News of Benny Chan passing away last August came as a shock to all fans of Hong Kong cinema. I wouldn’t count him as one of my favorite local filmmakers or anything, but he was one of the more consistent action directors of the past three decades and his filmography has given me many moments of pleasure through the years. As I often defend that film history shouldn’t be limited to masterpiece hunting, it seems worth to pay some attention to a “minor” filmmaker like Chan. His filmography is a particularly fascinating mirror of the past three decades of local filmmaking as his early work was heavily involved with a few heavy-hitters (Johnnie To, Tsui Hark, Jackie Chan, Jeffrey Lau) and he later would be directly involved with attempts at the more cleaner action style of the early handover years and in the past decade after the local industry raised the white flag and mostly accepted to be assimilated by mainland film industry becomes one of the few filmmakers working with good budgets whose movies from the stars to their idiosyncrasies still suggested Hong Kong cinema first. It is an intriguing movement as midway through Chan’s career his name likely bring to mind to quite a few western fans “the decay of Hong Kong film” with his association with bland young stars, streamlined narratives and the lack of intensity one might associate with Woo or Tsui, as someone who thought people was unkind to Chan at the time, 15 years later he feels far more clear like his own man and if he will probably be more artisan than auteur, he was around Hong Kong sets when a lot of interesting moments and performances happened and that counts for a lot for me.
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Benny Chan – Uma Filmografia Comentada
A notícia da morte de Benny Chan no último mês de agosto pegou a todos os fãs do cinema de Hong Kong de surpresa. Eu não diria que ele era um dos meus diretores locais favoritos ou nada do tipo, mas ele é um dos diretores de filme de ação mais consistentes das últimas três décadas e seus filmes me proporcionaram muitos momentos de prazer. Como sempre defendo que história do cinema não deveria se limitar a caça de obras primas, me parece relevante prestar atenção a um cineasta “menor” como Chan. A sua filmografia é um espelho particularmente fascinante das últimas três décadas do cinema local, já que seus primeiros filmes são muito diretamente associados a alguns figurões (Johnnie To, Tsui Hark, Jackie Chan, Jeffrey Lau) e ele depois estaria diretamente envolvido em tentativas de desenvolver um estilo de ação mais limpo nos primeiros anos após a devolução a China, e na última década depois que a indústria de Hong Kong hasteou a bandeira branca e majoritariamente aceitou ser absorvida pela indústria da China continental, ele se tornou um dos poucos cineastas trabalhando com bons orçamentos cujos filmes das estrelas as suas idiossincrasias ainda sugeriam o cinema de Hong Kong antes de mais nada. É um movimento intrigante já que pela metade da carreira de Chan seu nome provavelmente trazia a cinéfilos ocidentais uma referência direta a “decadência do cinema de Hong Kong” com sua associação a jovens estrelas sem sal, narrativas simplificadas e a falta de intensidade que pode se associar a um Woo ou Tsui, como alguém que achava que se era cruel com Chan naquela época, 15 anos depois ele me parece muito mais claramente um cineasta distinto e se ele será sempre visto mais um artesão do que autor, ele estava em sets de Hong Kong quando muitos momentos e atuações interessantes aconteceram e isto conta bastante para mim.
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Marginal sem Dor
Escrevi essa crítica de Tatuagem para a Cinética quando o filme teve as primeiras exibições públicas no Festival do Rio de 2013, como ele segue muito popular e entrou no Netflix achei boa ideia repostar aqui no blog.
Tatuagem, de Hilton Lacerda, se encerra na estreia de um filme experimental protagonizado pelo grupo de artistas no centro do filme e dirigido por um intelectual amigo deles, mantido sempre às margens da ação. Há um tom agridoce nas imagens deste filme dentro do filme que sugere menos um pastiche deste tipo de cinema do que um último super-8 perdido filmado entre amigos, suas imagens transbordando uma nostalgia que trai o quanto elas só podem pertencer a 2013. São imagens que dizem muito sobre o projeto de cinema de Tatuagem: trata-se, afinal, de um filme que se desdobra sobre um universo visivelmente caro ao seu diretor, que não perde um plano como oportunidade de declarar seu afeto por tudo que transpõe para a tela.
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