Melhores de 2010 – 50-41

Lembrando que como nos últimos anos que o critério é filmes novos (até 3 anos atrás) que eu vi pela primeira vez em 2010  indepedente do lançamento comercial deles.

Menções Honrosas: Abutres (Pablo Trapero), Atração Perigosa (Ben Affleck), O Caçador (Rafi Pitts), O Escritor Fantasma (Roman Polanski), Estrada para Ythaca (Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Guto Parente e Pedro Diogenes), Ex isto (Cao Guimarães), Greenberg (Noah Baumbach), Helsinki Forever (Peter Von Bagh), História Mundana (Anocha Suwichakornpong),Ilha do Medo (Martin Scorsese), Lola (Brillante Mendoza), Man with No Name (Wang Bing), Os Mercenários (Sylvester Stallone),Muhammad and Larry (Albert Mayles e Bradley Kaplan), O Pecado de Hadewijch (Bruno Dumont) Piranha 3D (Alexandre Aja), Predadores (Nimrod Antal), Riscado (Gustavo Pizzi), Símbolo (Hitoshi Matsumoto), Toy Story 3 (Lee Ukrich), Trash Humpers (Harmony Korine), A Última Estrada da Praia (Fabiano de Souza), O Último Romance de Balzac (Geraldo Sarno), Venus Negra (Abdelatif Kechiche), Winning Time (Dan Klores)

50) Me and Orson Welles (Richard Linklater)

Bem melhor que as suas críticas, este filme de Linklater sobre um jovem nas beiradas da produção de Julio César de Orson Welles tem a precisão de execução que mesmo seus filmes menos bem resolvidos apresentam e uma percepção sobre as relações entre teatro e poder que o torna muito mais interessantes que outros exemplares de necrofilia wellesiana.

49) No Crossover (Steve James)


Uma das fontes mais constantes de filmes interessantes ano passado foi a série de documentário 30 on 30 que a ESPN produziu para comemorar seus 30 anos, este filme do Steve James (que realizou o ótimo Hoop Dreams) foi o melhor deles.  James tem uma ótima história como ponto de partida, Allen Iverson, então melhor jogador juvenil de basquete e futebol americano do seu estado, acaba envolvido numa pancadaria com conotações raciais e terminou julgado e condenado a alguns meses de prisão. James, que nasceu e cresceu na mesma cidade que Iverson, constrói um filme menos sobre o julgamento em si, mas sobre a ambivalência que questão social ainda gera na sociedade americana e como ela se amplifica em eventos como este. Ajuda muito que James não tenha grande interesse no bom mocismo liberal que costuma dominar este tipo de material (uma das melhores cenas é do depimento nada simpático da mãe do cineasta) e que próprio Iverson é um destes atletas que a maior parte da opinião pública mantém enorme ambivalência.

48) Overheard (Felix Chong e Alan Mak)


Desde que o sucesso de Infernal  Affairs lhes garantiu considerável liberdade a dupla Chong e Mak vem se especializando em thrillers policiais que buscam explorar o máximo uma nebulosa fronteira moral  (Confession of Pain, Lady Cop & Papa Crook), este Overheard é de longe o melhor deles. Salvo pelo epilogo que praticamente grita a interferência dos censores chineses, Chong e Mak levam ao extremo sua idéia central sobre as conseqüências do divorcio entre moral privada e pública e constroem uma insinuante tensão constante.

47) White Material (Claire Denis)

Um casamento curioso entre as preferências e obsessões habituais de Denis e uma abordagem direta e concreta a uma questão “relevante” que a interessa muito. Menos bem resolvido do que esperamos de Claire Denis, mas frequentemente envolvente e fascinante em ambas as suas pontas.

46) Machete (Robert Rodriguez e Ethan Maniquis)


Disse boa parte do eu me interessava sobre o filma na Cinética, mas Machete confirma que Rodriguez é o que demais próximo o cinema narrativo contemporâneo chega aos primeiros logas de Sergio Leone.

45) Refrões Acontecem como Revoluções numa Canção (John Torres)

Ao mesmo tempo o mais narrativo dos filmes de Torres e o mais estranho também.  Uma bela reflexão confessional sobre as frestas da histórias e as pessoas que passam por elas vinda de um dos cineastas mais subestimados cineastas contemporâneos.

44) Os Outros Caras (Adam McKay)


Assim como os outros veículos para Will Ferrel que McKay dirigiu, Os Outros Caras confortavelmente empurra suas idéias cômicas – seja físicas, seja conceituais – a sua conclusão ridícula inevitável. Mesmo um ponto de partida surrado como o de Os Outros Caras termina engenhoso nas mãos dos dois.

43) Outrage (Takeshi Kitano)


Supostamente o retorno de Kitano ao filme de Yakuza, é na verdade um slasher film “de arte” em que todos os esforços do cineasta se concentrar em encontra maneiras de apresentar assassinatos brutais de formas cada vez mais extremas. Outrage é mais Lucio Fulci que Sonatine, o que é uma outra forma de dizer que Kitano segue obcecado pelas mesmas questões criativas que assombram seus filmes da última meia década só que sem o gancho metalingüístico deles.

42) The Stool Pigeon (Dante Lam)

Depois de uma década decepcionante Dante Lam parece finalmente fazer valer a promessa de Beast Cops (98) com 4 filmes muito interessantes nos últimos 2 anos o mais recente deles é este thriller sobre informantes. The Stool Pigeon exemplifica perfeitamente o que o cinema de Hong Kong sempre fez de melhor: uma grande clareza de propósitos, bons atores (Nick Cheung, Nicholas Tsé), ação fluida e envolvente e uma disposição para fazer qualquer extremo que o material exija.

41) Filme Socialismo (Jean-Luc Godard)


Um filme falado ou o cruzeiro civilizatório por Jean Luc Godard.

2 Comentários

Arquivado em Filmes

2 Respostas para “Melhores de 2010 – 50-41

  1. Daniel

    Como acho os filmes de John Torres?

  2. Filipe Furtado

    Eu vi os 3 longas dele em Cinema (este e a estreia na ostra de Ciuema Filipino este ano e o segundo no Indie em 2008)

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