Operação Valquiria (Bryan Singer,08)

Bryan Singer é um cineasta de virtudes modestas, mas elas lhe servem bem neste eficiente thriller histórico. Há um tom solene por vezes excessivo, mas que também sugere uma contenção bastante funcional. Singer é especialmente eficaz ao sugerir as diferentes maneiras com que o fluxo de informações trabalha a favor e contra o golpe. Por exemplo como o golpe depende do fato de Hitler acreditar que o personagem de Cruise seja algum oficial-modelo ajudado certamente por informações filtrados (que Singer nunca se esforce em por grande ênfase nisso colabora com o filme). No geral Operação Valquíria esta mais ocupado em desenvolver a mecânica da ação e a de gerar suspense a partir de ações pré determinadas (o filme por vezes se assemelha a um filme desastre na sua lógica). Como disse é um filme modesto e funcional e não há nenhum demérito nisso.

4 Comentários

Arquivado em Filmes

4 Respostas para “Operação Valquiria (Bryan Singer,08)

  1. Dos 4 filmes que vi dele (os dois x-men e o superman, mais Valquíria) esse é o melhor. No texto que escrevi recentemente sobre o filme, sugiro que este seria o ponto + alto de sua carreira e que, de algum modo ele parece confirmar um interesse autoral na figura do heroi, do sacrifício. Inevitavelmente, um filme sobre um heroi que falha – o que já é uma virada na sequência que ele trazia de figuras que vem dos quadrinhos e que, mesmo que falhem, vencem ao final. Mais curioso: um heroi que depende fisicamente dos outros. Lembrar que ele pauta insistentemente a dependência de Stauffenberg: ele precisa de um assistente, precisa que alguém digite por ele, mesmo que seu tom seja de certa altivez que indica não gostar desta dependência, obviamente.

    Se Singer não é exatamente um mestre nos planos, me parece que ele vai bem na direção de atores e cuidado com a montagem. A firmeza do elenco e a cena do atentado ficaram mt boas.

    abração.

  2. Miguel Marías

    Más vale ver el film que hizo Pabst en Alemania en 1955, “Sucedió el 20 de julio”, reeditado en España en DVD. Como tantos “remakes” (y es lo menos el tercero), no se ve que hiciera falta alguna, y menos para contar la historia peor, con menos economía narrativa y más tendencia a “blanquear sepulcros”.
    Miguel Marías

  3. Filipe Furtado

    Miguel, o Daniel Caetano do blog Passarim já tinha destacado que era uma pena que nenhuma das pequenas distribuidoras daqui tivessem se aproveitado da oportunidade para lançar o filme do Pabst por aqui. Tenho bastante curiosidade de ver-lo. Confesso que meu conhecimento de cinema alemão entre o exilio de Lang e Ophuls e o retorno de Lang é vergonhoso.

  4. Miguel Marías

    Filipe, el tuyo, el mío y el de casi todo el mundo (incluidos alemanes). Pero hay algunas cosas muy notables, sobre todo el único film de Peter Lorre, los Käutner, algún Pabst, Siodmak.
    Miguel Marías

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