Quando Chega a Escuridão (Kathryn Bigelow,87)

Este exercício de ver os filmes diariamente e em ordem cronológica ajuda a jogar luz sobre muita coisa. Na sua base este Quando Chega a Escuridão parte de um conceito simples executado de forma exemplar: pegar a dramaturgia típica de um filme de vampiros e substituir todos os significantes por outros tipicamente americanos (já mencionei que Bigelow editava uma revista de semiótica na faculdade?). A família de vampiros do filme poderia sair de um filme anos 70 de Tobe Hooper ou Wes Craven. A narrativa do filme é reduzida ao essencial com todos os adereços associados ao subgênero substituídos por ação simples e direta (tanto o tiroteio no motel quanto a seqüência do bar são primorosas). Ao mesmo tempo ele está muito distante de híbridos como Vampiros ou Um Drink no Inferno. E daí percebe-se o grande salto desde The Loveless, Quando Chega a Escuridão nunca sugere um exercício cinéfilo. Bigelow encontra o seu tom de melancolia romântica e a paisagem noturna do oeste americano para acompanhá-la e leva até o fim. É notável também que a despeito de vários elementos dispares o filme seja tão coeso.

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