
Amazing Grace
(English version here)
Os critérios da lista são os mesmos de sempre filmes vistos ao longo de 2019 cuja primeira exibição pública aconteceu nos últimos três anos. A ordem não significa grande coisa um filme no #37 é um filme que eu gostei mais do que o #57, mas não necessariamente menos que 0 #34 ou mais que o #40. Para além de todos esses, vale muito destacar Amazing Grace a missa gospel da Aretha Franklin que Sydney Pollack filmou em 1972 mas só foi montado agora. Não achei que caberia na lista mas é um espetáculo para bem além de um filme concerto. Uma questão de fé.

Above the Rain
O melhor curta que vi este ano foi Above the Rain do Ken Jacobs seguido de perto pelo A Leaf is the Sea is a Theater do Jonathan Schwartz. Alguns outros destaques: ________ (Kyle Faulkner), The Fountains of Paris (Stephen Broomer), The Marshall’s Two Executions (Radu Jude), Music from the Edge of the Allegheny Plateau (Kevin Jerome Everson), Shakti (Martin Rejtman), Two Basilicas (Heinz Emigholz), Vever (for Barbara) (Deborah Stratman), X-Manas (Clarissa Ribeiro). E também 1986 Summer (Toshio Matsumoto) exibido pela primeira vez recentemente.
100) Segunda Vez (Dora Garcia)

A história (no caso da Argentina, mas também a latino-americana e do terceiro mundo como um todo) como uma série de ecos. O trabalho de montagem de Garcia aqui é excepcional.
99) L’Empereur de Paris (Jean-François Richet)

De longe melhor filme de super-herói do ano. Mais bem resolvido dos filmes de indústria do Richet e a recriação de Paris de Napoleão é ótima.
98) In Like Flynn (Russell Mulcahy)

Poucos depois de se tornar famoso Errol Flynn escreveu uma autobiografia sobre seus tempos de marinheiro na Australia com a clara intenção de misturar vida e imagem e essa adaptação de Mulcahy toma a deixa de Flynn num filme que parece sair de qualquer década de cinema menos essa. Mulcahy segue um dos melhores estilistas do mainstream.
97) Casa (Leticia Simões)

Intimo, mas com uma visão panorâmica. Partindo do retrato da história familiar Simões consegue traçar uma história de Brasil dos últimos anos da escravidão até o lulismo. A mãe é uma das melhores personagens do cinema brasileiro recente e o filme tem uma potencia nos conflitos entre as três personagens que nossas ficções recentes raramente alcançam.
96) Varda por Agnes/Varda par Agnés (Agnés Varda, Didier Rouget)

Varda sai de cena. Como boa parte da última parte da obra de Varda é um filme que parte dela mesma até chegar ao mundo. Você começa pensando, “mas ela já fez As Praias de Agnes” e na altura das cenas finais pensa, “mas ainda bem que ela fez este também”.
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