PROJECT NIM (James Marsh)
*SLEEPING SICKNESS (Ulrich Kohler)
THE SNOWS OF KILIMANJARO (Robert Guédiguian)
SUDOESTE (Eduardo Nunes)
TATSUMI (Eric Khoo)
TIERRA SUBLEVADA 1: ORO IMPURO (Fernando Solanas)
TIERRA SUBLEVADA 2: ORO NEGRO (Fernando Solanas)
THE YELLOW SEA (Na Hong-jin)

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O Ineditismo e a Mostra

Sorelle Mai, de Marco Bellocchio, um dos destaques da 35o Mostra

É estranho partir em defesa da Mostra já que em muitas outras oportunidades critiquei decisões deles, mas a choradeira entorno da decisão do evento em se limitar a filmes inéditos no país é fora de propósito. Em si mesmo não é uma boa decisão já que é muito limitadora e deixa na mão o que deveria ser o principal público da Mostra: o cinéfilo paulistano que não tem disposições e/ou condições de acompanhar outros grandes eventos de cinema dentro e fora do país. Há por outro uma série de benefícios:

a)      Reduzi r o tamanho da Mostra é algo muito bem vindo. Como a maioria dos eventos do gênero a Mostra a muito tempo sofre de certo gigantismo. Parece uma tendência inevitável, logo é muito bem vindo o esforço dos organizadores de colocar um freio no processo.

b)      Tem o efeito de focar mais atenção nos filmes e menos na corrida para ver tudo antes.

 

O segundo ponto merece ser elaborado. Junto com a noticia do ineditismo veio também a informação de que a Mostra não exibiria mais filmes em DVCAM. Não me parecem informações independentes. Na hora que se aceita que não se poderá mostrar tudo a corrida desesperada para fazê-lo (principal razão pela qual Festival do Rio e Mostra de São Paulo a muito haviam aberto mão de um controle de qualidade nas cópias) perde a razão de ser.  Por vezes a Mostra se reduz a pouco mais do que oportunidade de se dizer que já viu o filme do Almodovar ou a última Palma de Cannes, uma caríssima pré estréia para um ou outro filme badalado.

O maior mérito da decisão é justamente tornar explicito algo que deveria ser óbvio, mas geralmente não é: a Mostra é um excelente evento (o meu favorito aqui no Brasil), mas como painel da produção mundial ela vai ser sempre limitada já que é literalmente impossível trazer tudo de relevante e entre questões de logística e escolhas de curadoria muitos (muitos mesmo) filmes relevantes terminam não exibidos. Uma pequena história pessoal:  ano passado, eu viajei ao Rio e assisti cerca de 50 filmes, acompanhei a mostra e vi outros 50 e em Abril fui até a Buenos Aires e assisti 40. Pouco mais de 140 filmes! Apesar de 3 eventos e esta quantidade absurda de filmes, Guest de José Luis Guerin que se me perguntassem  em Janeiro de 2010 para listar os 5 filmes que eu mais aguardava no ano estaria fácil na lista não foi exibido em nenhum deles.  Antes de reclamarem que Drive ganhou prêmio de direção em Cannes e não passou na Mostra tornando ela incompleta, vai um dado desde 2000 (meu primeiro ano aqui em São Paulo) nos seguintes anos o vencedor do premio de melhor direção do Festival de Cannes não participou da seleção da Mostra: 2001, 2002, 2004, 2009 e agora em 2011. Eu tenho quase certeza que em nenhuma oportunidade neste período a Mostra (ou o Festival do Rio, por sinal) exibiu a todos os vencedores de Cannes. Por mais que os organizadores desejassem, é simplesmente muito complicado garantir a exibição de todos os 7-8 filmes que levam prêmios.

Eu poderia continuar citando outros filmes que a Mostra falhou em trazer (nenhum filme do Eric Rohmer na última década de carreira dele, por exemplo), mas o interesse aqui não é enterrar a Mostra pelo que ela não fez e só apontar que por maior que seja a seleção,  o desejo e o orçamento muitas lacunas inevitavelmente irão existir. É fácil listar os filmes que a Mostra não trouxe este ano e culpar o tal ineditismo quando se pode fazer esta lista em todos anos (há uma razão pela qual eu geralmente sempre vou ao Festival do Rio e muitos amigos cariocas fazem questão de vir aqui), olhando a lista do Festival do Rio para passar aos meus editores da Cinética o que eu poderia escrever sobre eu achei só dois filmes não comprados cujo histórico dos cineastas sugeriam como muito prováveis de vir a Mostra (Bonello e Canijo), certamente teriam outros mais, de um modo gera porém o grosso das exclusividades do Rio iam seguir exclusivas ou são de filmes cuja distribuidora decidiu priorizar o Rio. Ai esta o grande problema quando se reclama a seleção fraca na verdade, reclama-se da ausência de um Gus Van Sant ou David Cronenberg e não da seleção em si. O contrasenso evidente é que estes são filmes que tem a entrar em cartaz muito rapidamente. Salvo pelos cinéfilos de fora do eixo Rio-SP que se deslocam para cá todos os anos e que tem muito bons motivos para se chatearem pela ausência destes filmes, só perdemos de fato a possibilidade de dizer que vimos estes filmes antes. Pode-se trocá-los por outros título, pode-se reduzir o tamanho da maratona, etc.

Vejam só enquanto minhas timelines no Twitter e Facebook se enchiam de reclamações sobre o ano fraco da Mostra um amigo que viaja a festivais internacionais soltou no meu mail “parece que a Mostra ainda tem mais moral. alguns dos melhores de Berlim, Un Certain Regard e Quinzena, e mesmo da competição de Cannes, que eu estranhei não virem pro Rio, pelo visto tinham ficado mesmo pra SP”. È tudo uma questão de perspectiva.

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