Carlos (Olivier Assayas,10) – ****
Na Cinética.
Nostalgia da Luz (Patricio Guzman,10) – *
Absolutamente nada neste ensaio do Guzman me interessa e fico com impressão muito ruim que tudo ali é so um gancho desesperado para Guzman poder justificar outro filme sobre Pinochet.
Renegado do Leste (Sharunas Bartas,10) – **
Bartas segue filmando com grande elegância, mas aqui constrói um pequeno filme B incapaz de sustentar o peso que seu autor deposita nele.
Terça, Depois do Natal (Radu Muntean,10) – *****
Muntean pega sua trama básica (homem precisa decidir entre a esposa e a amante) e o naturalismo que já esperamos do cinema romeno e constrói um filme onde o olhar apurado levanta uma tensão digna de thriller. Os dois filmes anteriores do cineasta (The Paper Will Be Blue e Boogie) eram bem interessantes, mas este Terça, Depois de Natal é muito melhor.
Buraco Negro (Gilles Marchand,10) – *
Na Cinética.
O Errante (Avishai Sivan,10) – *
O de sempre do cinema de arte contemporâneo.
Malu de Bicicleta (Flavio Tambellini,10) – *
Na Cinética.
Trampolim do Forte (João Rodrigo Mattos,10) – **
Na Cinetica.
Memórias de Xangai (Jia Zhang-ke,10) – ***
Temo que minha reação diante destes filmes recentes de Jia seja similar a que outros tem diante do Kiarostami pós Vento nos Levará: por mais que eu admire fica a impressão constante de que o cineasta optou por uma camisa de força que limita muito seu talento. Ao menos, este é melhor que 24 City.
Machete (Robert Rodriguez/Ethan Maniquis,10) – ****
Na Cinética.
Santos Dumont: pré cineasta? (Carlos Adriano,10) – ***
È sempre curiosa a experiência de festival que aproxima filmes improvaveis. Neste caso, assistir este primeiro longa de Carlos Adriano após muitos curtas de interesse logo após Robert Rodriguez e notar como a apropriação que ele faz de Santos Dumont e o primeiro cinema neste ensaio sobre invenção coloca-o muito mais próximo de um filme como Machete do que os fãs de ambos gostariam.
Como Esquecer (Malu de Martino,10) – 0
Deveria se chamar “Quero Esquecer”. Teria sido insuportável não fossem as muitas piadas que eu e o Eduardo Valente soltamos durante a sessão.
Copia Fiel (Abbas Kiarostami,10) – ****
A despeito de todos os comentários sobre o retorno de Kiarostami a narrativa e comparações com cineastas diversos como Rossellini e Linklater, este é essencialmente uma extensão dos experimentos recentes do cineasta iraniano, só que com dois atores como seus objetos em fluxo.
Tio Bonmee que se lembra das suas vidas passadas (Apichatpong Weerasethakul,10) – *****
Joe oficialmente atravessa a barreira Manoel de Oliveira onde comentar seus filmes parece uma atividade desnecessária. Os momentos de deslumbramento se acumulam.
Tô doido pra ver Memórias de Xangai.
24 city é a maior merda que já vi recentemente.