Arquivo do mês: janeiro 2024

My Favorite Movies of 2023

The Temple Woods Gang

Versão em português

I’ve been publishing a version of this list for 15 years now and I have to admit that for the last five at the beginning of December I’ve always wondered “should I retire the list?”. When I started it in 2008 along the lines that I still follow today (films from the last three years, seen for the first time during the year), my desire was to center it on my personal experience and leave aside the rules of the business as much as possible, something which was bound to fail to some extent. The logic that guides current film discourse ensures that in the end everything ends up somewhat commodified, a plague that is increasingly difficult to avoid.

I remember filmmaker Pierre Leon proposing that we should give new films some distance to settle away from the discourse around them and maybe we should indeed watch and ponder about the films of 2023 in 2028, it would be fairer to them and healthier for us. For my part, I like making lists, I like the ludic side of cinephilia that they represent, and although I have sympathy for the arguments about the limits and issues of canons, it seems to me that the best answer to them is to imagine a more wide-ranging gaze towards cinema and that is something that easier done through practice.

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Meus Filmes Favoritos de 2023

Le gang des bois du temple

English version

Eu publiquei uma versão desta lista regularmente já faz 15 anos e devo admitir que pelos últimos 5 no começo de Dezembro sempre me aparece a mesma dúvida “será que devo aposentar a lista?”. Quando eu comecei a publicá-la em 2008 nos moldes que faço até hoje (filmes dos últimos três anos, vistos pela primeira vez ao longo do ano), o desejo era centrar ela na minha experiência pessoal e deixar de lado ao máximo possível as regras do mercado, o que não deixa de ser um algo fadado ao fracasso até certo ponto. A lógica que rege o discurso cinematográfico contemporâneo meio que garante que no final das contas tudo termina um tanto mercantilizado, uma praga cada vez mais difícil de se evitar. 

Lembro-me do cineasta Pierre Leon sugerindo numa entrevista dar uma distância para que os filmes novos assentem para longe dos discursos em torno deles e talvez devêssemos realmente ver e considerar os filmes de 2023 em 2028, seria mais justo para com eles e mais saudável para nós. Da minha parte eu gosto de fazer listas, gosto do lado lúdico da cinefilia que elas representam, e apesar de ter simpatia pelos argumentos sobre os limites e problemas de cânones, me parece que a melhor solução para eles e tentar imaginar um olhar mais amplo para com o cinema e isto é mais fácil numa prática direta.

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