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	<title>Anotacões de um Cinéfilo</title>
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		<title>Anotacões de um Cinéfilo</title>
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		<title>Anos 2000</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 21:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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		<description><![CDATA[A Liga dos Blogues vai fazer uma lista dos melhores da década passada e pediu minha colaboração. Como curto a pratica de organizar listas, especialmente porque me faz pensar e sistematizar os meus favoritos de alguma forma (e também porque &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/05/09/anos-2000/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1454&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1455" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/vai-e-vem.jpg"><img class="size-full wp-image-1455" alt="Vai e Vem, de João Cesar Monteiro" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/vai-e-vem.jpg?w=500&#038;h=273" width="500" height="273" /></a><p class="wp-caption-text">Vai e Vem, de João Cesar Monteiro</p></div>
<p>A Liga dos Blogues vai fazer uma lista dos melhores da década passada e pediu minha colaboração. Como curto a pratica de organizar listas, especialmente porque me faz pensar e sistematizar os meus favoritos de alguma forma (e também porque se tenho somente uma curiosidade histórica por listas coletivas, adoro explorar listas individuais), gastei mais tempo do que habitual nesta muito porque o período coberto nela é o da minha primeira década como crítico.</p>
<p>Duas coisas me saltaram aos olhos depois do exercício. Primeiro é que a despeito do chorume habitual sobre a pobreza do cinema contemporâneo a quantidade de filmes que deixei de fora mesmo com duas listas de apoio foi enorme. A outra é como a lista se concentrou entre 2000 e 2003, nenhuma ideia se é reflexo de um momento especialmente rico na produção ou simplesmente efeito pessoal de coincidir com o momento em que me mudei para São Paulo e passei a ter acesso mais fácil a um numero maior de filmes.</p>
<p><span id="more-1454"></span></p>
<div id="attachment_1456" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/injurytoone.jpg"><img class="size-full wp-image-1456" alt="An Injury to One, de Travis Wilkerson" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/injurytoone.jpg?w=500&#038;h=382" width="500" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">An Injury to One, de Travis Wilkerson</p></div>
<p>Curtas e médias: L&#8217;origine du XXIème siècle (Jean-Luc Godard/Anne-Marie Mieville, 2000), Outer Space (Peter Tscherkassky, 2000), Teenage Hooker Become a Killing Machine in Daehakno (Gee-woong Nam, 2000), Uma Hora a Mais Com Você (Alina Marazzi, 2002), An Injury to One (Travis Wilkerson, 2002), Lifeline (Victor Erice, 2002), Mods (Serge Bozon, 2002), Chat Perches (Chris Marker, 2004),  man.road.river (Marcellvs L., 2004), Homecoming (Joe Dante, 2005),  Phantom Limb (Jay Rosenblatt, 2005),  Capitalism: Child Labor (Ken Jacobs, 2006),  Rapace (João Nicolau, 2006), At Sea (Peter Hutton, 2007),  Profit Motive and the Whispering Wind (John Gianvito, 2007), Suicidal Variations (Gok Kim/Sun Kim, 2007),  Visitors (Giulio Questi, 2007), Correspondances (Eugene Green, 2008), Le Genou D&#8217;Artemide (Jean Marie Straub, 2008), L&#8217;Idiot (Pierre Leon, 2008).</p>
<div id="attachment_1457" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/domino.jpeg"><img class="size-full wp-image-1457" alt="Domino, de Tony Scott" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/domino.jpeg?w=500&#038;h=208" width="500" height="208" /></a><p class="wp-caption-text">Domino, de Tony Scott</p></div>
<p>Menções honrosas: Esther Kahn (Arnaud Desplachin, 2000), The House of Mirth (Terence Davies, 2000), O Tempo e a Maré (Tsui Hark, 2000), From the Queen to the Chief Executive (Herman Yau, 2001), A Inglesa e o Duque (Eric Rohmer, 2001), Pistol Opera (Seijun Suzuki, 2001), Eternamente Sua (Apichatpong Weerasethakul, 2002), Femme Fatale (Brian De Palma, 2002), Adeus Dragon Inn (Tsai Ming Liang, 2003), O Prisioneiro da Grade de Ferro (Paulo Sacramento, 2003), A Dama de Honra (Claude Chabrol, 2004), Domino (Tony Scott, 2004), Kung Fu Hustle (Stephen Chow, 2004), Oh Uomo! (Yervant Genikian/Angela Ricci-Lucchi, 2004), Marcas da Violência (David Cronenberg, 2005), Maria (Abel Ferrara, 2005),  Miami Vice (Michael Mann, 2005),  O Hospedeiro (Bong Joon-Ho, 2006),  Lady Chatterley (Pascale Ferran, 2006),  A Short Film About Indio Nacional (Raya Martin, 2006),  When the Levees Broke (Spike Lee, 2006),  Não Toque no Machado (Jacques Rivette, 2007), United Red Army (Koji Wakamatsu, 2007), O Canto dos Pássaros (Albert Serra, 2008), Diário dos Mortos (George Romero, 2008), Gran Torino (Clint Eastwood, 2008), Histórias Extraordinárias (Mariano Lliñas, 2008),  Un Lac (Philippe Grandrieux, 2008), A Familia Wolberg (Axelle Ropert, 2009), Let Each One Go Where He May (Ben Russell, 2009).</p>
<div id="attachment_1459" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/as-i-was-moving-ahead-occasionally-i-saw-brief-glimpses-of-beauty.jpg"><img class="size-full wp-image-1459" alt="As I was Moving Ahead Ocasionaly I Saw Brief Glimpses of Beauty, de Jonas Mekas" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/as-i-was-moving-ahead-occasionally-i-saw-brief-glimpses-of-beauty.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">As I was Moving Ahead Ocasionaly I Saw Brief Glimpses of Beauty, de Jonas Mekas</p></div>
<p><strong>As I was Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty (Jonas Mekas, 2000)</strong><br />
É o título mais bonito da história do cinema, e o filme mais do que o justifica. O cotidiano como política, uma lição sobre viver.</p>
<p><strong>Caminho sem Volta (James Gray, 2000)</strong><br />
James Gray retoma o drama, acredita que o único caminho possível para tratar do mundo contemporâneo é contar histórias morais sobre família e comunidade. Caminho sem Volta é novo e vital justamente por ser a primeira vista um filme tão velho.</p>
<p><strong>As Coisas Simples da Vida (Edward Yang, 2000)</strong><br />
Sempre detestei o título nacional do filme, já que nada nele é simples e do aparentemente banal Yang sempre chega ao fantástico. É uma pena que o sucesso do filme na época não levou a uma redescoberta maior da obra de Yang, ainda o grande cineasta desconhecido da sua geração.</p>
<p><strong>Plataforma (Jia Zhang Ke, 2000)</strong><br />
O que Jia Zhang-ke promove é um corpo a corpo físico com a história com poucos equivalentes. Mais do que a história vista pela porta dos fundos, uma história sentida, uma experiência.</p>
<p><strong>Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)</strong><br />
Lembro-me de que vi o Lynch em pré estreia num fim de semana e que por grande coincidência Crepúsculo dos Deuses passava na Cinemateca e assim como o filme do Wilder, Lynch realiza o perfeito melodrama de horror sobre a Hollywood de sua época.</p>
<div id="attachment_1460" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/libertad.jpg"><img class="size-full wp-image-1460" alt="La Libertad, de Lisandro Alonso" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/libertad.jpg?w=500&#038;h=366" width="500" height="366" /></a><p class="wp-caption-text">La Libertad, de Lisandro Alonso</p></div>
<p><strong>La Libertad (Lisandro Alonso, 2001)</strong><br />
Provavelmente o filme mais influente da década. Muitos se reaproveitaram do exercício de auto-ficção de Alonso, mas nenhum dos imitadores tem algo tão expressivo quanto o lenhador Misael sorrindo cumplice para a câmera.</p>
<p><strong>Onde Jaz Seu Sorriso? (Pedro Costa, 2001)</strong><br />
O documentário de Costa sobre o casal Straub a remontar Sicilia!  é meu favoritos entre seus filmes. O romance mais tocantes da última década, uma das suas comédias mais engraçadas e uma lição de cinema.</p>
<p><strong>A Hora da Religião (Marco Bellocchio, 2002)</strong><br />
No cinema de Bellocchio fica a pergunta constante “como manter um olhar progressista numa sociedade eminentemente conservadora?”. Se Olhos na Boca tratava de repensar De Punhos Fechados no começo dos anos 80, A Hora da Religião faz o mesmo com os filmes anteriores em 2002.</p>
<p><strong>Dez (Abbas Kiarostami, 2002)</strong><br />
Dez foi um filme tão importante para mim à época que escrevi quatro textos diferentes sobre ele no espaço de um ano, uma década depois permanece para mim não só uma das melhores expressões do gesto de Kiarostami de chegar depois do terremoto, como um dos filmes mais essências e politico sobrea imagem cinematográfica na virada do século.</p>
<p><strong>Pulse (Kiyoshi Kurosawa, 2002)</strong><br />
O fim do mundo é só um jovem solitário desaparecendo nas sombras. Aterrador como pouquíssimos filmes de horror pois seu mal estar está tão próximo de nós.</p>
<div id="attachment_1461" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/oeste.jpg"><img class="size-full wp-image-1461" alt="A Oeste dos Trilhos, de Wang Bing" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/oeste.jpg?w=500&#038;h=385" width="500" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">A Oeste dos Trilhos, de Wang Bing</p></div>
<p><strong>A Oeste dos Trilhos (Wang Bing, 2003)</strong><br />
De A Oeste dos Trilhos mencionasse sempre a longuíssima duração, mas o que mais me fascina é a forma como acha imagens únicas em que ocaso daquele distrito parece menos um documentário do que uma ficção cientifica. Por sinal um belo filme a se retornar dada a cada vez mais tacanha lógica desenvolvimentista do nosso governo.</p>
<p><strong>Um Filme Falado (Manoel de Oliveira, 2003)</strong><br />
Entre as muitas obras primas que Oliveira produziu na década passada, a minha favorita. O cruzeiro civilizatório de Oliveira vai da permanência das ruinas fazer a arqueologia de uma Europa muito contemporânea.</p>
<p><strong>Los Angeles Plays Itself (Thom Andersen, 2003)</strong><br />
O melhor trabalho crítico sobre cinema dos anos 2000. Todos aqueles que desejam fazer cinema deveriam ver o filme de Andersen ao menos uma vez, porque ao final dele saímos com uma consciência muito maior sobre a nossa responsabilidade sobre os espaços que filmamos.</p>
<p><strong>Vai e Vem (João Cesar Monteiro, 2003)</strong><br />
Creio que não haveria sessão dupla mais afirmativa do que uma formada pelos filmes de Mekas e do Monteiro, ambos testamentos de grandes artistas e ambos filmes em que sua essência procuram uma imagem que traduza um modo de vida. Vai e Vem é um filme que diz assim viveu este homem, nada mais justo.</p>
<p><strong>Amantes Constantes (Philippe Garrel, 2005)</strong><br />
De certa forma é mesmo um filme de Garrel para quem não tem muita paciência para o cinema de Garrel, mas cada imagem, cada rosto e gesto permanece conosco muito depois da projeção, memória pessoal dissolvida no plano cinematográfico.</p>
<div id="attachment_1463" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1463" alt="Conto de Cinema, de Hong Sang-soo" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/05/taleofcinema.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Conto de Cinema, de Hong Sang-soo</p></div>
<p><strong>Conto de Cinema (Hong Sang-soo, 2005)</strong><br />
Do Poder da Provincia de Kangwon até A Visitante Francesa, Hong segue o mais consistente grande cineasta dos últimos quinze anos. Conto de Cinema me parece o ponto exato de equilíbrio entre a crueza inicial dos seus primeiros longas e o cada vez mais consciente jogo de espelhos dos filmes posteriores.</p>
<p><strong>Eleição 2 (Johnnie To, 2006)</strong><br />
O jogo político como uma descida desenfreada para o barbarismo. Merecia seu lugar na lista nem que fosse por aquele momento magnifico em que um homem é apunhalado enquanto assisti ao filho correr em direção ao crime.</p>
<p><strong>Medos Privados em Lugares Públicos (Alain Resnais, 2006)</strong><br />
De certa forma o ponto limite de todo o impressionismo realista da fase pós Melo de Alain Resnais. Seus personagens perdidos em meio a espaços de um artificio cartunesco tão grandiosos a sua maneira quanto às externas de um western.</p>
<p><strong>Na Cidade de Sylvia (José Luis Guerín, 2007)</strong><br />
O cineasta em transito viaja ao coração da Europa para refilmar Vertigo pela perspectiva dos Lumiere.</p>
<p><strong>RR (James Benning, 2007)</strong><br />
Não há nada mais cinematográfico do que um trem em movimento.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1454/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1454/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1454&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lincoln na Cahiers</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2013 18:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Eduardo Valente estava atrás de um espaço para reproduzir a cobertura do Cahiers para o Lincoln do Spielberg e eu ofereci o blog.  São dois artigos mais uma entrevista com o Tony Kushner em francês. Para aumentar o tamanho &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/02/26/lincoln-na-cahiers/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1439&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Eduardo Valente estava atrás de um espaço para reproduzir a cobertura do Cahiers para o Lincoln do Spielberg e eu ofereci o blog.  São dois artigos mais uma entrevista com o Tony Kushner em francês. Para aumentar o tamanho das imagens é só clickar nelas.</p>
<p><span id="more-1439"></span></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1440" alt="Lincoln1" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln1.png?w=500&#038;h=665" width="500" height="665" /></a></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1441" alt="Lincoln2" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln2.png?w=500&#038;h=695" width="500" height="695" /></a></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln3.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1442" alt="Lincoln3" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln3.png?w=500&#038;h=440" width="500" height="440" /></a></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln4.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1443" alt="Lincoln4" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln4.png?w=500&#038;h=671" width="500" height="671" /></a></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln5.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1444" alt="Lincoln5" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln5.png?w=500&#038;h=365" width="500" height="365" /></a></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln6.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1445" alt="Lincoln6" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln6.png?w=500&#038;h=445" width="500" height="445" /></a></p>
<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln7.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1446" alt="Lincoln7" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/02/lincoln7.png?w=500&#038;h=362" width="500" height="362" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1439/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1439/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1439&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Algumas listas</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2013 01:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Listas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anotacoescinefilo.com/?p=1434</guid>
		<description><![CDATA[Como sempre a edição de janeiro da Film Comment vem acompanhada de listas de melhores do ano de muita gente boa. Separei algumas: Thom Andersen Attenberg (Athina Raqchel Tsangari) O Cavalo de Turim (Bela Tarr) Era uma Vez na Anatolia &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/01/30/algumas-listas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1434&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1435" alt="holy_motors" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/holy_motors.jpg?w=500&#038;h=282" width="500" height="282" /></p>
<p>Como sempre a edição de janeiro da Film Comment vem acompanhada de listas de melhores do ano de muita gente boa. Separei algumas:</p>
<p>Thom Andersen</p>
<p>Attenberg (Athina Raqchel Tsangari)<br />
O Cavalo de Turim (Bela Tarr)<br />
Era uma Vez na Anatolia (Nuri Bilge Ceylan)<br />
The Forgotten Space (Allan Sekula e Noel Burch)<br />
O Garoto da Bicicleta (Jean-Pierre e Luc Dardenne)<br />
Gerard Richter Painting (Corinna Belz)<br />
Isto Não é um Filme (Jafar Panahi)<br />
Jean Gentil (Israel Cardenas e Laura Amelia Guzman)<br />
Robinson in Ruins (Patrick Keiller)<br />
Tabu (Miguel Gomes)</p>
<p>Anton Dolin</p>
<p>1)O Mestre (Paul Thomas Anderson)<br />
2)Eternal Homecoming (Kira Muratova)<br />
3)Holy Motors (Leos Carax)<br />
4)Prometheus (Ridley Scott)<br />
5)Gebo e a Sombra (Manoel de Oliveira)<br />
6)Amor (Michael Haneke)<br />
7) Paradise:Faith (Ulrich Seidl)<br />
8)Skyfall (Sam Mendes)<br />
9)Mud (Jeff Nichols)<br />
10)O Segredo da Cabana (Drew Godard)</p>
<p>Marco Grosoli</p>
<p>1) Vous n&#8217;avez encore rien vu (Alain Resnais)<br />
2)To the Wonder (Terrence Mallick)<br />
3)Florentina Hubaldo, TCE (Lav Diaz)<br />
4)Holy Motors<br />
5)Eternal Homecoming<br />
6)Cosmopolis (David ronenberg)<br />
7)A Bela que Dorme (Marco Bellocchio)<br />
8)The Millenium Rapture (Koji Wakamatsu)<br />
9)Tabu<br />
10)J Edgar (Clint Eastwood)</p>
<p><span id="more-1434"></span></p>
<p>Shigehiko Hasumi</p>
<p>Cavalo de Guerra (Steven Spielberg)<br />
Correspondência (Jonas Mekas e Jose Luis Guerin)<br />
Holy Motors<br />
J Edgar<br />
Moonrise Kingdom (Wes Anderson)<br />
Outrage Beyond (Takashi Kitano)<br />
Penance (Kiyoshi Kurosawa)<br />
Playback (Sho Miyake)<br />
Twixt (Francis Ford Coppola)<br />
Um Verão Escaldante</p>
<p>J. Hoberman</p>
<p>1) O Mestre<br />
2) A Hora Mais Escura<br />
3)Alem das Montanhas (Cristian Mungiu)<br />
4)Tabu<br />
5)Almayer’s Folly (Chantal Akerman)<br />
6)Leviathan(Lucian Castaing-Taylor e Verena Paravel)<br />
7)Cosmopolis<br />
8)A Toda Prova (Steven Sorderbergh)<br />
9)Beasts of The Southern Wild (Benh Zeitlin)<br />
10)Moonrise Kingdom</p>
<p>Alexander Horwath</p>
<p>1)O Mestre<br />
2) Anton’s Right Here (Lyubov Arkus)<br />
3)Aprés Mai (Olivier Assayas)<br />
4)Holy Motors<br />
5)Leviathan<br />
6)O Soma o Redor (Kleber Mendonça Filho)<br />
7)All Divide Selves(Luke Fowler)<br />
8)Tabu<br />
9)Amor<br />
10)Paradise: Love</p>
<p>Kent Jones</p>
<p>A Toda Prova<br />
Aprés Mai<br />
Beasts of the Southern Wild<br />
Bernie (Richard Linklater)<br />
Holy Motors<br />
In the Stone House (Jerome Hiler)<br />
Lincoln (Steven Spielberg)<br />
O Mestre<br />
Moonrise Kingdom<br />
small roads (James Benning)</p>
<p>Gabe Klinger</p>
<p>American Falls (Phil Solomon)<br />
differently. Molussia (Nicolas Rey)<br />
Leviathan<br />
Monument Film (Peter Kubelka)<br />
Nightfall (James Benning)<br />
Rua Aperana 52 (Julio Bressane)<br />
Tabu<br />
Three Sisters (Wang Bing)<br />
To The Wonder<br />
A Ultima Vez que Vi Macau (João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata)</p>
<p>Robert Koehler</p>
<p>1)Tabu<br />
2)Leviathan<br />
3)Django Livre<br />
4)Holy Motors<br />
5)O Som ao Redor<br />
6)Margaret (corte extendido)<br />
7)O Mestre<br />
8)Argo<br />
9)Room 237<br />
10)Sightseers (Ben Wheatley)</p>
<p>Jean-Marc Lalanne</p>
<p>1)Holy Motors<br />
2)Tabu<br />
3)Looper<br />
4)In Another Country<br />
5)Amor<br />
6)O Gebo e a Sombra<br />
7)Adeus Minha Rainha (Benoit Jacquot)<br />
8)Damsels in Distress (Whit Stillman)<br />
9)A Era Atômica (Helena Klotz)<br />
10)Camille Outra Vez (Noémie Lvovsky)<br />
ex Aequo: Poder sem Limites (Josh Trank)</p>
<p>Olaf Moeller</p>
<p>Filmes do ano:<br />
The Capsule (Athina Raqchel Tsangari)<br />
Spring Breakers (Harmony Korine)</p>
<p>Anton’s Right Here<br />
Barberian Sound Studio (Peter Strickland)<br />
Cosmopolis<br />
Delhi Dance (Ivan Vyrypaev)<br />
Democracy under Attack – An Intervention<br />
11/25 – O Dia em que Mishima Escolheu seu Destino (Koji Wakamatsu)<br />
Paradise: Faith<br />
Syrakus (Klaus Wyborny)<br />
To the Wonder<br />
Tricked (Paul Verhoeven)</p>
<p>Nicolas Rapold</p>
<p>Abendland (Nikolaus Greyhalter)<br />
Cosmopolis<br />
Era Uma Vez na Anatolia<br />
Estudante (Darezhan Omyrbayev)<br />
A Hora Mais Escura<br />
Isto Não é um Filme<br />
Leviathan<br />
Lincoln<br />
O Mestre<br />
Moonrise Kingdom</p>
<p>Jonathan Rosenbaum</p>
<p>1)Amor<br />
2)Tabu<br />
3)O Mestre<br />
4)Barberian Sound Studio<br />
5)Na Neblina (Sergei Losnitza)<br />
6)Hoje (Alain Gomis)<br />
7)Killing Them Softly (Andrew Dominik)<br />
8)Cosmopolis<br />
9)Barbara<br />
10)The Wall (Julian Posler)</p>
<p>Manuel Yañez-Murillo<br />
1)Cosmopolis<br />
2)A Bela que Dorme<br />
3)The Deep Blue Sea<br />
4)Dress Rehearsal for Utopia (Andrea Duque)<br />
5)Gebo e a Sombra<br />
6)January 2012 (or the apotheosis of Isabel the catholic) (Los Hijos)<br />
7)Like Someone in Love<br />
8)O Mestre<br />
9)Passion (Brian De Palma)<br />
10)Spring Breakers</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1434/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1434/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1434&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Da valoração do exploitation</title>
		<link>http://anotacoescinefilo.com/2013/01/22/da-valoracao-do-exploitation/</link>
		<comments>http://anotacoescinefilo.com/2013/01/22/da-valoracao-do-exploitation/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2013 01:32:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Observações]]></category>
		<category><![CDATA[Django Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Mandingo]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou escrever sobre Django para a Cinética, mas é difícil ao ler boa parte do que se produziu sobre o filme (aqui, mas também lá fora) não notar como certa preguiça por vezes se apodera do discurso crítico, especialmente na &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/01/22/da-valoracao-do-exploitation/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1431&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/mandingo1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1432" alt="Mandingo1" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/mandingo1.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></a></p>
<p>Vou escrever sobre Django para a Cinética, mas é difícil ao ler boa parte do que se produziu sobre o filme (aqui, mas também lá fora) não notar como certa preguiça por vezes se apodera do discurso crítico, especialmente na forma como se adota certas lógicas fáceis que acompanham o marketing do filme. 90% do que se escreveu sobre o filme parece bater na tecla de que se trata de uma sátira/homenagem ao faroeste italiano a começar pelo filme homônimo do Sergio Corbucci. Não deixa de ser curioso notar que não houve nem de longe a mesma insistência em conectar o mais bem visto Bastardos Inglórios com o filme do Enzo Castellari que lhe emprestava o nome, por sinal o protagonista daquele filme Bo Svenson está em Bastardos tanto quando Franco Nero neste, mas sem receber um décimo da atenção. Django Livre tem certamente sua dose de faroeste italiano (especialmente na sua primeira metade), mas descrevê-lo como tal é uma considerável má representação do que o filme tenta ser. É pegar algumas referencias e elementos de superfície e trata-los como se representassem o filme como um todo. Assim como Kill Bill e A Prova de Morte, Django Livre tem uma estrutura dual e a segunda parte do filme só é um western na medida em que a maior parte dos filmes históricos passados nos interior dos EUA por volta de 1860 costuma ser classificada como tal. É muito mais próxima dos dramas exploit de escravidão dos anos 60/70 do que qualquer um dos Sérgios (a critica do Sérgio Alpendre para a Interlúdio, de longe o melhor texto publicado por aqui sobre o filme, ao menos menciona Mandingo do Fleischer), mas estes filmes não tem o mesmo valor dos faroestes (eles são por demais incômodos para receberem o tratamento crítico dispensado hoje em dia aos italianos) e boa parte do discurso crítico a respeito das referencias de Tarantino frequentemente se confunde com consumo. É muito mais fácil retomar aos filmes italianos e fazer de conta que Django Livre é algum mash up de faroeste spaghetti e blaxploitation, as referencias são óbvias e já mais ou menos canonizadas,  e torna também o filme muito mais fácil delidar seja a favor ou contra.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1431/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1431/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1431&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Mandingo1</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pina Bausch, Wenders, Akerman e o produto cultural</title>
		<link>http://anotacoescinefilo.com/2013/01/15/pina-bausch-wenders-akerman-e-o-produto-cultural/</link>
		<comments>http://anotacoescinefilo.com/2013/01/15/pina-bausch-wenders-akerman-e-o-produto-cultural/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 07:15:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Observações]]></category>

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		<description><![CDATA[NB: You often set bodies in states of pure survival, what they do when cold, when hungry, when threatened, where they get the resources to bear it physically. Your films often gauge the concrete strength of bodies.  CA: Yes, but &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/01/15/pina-bausch-wenders-akerman-e-o-produto-cultural/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1428&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/pina.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1429" alt="a" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/pina.png?w=500"   /></a></p>
<p><em>NB: You often set bodies in states of pure survival, what they do when cold, when hungry, when threatened, where they get the resources to bear it physically. Your films often gauge the concrete strength of bodies.<b> </b></em></p>
<p><em> CA: Yes, but also the joy of expending energy; I love to dance, it’s like a drug, a liberation of all the bonds of pleasure – yes, as you say, definitely related to sexuality, but not only sexuality.</em></p>
<p><em> NB: However, that’s not what your film on Pina Bausch is about.</em></p>
<p><em> CA: No. At first, I had been dazzled, I only saw the beauty, the aestheticism. But in making a film on her, I understood that in fact she makes you take pleasure in her sadism through formal beauty. But she’s a great artist.</em></p>
<p><em> NB: Isn’t the very principal of mise en scène intrinsically sadistic, to put bodies at your disposal and take pleasure in them?</em></p>
<p><em> CA: No, it’s not the same thing because it goes through the image. On stage, we see the body in real life. And in the same moment. The cinema is both at the time now, the day when you’re watching the film, but also the moment when the film was made. No, it’s not the same thing at all. And moreover, for her, the actors fall down, throw themselves against the walls, for instance – but it’s through the form, her aestheticism, that we take pleasure in it.</em></p>
<p><em> She talks with a soft, gentle voice. She’s a guru, nobody dares to say anything. For each show, she takes notes, she bandies words, the dancers give themselves over to improvisation. And she works up a montage, an assemblage of what interests her. She dominates completely, with a sweet voice that’s worse than a fistfight. In 1973, ‘Psychoanalysis and Politics’ with Antoinette Fouque – it boils down to the same thing. She would psychoanalyse you savagely and almost kill you. Many mistaken ideas held reign after May ’68; for example, there were many Jewish Maoists, I don’t know how it was possible, I never believed in any ideology. After Stalin and the camps, you know for sure that an ideology leads to the worst. Even if it seems beautiful and good and like just a theory.</em></p>
<p>Semana passada conversava com um amigo sobre o Pina do Wenders, filme que tanto eu como ele nutrimos pouca simpatia, quando ele me perguntou se eu conhecia o média que Chantal Akerman rodara sobre Pina Bausch. Fui atrás de ver o filme este fim de semana e Un jour Pina m’a Demandé faz um contraste muito forte com o elogiado filme do cineasta alemão. É algo que fica claro nesta longa passagem de uma entrevista sobre a carreira de Akerman que Nicole Brenez realizou com ela ano passado, especialmente quando Akerman aponta que a experiência de realizar um filme sobre Bausch transformou seu olhar sobre a obra dela, uma experiência que presume de principio que exista um olhar algo que o Pina de Wenders dispensa por  completo (Wenders a muito deixou de olhar imagens para somente consumi-las).  Un jour Pina m’a Demandé mostra coreografia de forma muito mais recortada, mas a nele uma atenção para o corpo e sobretudo para o esforço de cada membro da equipe de Bausch para realizar cada movimento pedido por ela que a torna muito mais expressiva. Uma atenção ao processo, uma admissão de que a beleza tem um custo, que nasce de algum lugar (na visão de Akerman, o sadismo de Bausch) que a torna muito mais que uma série de imagens bonitas para bom consumo da plateia do Reserva Cultural.  É a velha questão de ponto de vista: Akerman oferece um olhar, Wenders somente um produto cultural.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1428/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1428&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Filipe Furtado</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/pina.png" medium="image">
			<media:title type="html">a</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Melhores de 2012 (25-1)</title>
		<link>http://anotacoescinefilo.com/2013/01/06/melhores-de-2012-25-1/</link>
		<comments>http://anotacoescinefilo.com/2013/01/06/melhores-de-2012-25-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2013 22:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Listas]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro um pequeno adendo: esqueci de incluir nas menções honrosas Lomge do Afeganistão, filme organizado pelo John Gianvito cujo todo é mais forte do que suas partes irregulares e que inclui um episódio (Fragments of Dissolution do Travis Wilkerson) que &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/01/06/melhores-de-2012-25-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1398&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro um pequeno adendo: esqueci de incluir nas menções honrosas Lomge do Afeganistão, filme organizado pelo John Gianvito cujo todo é mais forte do que suas partes irregulares e que inclui um episódio (Fragments of Dissolution do Travis Wilkerson) que estaria fácil bem perto do topo da lista se eu incluisse curtas.</p>
<p><strong>25) O Verão de Giacomo (Alessandro Comodin)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1225.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1423" alt="1225" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1225.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></a></strong><br />
O prazer com que Comodin filma este dia de verão e o sentimento de descoberta presente nele chegam a lembrar o Um Dia no Campo de Renoir e a ecos constantes tanto da segunda parte do Aquele querido Mês de Agosto, quanto do trabalho de alguns outros cineastas italianos recentes com gosto por se localizarem na fronteira entre ficção/documentário (Michelangelo Frammartino, Pietro Marcello). O que realmente torna o filme marcante porém é como a abordagem táctil imposta por Comodin consegue levar este aparente dia banal entre aquelas duas pessoas  e revelar dali todo um sentimento de história pregressa repartida entre aqueles duas figuras, que é algo que se revela ainda mais forte quando da mudança de garotas no último rolo (a única intromissão realmente radical de Comodin sobre seu filme) que reestabelece a ação como um todo como parte da história daquele rapaz.</p>
<p><strong>24) Nuit Blanche (Frederic Jardin)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1224.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" alt="1224" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1224.jpg?w=500&#038;h=252" width="500" height="252" /></a></strong><br />
Um dos filmes de ação mais excitantes da safra recente. Jardin parte da mais essenciais premissas (policial corrupta vai a uma boate devolver uma maleta com drogas) e encontra nela um sem  numero de novas possibilidades (geográficas, emocionais, narrativas) que vão se acumulando enquanto mais e mais portas de entrada se abrem.  A última meia hora é basicamente uma longa sequencia de ação sustentada que segue encontrada novas formas de elevar tensão.  Alguns momentos muito criativos de ação (a uma sequencia que não ficaria deslocada num filme de Jackie Chan dos fim dos anos 80) e um trabalho muito cuidadoso com câmera na mão (a fotografia é do Tom Stern, fotografo do Eastwood). Lançado por aqui erm DVD pela California sob o super genérico titulo Pura Adrenalina, mas é melhor que todo o catalogo para cinema que eles lançaram em cinema este ano. Por curiosidade o filme foi co-escrito pelo Nicolas Saada, um dos melhores críticos da Cahiers nos anos 80.</p>
<p><strong>23) Outrage Beyond (Takeshi Kitano)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1223.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1421" alt="1223" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1223.jpg?w=500&#038;h=352" width="500" height="352" /></a></strong><br />
Sustentando no espaço entre Brother  e os dois Eleição de Johnnie To, é o melhor filme de Kitano em alguns anos (e isto vindo de alguém que defende a maior parte dos filmes dele dos últimos dez anos). Se <em>Outrage</em><i> </i>era um<i> </i><em>slasher</em><i> </i>com<i> </i><em>Yakuzas</em><i>, </i><em>Outrage Beyond</em> muito rapidamente se revela uma comédia de maneiras de gangsters que ao mesmo tempo celebra o código que supostamente os rege e faz troça de todos os rituais e traições que os dominam. Se o filme anterior era um banho de sangue com a disposição de um Mario Bava, este é uma questão de um plano a mais, seja da câmera segurar por um segundo a mais sobre uma ação ou um contraplano perfeitamente executado.</p>
<p><strong>22) In Another Country (Hong Sang-soo)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1222.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1420" alt="1222" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1222.jpeg?w=500&#038;h=332" width="500" height="332" /></a></strong><br />
Um tanto fácil na sua estrutura se comparado a outros filmes recentes de Hong, mas ainda assim carregado por uma série de achados de situações e locações que o aproximam muito de alguns dos filmes mais relaxados de Rohmer dos anos 80. E somente Hong poderia pegar Isabelle Huppert e despoja-la de todo os excessos de grande atriz, ela não esteve tão relaxada e bem num filme em anos.</p>
<p><strong>21) The Great Cinema Party (Raya Martin)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1221.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1419" alt="1221" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1221.jpg?w=500&#038;h=316" width="500" height="316" /></a></strong><br />
Um dos grandes filmes políticos do ano. Perfeitamente estruturado na maneira que consegue estabelecer um estado de violência histórica e depois procede em esvazia-lo e por fim preenchê-lo com seus amigos. É um filme construído sobre a presença da história das Filipinas, mas sobretudo dos amigos de Martin que relaxadas a jogar conversa fora servem como contraponto essencial a mesma. Fazer uma festa também pode ser um ato político.<br />
<span id="more-1398"></span></p>
<p><strong>20) Barbara (Christian Petzold)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1220.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1418" alt="1220" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1220.jpg?w=500&#038;h=338" width="500" height="338" /></a></strong><br />
Uma das mais impressionantes, e atuais, descrições de viver sobre um estado policial que o cinema produziu. Construída sobre um trabalho preciso de dramaturgia e um trabalho com espaço cênico que torna cada locação um potencial espaço de risco. O que torna Barbara um grande filme porém é a recusa de Petzold de encerrar a história no museu, sua apresentação da vida na Alemanha Oriental como algo complexo em que pessoas de fato precisam negociar sua ausência de liberdade a cada instante da melhor maneira possível.</p>
<p><strong>19) Motorway (Soi Cheang)</strong><br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1219.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1417" alt="1219" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1219.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /></a><br />
Um raro filme do sub gênero do filme de perseguição de carro em que a ênfase é toda na habilidade dos motoristas e não em velocidade dos carros. Cheang passou um ano editando o filme e no processo retirou dele praticamente tudo para alem dos seus elementos essenciais: dois carros a espreita um do outro prontos para recomeçar seu confronto. As sequencias de ação são construídos com uma lógica muito próximo as perseguições de um slasher em que o elemento humano foi suplantado quase por completo.  Neste sentido o Nissan 89 branco é um dos vilões mais aterrorizadores do cinema recente.</p>
<p><strong>18) The Color Wheel (Alex Ross Perry)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1218.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1416" alt="1218" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1218.png?w=500&#038;h=302" width="500" height="302" /></a></strong><br />
Se a estreia de Perry, Impolex, era uma apta aproximação de Pynchon, este seu segundo longa provavelmente é o que de mais perto o cinema americano chegou de Philip Roth.  Perry tem uma facilidade com embaraço, com o tom de ressentimento fraternal, assim como uma especificidade emocional notáveis. De fato, The Color Wheel parece intencionalmente se mover de um cenário absolutamente genérico de cinema indepe3ndente americano para um espaço muito particular ocupado somente por ele. Desde A short Film About Indio Nacional não me lembrava de um filme tão cruel para com programadores e cinéfilos da escola de abandona após 10-15 minutos.</p>
<p><strong>17) O Gebo e a Sombra (Manoel de Oliveira)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1217.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1415" alt="1217" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1217.png?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></a></strong><br />
Uma espécie de filme de horror sobre miséria assombrado com imagens e palavras de um peso simbólico sempre muito presente e pela presença de cenas de uma série de antigas estrelas de cinema europeu (Michel Lonsdale, Claudia Cardinale, Jeanne Moureau). A sala em que a ação quase toda se passa se torna carregada de aura de verdadeiro purgatório econômico de Portugal (e por extensão Europa contemporânea). Se não chega a ser uma obra prima como os filmes recentes do diretor é exclusivamente por conta das limitaçães de francês do Ricardo Trepa limitarem um pouco o impacto dramático do filme.</p>
<p><strong>16) L&#8217;Apollonide (Bertrand Bonello)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1216.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1414" alt="1216" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1216.jpg?w=500&#038;h=283" width="500" height="283" /></a></strong><br />
Tão impactante nos seus momentos banais quanto nos seus vários momentos de pico dramático este retrato de um puteiro de luxo do fim do século XIX é não só um ensaio muito forte sobre  como as relações de poder se escreve no corpo, como um dos mais ricos retatos de um grupo de personagens que coneseguem ao mesmo tempo preserva uma especificidade individual e uma força coletiva.</p>
<p><strong>15) Century of Birthing (Lav Diaz)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1215.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1413" alt="1215" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1215.jpg?w=500&#038;h=252" width="500" height="252" /></a></strong><br />
Duas diferentes crises de crença, a de um cineasta a editar seu filme e de um culto religioso que entra em contato com um elemento externo, se encontrar neste muityo forte último filme de Lav Diaz. Compacto para seus padrões (são só seis horas no lugar das oito ou mais habituais), o filme identifica suas questões e as ataca numa abertura direta que desarma o espectador.</p>
<p><strong>14) Holy Motors (Leos Carax)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1214.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1412" alt="1214" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1214.jpg?w=500&#038;h=282" width="500" height="282" /></a></strong><br />
É impressionante como Holy Motors desperta um desejo no cinéfilo de se expressar sobre ele (ao menos entre aqueles que embarcam no filme), só nesta semana vi duas revistas (Cinetica e Lola) soltarem dossiês a seu respeito. Confesso que no lugar de escrever sobre ele pensei seriam,ente em simplesmente pescar um clip no You Tube dada a forma como o filme me parece elidir as descrições. A imaginação maneirista de Carax sempre existe um tanto a parte dos seus pares, logo faz certo sentido que este retorna se revele tão inclassificável. Não deixa de ser  uma procissão de adeus ao cinema analógico e daria uma belíssima sessão dupla com O Gerente do Paulo Cezar Saraceni que estava por esta mesma posição na minha lista do ano passado e assim como Holy Motors carregava o mesmo misto de alegria e pesar por toda uma história pessoal de cinema.</p>
<p><strong>13) O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1213.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1411" alt="1213" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1213.jpg?w=500&#038;h=211" width="500" height="211" /></a></strong><br />
Não quero me alongar muito sobre O Som ao Redor porque estou no processo de escrever um texto longo para a Cinetica, mas não posso deixar de notar o controle carpenteriano de mise en scene, a forma como o filme vai discretamente criando tensão, seu ótimo olhar e ouvido para cotidiano, a maneira como o filme consegue pegar pequenos momentos e isola-los dentro da sua força simbólica sem que eles deixem de fluir naturalmente dentro do ritmo do filme ou ainda como o processo todo é entrecortado por detalhes peculiares que acrescentam a especificidade do universo construído pelo filme. Este não é só um dos melhores e mais atuais filmes brasileiros recentes, mas  também o resultado inevitável de uma década de curta metragens excelentes que o Kleber realizou todos os quais informam diretamente este longa.</p>
<p><strong>12) A Última Vez que Vi Macau (João Pedro Rodrigues e Rui Guerra da Mata)</strong><br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1212.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1410" alt="1212" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1212.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></a><br />
Em algum lugar entre o filme de conspiração a Rivette/Ruiz e o ensaio de um Marker/Keiller.  As imagens que Rodrigues e Da Mata coletaram na ex-colônia sugerem muitas coisas: uma metrópole em transito, um espaço fluido em que o olhar orientalista do colonizador se perde na modernidade ocidentalizada do oriente e sobretudo um espaço em que histórias acontecem (ou como Candy bem coloca “onde coisas estranhas e assustadoras acontecem”). O mistério da Macau de Rodrigues e Da Mata é dos mais convidativos. Muita da graça do filme surge dele tratar sua Macau como um lugar que seduz na medida em que permite ao espectador projetar o que seus desejos quiserem sobre ele. É a promessa final do exoticismo do qual Josef Von Sternberg (cujo próprio Macao permanece como objeto totêmico para todo o longa)  sempre foi o cultor maior no cinema, retomado numa roupagem contemporânea. É uma ideia que já deu as caras muitas vezes no cinema de Rodrigues, mas que se antes era encerrado num corpo, agora é traduzido para todo um espaço. Toda a Macau é um corpo desviante que seduz.</p>
<p><strong>11) A Bela que Dorme (Marco Bellocchio)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1211.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1409" alt="1211" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1211.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /></a></strong><br />
Cineastas dispostos a realizar filmes a partir de grandes temas fariam bem em consultar este grande filme de Marco Bellocchio que parte de uma situação polemica recente sobre eutanásia na Itália e desarma todos os riscos do “filme de tema” e os substitui popr uma obra muito potente sobre viver na Itália contemporânea.  Bellochio pacientemente aproxima múltiplos olhares e experiências até ter um painel muito mais amplo que a simples questão inicial.</p>
<p><strong>10) Autrement, la Molussie (Nicolas Rey)</strong><br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1210.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1408" alt="1210" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1210.jpg?w=500&#038;h=252" width="500" height="252" /></a><br />
Talvez o filme mais ambicioso do ano, uma adaptação de uma série de excertos de um romance do filosofo alemão Gunther Anders que o cineasta conhece somente por cima por não ser fluente em alemão. O texto de Anders, publicado em 1936, se refere a uma distopia fascista e o filme de Rey torna-o muito atual basicamente por tatea-lo com olhar humilde de quem busca se aproximar e abrir um diálogo. As imagens contemporâneas que Rey lança mão para ilustrar o texto de Anders ajudam-no a construir uma ponta histórica das mais potentes se o texto original se apresenta como um diálogo socrático sobre um mundo ficticio, Rey constrói o seu próprio dialogo com Anders.  Rey consegue ao longo do filme construir um espaço entre história e fantasia que faz um dos usos mais radicais do imaginário com um ponto de partida para uma interrogação politica que me lembro. É um dos filmes menos acessíveis da minha lista, mas um dos mais recompensadores também e a experiência dela fica contigo.</p>
<p><strong>9) Um Verão Escaldante (Philipe Garrel)<br />
</strong><a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1209.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1407" alt="1209" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1209.jpg?w=500&#038;h=232" width="500" height="232" /></a><br />
Um Verão Escaldante é um dos filmes mais teóricos de Garrel – até seu uso de atores é cuidadosamente delineado, com o casal Louis Garrel e Monica Bellucci sugerindo zumbis, refilmando o velho romance condenado <em>garreliano, </em>contrastados com as presenças mais naturais e desprovidas de contexto de Jerome Robart e Céline Sallette. Este lado teórico muito pensado também reflete nas frequentes referencias a O Desprezo. Referências que não estão ali por um capricho cinéfilo, mas porque é do espaço entre O Desprezo e Um Verão Escaldante que Garrel procura dar conta. O Desprezo está para Um Verão Escaldante como A Odisséia estava para o longa de Godard: se ali a cultura e os deuses gregos pareciam observar serenamente a tragédia humana que o cineasta franco-suiço desencadeava, aqui é a ideia do tal cinema moderno dos anos 60 que realiza o mesmo olhar – muito mais doído porque, para Garrel, ele não é uma abstração, mas algo vivido com muito força. Este grande filme incompreendido do Garrel parte de uma constatação para se entregar por completo na busca por uma imagem que quebre este mal-estar, uma imagem justa que não seja nem passadista nem apaziguada. Uma imagem que ainda permita a revolta.</p>
<p><strong>8) Life without Principle (Johnnie To)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1208.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1406" alt="1208" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1208.jpg?w=500&#038;h=227" width="500" height="227" /></a></strong><br />
O filme de gangster de Johnnie To sobre como o colapso econômico grego afetou Hong Kong. É como um daqueles filmes de George Romero em que o cineasta americano dispensava por completo com o subtexto, até o título de Life without Principle não poderia ser mais direto ao ponto. É um filme cuja grandeza se torna mais evidente nas revisitas quando sua encenação desprovida de subterfúgios se revela com cada vez mais força.  Quando um cineasta que passa tanto tempo trabalhando sobre conceitos de mito, gênero e ironia (e pelas minhas contas To dirigiu/co-dirigiu 34 filmes desde montar a Milkyway em 1997) resolve se despir de tudo isso os resultados só poderiam ser brutal na sua entrega completa.</p>
<p><strong>7) Viola (Matias Piñeiro)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1207.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1405" alt="1207" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1207.jpg?w=500&#038;h=252" width="500" height="252" /></a></strong><br />
Apesar das suas sensibilidades não poderem estar mais distantes, <em>Viola</em><em> </em>traz à mente os últimos filmes de Howard Hawks, com quem divide uma mesma ideia de prazer cinematográfico. Como Jonathan Rosenbaum observou certa vez, Hawks é um artista que trabalha de forma muito mais próxima ao de um <em>bandleader</em> de jazz, como Duke Ellington, do que da ideia habitual de autor de cinema. Podemos dizer o mesmo de Matias Piñeiro. Assim como as melhores peças de jazz comunicam principalmente o prazer de uma série de músicos em trabalharem uns a partir dos outros, <em>Viola</em> frequentemente sugere que Piñeiro apenas conspirou para criar situações que permitam que seus atores e técnicos trabalhem juntos e o filme é intoxicado pelo mesmo sentimento de descoberta. Cada um dos seus blocos pode facilmente ser visto como um número separado, dotado de suas intensidades e lógicas próprias, com o texto de Noite de Reis ecoado naturalmente ao longo dele, servindo como uma tênue união temática. <em>Viola</em> é um filme fascinado por papéis e a forma como se entra e sai deles, assim como pela maneira com que o grupo cria naturalmente suas ficções. Esta construção musical faz com que ele mantenha uma leveza e graça bem particulares. Piñeiro é sempre pronto para trabalhar a partir de cada uma das situações, explorando-as em busca de novas configurações.  Provavelmente 2012 não revelou filme mais prazeroso.</p>
<p><strong>6) Bernie (Richard Linklater)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1206.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1404" alt="1206" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1206.jpg?w=500&#038;h=251" width="500" height="251" /></a></strong><br />
Muitos filmes desta lista se constroem sobre um certo ideal de “ficção de coletivo” mas nenhum tal qual este conto mordaz Linklater sobre um caso real no interior do Texas de um assassinato cujo responsável era tão adorado na sua pequena comunidade que a promotoria apesar de amplos fatos e uma confissão se viu obrigada a levar o julgamento para outra cidade para ter qualquer chance de condenação. Contado parcialmente pelos locais em entrevistas e contado com trabalho excepcional de Jack Black, Shirley MaClaine e Matthew McConaughey, este é o melhor filme de Linklater em mais de década igualmente trágico, engraçado e charmoso. Bernie sustenta bem comparações com um filme como Stars in My Crown do Jacques Tourneur ou alguns dos filmes de comunidade de Ford e não consigo pensar em muitos elogios maiores que poderia prestar a um filme do que essse.</p>
<p><strong>5) Il se peut que la beauté ait renforcé notre résolution &#8211; Masao Adachi (Philippe Grandrieux)</strong><br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1205.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1403" alt="1205" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1205.jpg?w=500&#038;h=271" width="500" height="271" /></a><br />
Um grande cineasta, Grandrieux, retrata outro, Adachi, neste belíssimo documentário. Poucos conhecem Masao Adachi, parceiro habitual do recém falecido Koji Wakamatsu nos anos 60, e o único cineasta radical do período a ter se engajado na luta armada, mas Grandrieux faz uma intyrodução cuidadosa ao homem tanto quanto ao artista. Adachi é sobretudo um resistente e Grandrieux se dedica a procurar para si uma representação mais justa quanto possível. Um filme por vezes misterioso, fugidio como seu personagem central, mas que mais do que justifica seu belo título e que diz muito sobre o que signfica ser um artista política nas últi,as décadas.</p>
<p><strong>4) Policeman (Nadav Lapid)</strong><br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1204.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1402" alt="1204" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1204.jpeg?w=500&#038;h=336" width="500" height="336" /></a><br />
O principio é um problema de representação política: Lapid quer dar conta de todo consciente doentio das divisões políticas israelenses e a localiza na oposição entre dois tipos que não poderia estar mais distantes, um brutalmente eficiente policial da unidade de ação anti terrorista e uma radical pronta para realizar o sequestro que sabemos mais  do que condenado ao fracasso. Lapid realiza um filme de superfícies perfeitamente observadas, que encontra uma potencia e dimensão na caricatura muito raras. Policeman pega o credo de que uma imagem pode seguir outra e extrai dele uma representação de um estado de psicose a principio irrepresentável. Dentro de Policeman a um desejo de existir neste espaço em que nenhum diálogo é mais possível, de encontrar para ele uma imagem, uma forma.</p>
<p><strong>3) The Deep Blue Sea (Terence Davies)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1203.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1401" alt="1203" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1203.jpg?w=500&#038;h=252" width="500" height="252" /></a></strong><br />
Muito se comparou The Deep Blue Sea aos primeiros longas de Davies (Vozes Distantes e O Fim de um Longo Dia), mas o filme me lembra mesmo as adaptações teatrais de Alain Resnais, sobretudo Melo, e a disposição destes filmes em buscar o drama em material antiquado e expô-lo na tela da forma mais cinematográfica possível. Uma questão de achar a mise en scene certa para traduzir em cinema os sentimentos das suas três personagens centrais. Assim como estes filmes do Resnais, The Deep Blue de um maneirismo ao mesmo tempo muito teatral e único ao cinema. Não surpreende que o filme reduza todo o primeiro ato da peça a cerca de seis minutos em que música substitui por toda os diálogos de exposição necessários para situar o espectador no drama ou que ele resolva o dilema da personagem principal no seu clímax através de um movimento de câmera. Davies afinal esta ali interessando tão somente em encontrar uma verdade no drama por mais antiquado que a principio este possa parecer.</p>
<p><strong>2) Like Someone in Love (Abbas Kiarostami)</strong><br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1202.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1400" alt="1202" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1202.jpg?w=500&#038;h=334" width="500" height="334" /></a><br />
Num debate depois de uma exibição do seu filme durante a Mostra de São Paulo, alguém perguntou ao Abbas Kiarostami se não era estranho para ele ir ao Japão filmar um filme sobre japoneses quando ele sequer falava a língua o que ocasionou uma daquelas respostas simples e diretas caracteristicas do cineasta iraniano “sempre venho ao Brasil e só de olhar para vocês, acredito que compreendo muito bem aos brasileiros”. Todo a obra de Kiarostami pós-Dez parece existir justamente num ato de contemplar personagens para muito alem do que dizem ou falam e neste sentido Like Someone in Love me parece o filme mais bem resolvido dele após uma década dedicada a depurar este esforço. Seu principio inicial é muito caro a tradição literária japonesa com sua narrativa construída a partir do encontra do velho professor e a jovem prostituta, mas sua construção é território exclusivo do cinema, dos seus planos iniciais da garota no bar até sua confrontação final ao mesmo tempo violenta e nebulosa, tudo se resolve no encontro entre a câmera e uma série de rostos.</p>
<p><strong>1) Tabu (Miguel Gomes)<br />
<a href="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1201.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1399" alt="1201" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1201.jpg?w=500&#038;h=304" width="500" height="304" /></a></strong><br />
O “Paraiso Perdido” de <em>Tabu</em> é um espaço assombrado pela saudade, tomado pelo desejo constante de retomar um tempo em que a diferença entre o centro e a periferia era clara. Ao grande museu europeu de <em>Tabu</em>, cabe o papel de ir ao cinema e chorar, seja por si, seja pelas historias que se foram e aquelas que se sonha possível retomar. No filme, todos perdem: os amantes, a Europa, a África. Mesmo os vencedores da história terminam ali somente a revivê-la, saudosos por um novo recomeço. Resta o cinema, esta arte tão preparada para a função de testemunhar. Miguel Gomes capta as trocas de olhares, os sorrisos furtivos, os longos silêncios, os momentos de repouso do casal Aurora e Gian Luca, a paisagem de Moçambique em que a ação foi filmada (filmada, mas onde ela não se passa; o Monte Tabu não é, nem jamais poderá ser, um espaço físico), o crocodilo sempre ali a observá-los. <em>Tabu</em> existe suspenso entre o cinema sonoro e mudo, tanto quanto o filme existe suspenso na memória – seja a dos amantes, seja a de Portugal. Restam-lhe sempre o olhar e este desejo constante de recomeçar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1398/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1398/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1398&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Filipe Furtado</media:title>
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		<title>Melhores de 2012 (50-26)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 19:17:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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		<description><![CDATA[Como nos últimos anos o critério da lista é a de filmes lançados nos últimos três anos vistos por mim pela primeira vez em 2012. Menções honrosas: 21 Jump Street (Phil Lord e Chris Miller), Abendland (Nikolaus Geyrhalter), Abrir Puertas &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2013/01/01/melhores-de-2012-50-26/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1367&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Como nos últimos anos o critério da lista é a de filmes lançados nos últimos três anos vistos por mim pela primeira vez em 2012.</p>
<p>Menções honrosas: 21 Jump Street (Phil Lord e Chris Miller), Abendland (Nikolaus Geyrhalter), Abrir Puertas y Ventanas (Milagros Mumenthaler), Aprés Mai (Olivier Assayas), Argo (Ben Affleck), Boa Sorte, Meu Amor (Daniel Aragão), Buenas Noches España (Raya Martin), Djailoh (Ricardo Miranda), Dredd (Pete Travis), Eden (Bruno Safadi), Flying Swords of Dragon Gate (Tsui Hark), A Guerra Esta Declarada (Valerie Donzelli), Hotel Mekong (Apichatpong Weerasethakul), The Inkeepers (Ti West), J Edgar (Clint Eastwood), Killer Joe (William Friedkin), Margaret (Kenneth Lonergan), Mientras Duermes (Jaume Balagueró), Missão Impossivel 4 (Brad Bird), La Noche de Enfrente (Raul Ruiz), O que se move (Caetano Gotardo), Pa Negre (Augustin Villaronga), The Raid (Gareth Evans), White &#8211; The Melody of a Curse (Got Kim e Sun Kim), The Woman Knight of Mirror Lake (Herman Yau)</p>
<p><strong>50) Ballet Aquatique (Raul Ruiz)</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1368" alt="1250" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1250.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /><br />
O penúltimo filme de Ruiz não poderia ser mais simples construindo-se a partir de material alheio e alguns poucos elementos de cena e atores. É uma homenagem a Jean Painlevé, mas é sobretudo um filme de Ruiz que na sua simplicidade não deixa de ser uma declaração de princípios:  tudo no cinema permite um novo mergulho no imaginário. Ruiz é um maluco do qual sentiremos muita falta.</p>
<p><strong>49) Lockout (James Mather e Stephen St. Leger)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1392" alt="1249" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1249.jpg?w=500&#038;h=263" width="500" height="263" /></strong><br />
Entre os filmes desta lista Lockout deve ser de longe o menos ambicioso. Basicamente uma desculpa para os diretores estreantes Mather e Leger e o produtor Luc Besson reimaginar Fuga de Nova York numa estação espacial. Tudo aqui é perfeitamente genérico e dispensável, mas Lockout possui algo que uma bomba inflada como Skyfall jamais terá: uma compreensão total do seu material e dedicação a ele que evita trata-lo como mais ou menos do que é. Nenhuma tentativa envergonhada de se justificar ou tentar soar espertinho e irônico (para um filme que procura tanto se aproximar do cinema de ação dos anos 80, Lockout não demonstrar nenhum fetiche auto referencial).  Alem disso o filme se beneficia muito da presença de Guy Pearce (apesar de duas sessões do filme depois eu ainda não ter certeza se ele estava a se divertir horrores ou horrorizado que seu agente lhe colocou num filme como este).</p>
<p><strong>48) Les Mains en l&#8217;air (Romain Goupil)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1391" alt="1248" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1248.jpg?w=500&#038;h=341" width="500" height="341" /></strong><br />
Um filme sobre a política de imigração francesa do ponto de vista de um grupo de crianças que trata o olhar infantil com respeito e sem nenhuma condescendência ou exploração.  Les Mains em L’air faz um trabalho notável de combinar história nos rituais infantis (incomporavelmente melhor do que a maioria dos filmes sobre olhar infantil sobre história). Goupil é um ótimo diretor que merecia ser mais conhecido.</p>
<p><strong>47) Vamps (Amy Heckerling)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1390" alt="1247" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1247.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /></strong><br />
Bem longe da sátira sobre vampiros  que inevitavelmente será vendida/vista, mas uma muito pessoal e agradável comédia sobre passagem do tempo.  Tem uma série de ótimas ideias e sobretudo um olhar muito claro e forte sobre seu tema central. Alem disso os últimos dez minutos são consideravelmente mais envolventes do que uma comédia ligeira sobre vampiros lançada direta em vídeo deveria ser.</p>
<p><strong>46) Sightseers (Ben Wheatley)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1389" alt="1246" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1246.jpg?w=500&#038;h=308" width="500" height="308" /></strong><br />
Wheatley segue seu tour pelo ficção cinematográfica inglesa com sua contribuição para o mais inglês dos gêneros: a comedia de humor negro de serial killer. Se há algo terrível na Inglaterra de <em>Sightseers</em> é que o mal dela é um dado que o filme reconhece como existindo antes dele, só um fato a mais dentro da sua construção, com o qual simplesmente se deve conviver.  É um filme a principio muito mais ligeiro do que Kill List, mas que faz o mesmo movimento de naturalismo para um mal estar assustador.<br />
<span id="more-1367"></span></p>
<p><strong>45) 4:44 Last Day on Earth (Abel Ferrara)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1388" alt="1245" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1245.jpg?w=500&#038;h=275" width="500" height="275" /></strong><br />
O fim do mundo por Abel Ferrara. Contraponto ficcional para algumas das soluções caseiras que Ferrara buscou nos seus documentários recentes, 4:44 é não só um dos filmes mais intimistas já feitos sobre a ideia, mas um dos melhores imaginados, cada detalhe do último dia de Willem Dafoe sentido e vivido como poucos filmes são capazes de expor.</p>
<p><strong>44) Les Eclats (Ma Gueule, Ma Revolte, Mom Nom) (Sylvain George)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1387" alt="1244" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1244.jpg?w=500&#038;h=246" width="500" height="246" /></strong><br />
Les Eclats não deixa de sugerir um sub produto do excepcional <em>Qu’ils reposent en révolte</em><i> (</i><em>des figures de guerres</em>) (que estava no meu top 5 do ano passado), outro catalogo de corpos resistenttes e violência institucional sobre eles. Se não tem o impacto da surpresa do filme anterior, Les Eclats retoma e expande seu projeto com força inegáveis e reafirma que o cinema político de George é dos mais essenciais produzido na Europa nos últimos anosw.</p>
<p><strong>43) Estudante (Darezhan Omirbayev)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1386" alt="???????????????????????????????" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1243.jpeg?w=500&#038;h=282" width="500" height="282" /></strong><br />
Omirbayev segue com seu projeto recente de confrontar a moral da literatura russa do século XIX com a paisagem cazaque do século XXI.  O conceito aqui é um pouco mais redutivo do que em Chouga (a excepcional versão de Anna Karenina que o diretor fizera alguns anos atrás), mas o diretor extrai dele tudo que pode incluindo alguns dos planos externos mais evocativos do cinema de 2012.</p>
<p><strong>42) É a Terra, Não é a Lua (Gonçalo Tocha)</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1385" alt="1242" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1242.jpg?w=500&#038;h=316" width="500" height="316" /><br />
<em>É na Terra, Não é na Lua</em> sugere uma aprazível decantação épica lusitana de algumas ideias muito em voga no cinema de arte contemporâneo na chave de autoficção e etnografia (Alonso, Castaing Taylor,Dvortsevoy, Gonzales-Rubio, etc.) . A principio, sua grande contribuição é justamente detectar certo elemento de absurdo que a Ilha do Corvo empresta à câmera descritiva. Se muito desses filmes sugerem a busca por uma comunidade essencial, um desejo político de uma retomada do comunitário e de uma outra sociedade marginalizada e esquecida, Tocha por vezes busca quase o oposto disso. A Ilha do Corvo fascina, mas não deixa de sugerir o sentimento muito português de ser um espaço naufragado na história. Essa ilha se afirma como um espaço que existe à parte, mas o cineasta e sua equipe (que não à toa surgem no filme como verdadeiros turistas) menos se entregam a este ambiente do que seguem constantemente removidos dele.</p>
<p><strong>41) Scabbard Samurai (Hitoshi Matsumoto)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1384" alt="1241" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1241.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /></strong><br />
A cada novo filme o humor absurdo de Matumoto se revela mais a vontade e inventivo. Esta comédia sobre as 30 tentativas de um samurai deprimidor fazer um garoto ainda mais deprimido rir (do contrario o pai do moleque fará ele cometer harikiri) é ao mesmo tempo engraçadíssimo, sentimental na medida certa e formalmente envolvente e cheia de momentos assombrosas. O mais próximo de Jerry Lewis quanto o cinema contemporâneo chega hoje.</p>
<p><strong>40) Mulberry St (Abel Ferrara)</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1383" alt="1240" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1240.png?w=500&#038;h=375" width="500" height="375" /><br />
Ponto final da série de excelentes documentários mitológicos que Ferrara realizou nos últimos anos voltando seu olhar de vez para o universo do seu autor, sua vizinhança e também o espaço em que começou a filmar nos anos 70.  È um retrato comunitário tão assombrado a sua maneira quanto a Napoles de Napoli Napoli Napoli com o processo de reurbanização do fim dos anos 90 fazendo as vezes da Camorra.</p>
<p><strong>39) Starlet (Sean Baker)</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1382" alt="1239" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1239.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /><br />
Provavelmente um filme mais enganosamente simples do ano com o diretor Baker seguindo adicionando problemas que ele desarma logo a seguir. È um ótimo filme sobre percepção (do espectador, mais do que dos personagenbs) e o raro filme que genu8inamente merece ser elogiado pela sua generosidade.</p>
<p><strong>38) Domestica (Gabriel Mascaro)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1381" alt="1238" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1238.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></strong><br />
Conhecendo a obra anterior do Gabriel Mascaro era fácil imaginar que Domestica se revelasse simplesmente  uma denuncia básica da pretensa intimidade entre as personagens principais e seus jovens patrões a registra-las, mas o que Domestica consegue é justamente desarmar esta a ideia simples e realizar um filme muito mais abrangente e contraditório sobre todo o escopo do tema e fazer isso justamente por abraçar o seu dispositivo de colaboração e confiar na força que surge das imagens captadas.</p>
<p><strong>37) Universal Soldier Day of Reckoning (John Hyams)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1380" alt="1237" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1237.jpg?w=500&#038;h=282" width="500" height="282" /></strong><br />
O que acontece quando cineasta talentoso que curte igualmente John Carpenter e Michael Haneke recebe um cheque em branco para fazer o que quiser com um filme de ação.  Os dois filmes anteriores de Hyams tinham uma facilidade com coreografia realista de ação e um tom melancólico muito próprios, mas este Day of Reckoning reconfigura-os na direção de um triste filme de horror sobre personagens de cinema descartáveis. Alem disso o filme conta com duas das sequencias mais memoráveis do ano, a abertura (que é o melhor curta de terror em um bom tempo) e a briga entre Scott Adkins e Andrei Arlovski que é um primor de coreografia bruta com arco dramatico.</p>
<p><strong>36) Red Hook Summer (Spike Lee)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1379" alt="1236" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1236.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></strong><br />
Como o melhor Spike Lee um filme notável inclusive pelas suas imperfeições que tenta cobrir mais espaço do que é capaz de abarcar, mas é marcante sempre que funciona. É o seu filme mais relaxado desde a virada da década passada, e sempre que o filme se concentra na figura do pastor do Clarke Peters é dos mais potentes também.</p>
<p><strong>35) The War (James Benning)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1378" alt="1235" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1235.jpg?w=500&#038;h=296" width="500" height="296" /></strong><br />
James Benning realiza um tipo muito diferente de retrato do que geralmente se espera dele buscando material de registro do grupo russo anarquista Voina para elaborar uma paisagem sobre ação/pensamento radical num espaço autoritário contemporâneo e a forma como tais ações e representadas e colocadas dentro e fora de contexto.</p>
<p><strong>34) Na Carne e na Alma (Alberto Salva)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1377" alt="1234" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1234.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /></strong><br />
Como representar o desejo no seu estado mais nu e embaraçoso.  Direto, grosseiro e honesto como poucas coisas realizadas por aqui nos últimos anos. Daria uma grande sessão dupla com La Captive da Chantal Akerman.</p>
<p><strong>33) Moonrise Kingdom (Wes Anderson)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1376" alt="1233" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1233.jpeg?w=500&#038;h=280" width="500" height="280" /></strong><br />
O cineasta moleque se diverte na sua casa de bonecas. Que de todo este artifício apareça um filme tão emocionalmente especifico é só outra lembrança de que Anderson é bem melhor que seus críticos.</p>
<p><strong>32) Two Years at Sea (Ben Rivers)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1375" alt="1232" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1232.jpg?w=500&#038;h=200" width="500" height="200" /></strong><br />
Ninguém domina tão bem a arte de transformar a observação do banal numa fabulação que parece sempre pronta para embarcar num imaginário que é tudo menos banal quanto Ben Rivers. Two Years at Sea é nominalmente uma peça de auto ficção centrada num homem excêntrico que vive isolado numa cabana no meio do nada, mas sobre o olhar do Rivers é um exercício de fabulação tão grande quanto Moonrise Kingdom.</p>
<p><strong>31) A Simple Life (Ann Hui)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1374" alt="1231" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1231.jpg?w=500&#038;h=327" width="500" height="327" /></strong><br />
O melhor filme de Ann Hui em uma década é um melodrama seco sobre uma mulher que passou 6 decadas trabalhando para a mesma família. A despeito da sua disposição de trabalhar com materiais diversos, Hui sempre esta no seu melhor em dramas observacionais e sobretudo em filmes como este, Summer Snow e July Rhapsody em que ela pode sugerir toda uma história de experiências repartidas entre seus personagens.</p>
<p><strong>30) Reconversão (Thom Andersen)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1373" alt="1230" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1230.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></strong><br />
Mais um capitulo do olhar de Andersen para a história dos espaços e da relação do homem com ele. Em <em>Reconversão</em>, a arquitetura é uma arte passageira, perdida em meio à eternidade da história: nasce da ruína e para ela esta destinada a retornar.</p>
<p><strong>28) Cosmópolis</strong> e <strong>Um Método Perigoso (David Cronenberg)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1372" alt="1229" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1229.jpg?w=500&#038;h=333" width="500" height="333" /></strong><img class="aligncenter size-full wp-image-1371" alt="1228" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1228.jpg?w=500&#038;h=317" width="500" height="317" /><br />
Dois excelentes filmes de Cronenberg ambos um tanto mal entendidos por ai muito por serem igualmente julgados pelas suas qualidades mais superficiais, são ambos adaptações de prestigio muito particulares que se não chegam a figurar entre os melhores do cineasta por alguns problemas de elenco (excesso de Keira Knightley em Método, excesso de atores perdido com dialogo de Delillo em Cosmopolis), reconfifuram o materilç original em visões políticas muito fortes.  Acho que prefiro ligeiramente Um Método Perigoso por conta de alguns senões com o original de DeLillo que Cosmopolis adapta (e melhora, diga-se).</p>
<p><strong>27) Bleak Night (Yoon Sung-Hyun)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1370" alt="1227" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1227.jpg?w=500&#038;h=281" width="500" height="281" /></strong><br />
Este filme de estreia de Yoon Sung-Hyun é o melhor filme coreano não dirigido pelo Hong Sang-soo que vi nos últimos anos e um dos retratos mais fortes de um grupo de adolescentes em muito tempo. Bleak Night consegue até tornar sua excessivamente complicada estrutura não-cronológica significativa. Yoon tem um olho muito bom para como seu grupo de jovens se comporta, especialmente quando nada de significativo parece acontecer, e também para os ocasionais rompantes de crueldade que se intromete entre eles.</p>
<p><strong>26) Damsels in Distress (Whit Stillman)<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-1369" alt="1226" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2013/01/1226.jpg?w=500&#038;h=300" width="500" height="300" /></strong><br />
É só quando retrógados excêntricos com bom ouvido para dialogo desaparecem por 13 anos que o tamanho do buraco que deixam para trás ficam claros. Damsels in Distress não é o melhor filme que vi em 2012, mas talvez seja o mais prazeroso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1367/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1367&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Jerry Lewis oculto</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 17:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Links]]></category>

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		<description><![CDATA[Na correria da Mostra não tiove como mencionar antes, mas o sempre muito atento Jaime Christley localizou no You Tube alguns trabalhos que Jerry Lewis dirigiu para a TV após seu último longa em 83. Dois episódios para TV, um &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2012/11/06/o-jerry-lewis-oculto/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1361&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na correria da Mostra não tiove como mencionar antes, mas o sempre muito atento Jaime Christley localizou no You Tube alguns trabalhos que Jerry Lewis dirigiu para a TV após seu último longa em 83. Dois episódios para TV, um para uma sitcom chamada Brothers em 85 e outro de uma série de ação juvenil chamada Superforce (há um terceiro episódio televisivo da mesma época, mas este não parece ter caido na rede até hoje). Para os interessados em pesquisar este periodo oibscuro do Lewis diretor seguem os videos.</p>
<p>Brothers:</p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/yawqOZiyx-o?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/fMOMo-e3D9A?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/xV3lIuLqZUg?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>Super Force:</p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/oE9uQxDf600?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1361/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1361&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Filipe Furtado</media:title>
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		<title>Festival do Rio</title>
		<link>http://anotacoescinefilo.com/2012/11/05/festival-do-rio-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Nov 2012 13:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixo aqui links para todas as críticas que escrevi para o Festival do Rio e depois delas algumas observações sobre outros filmes que vi, não todos, mas daqueles que queria fazer algum comentário mais especifico. Abrir Puertas y Ventanas, de &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2012/11/05/festival-do-rio-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1356&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1357" title="festivalrio" alt="" src="http://anotacoescinefilo.files.wordpress.com/2012/11/festivalrio.jpg?w=500&#038;h=317" height="317" width="500" /><br />
Deixo aqui links para todas as críticas que escrevi para o Festival do Rio e depois delas algumas observações sobre outros filmes que vi, não todos, mas daqueles que queria fazer algum comentário mais especifico.</p>
<p><a href="http://www.revistacinetica.com.br/abrirpuertaseviola.htm">Abrir Puertas y Ventanas, de Milagros Mumenthaler e Viola, de Matias Piñeiro</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/journaldefrance.htm"> Diário da França, de Raymond Depardon e Claudine Nougaret</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/doresdeamores.htm"> Dores de Amores, de Raphael Vieira</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/eden.htm"> Éden, de Bruno Safadi</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/elefantebranco.htm"> Elefante Branco, de Pablo Trapero</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/escolasecundaria.htm"> Escola Secundária, de Celina Murga</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/fantasialusitana.htm"> Fantasia Lusitana, de João Canijo</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/ogostododinheiro.htm"> O Gosto do Dinheiro, de Im Sang-soo</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/hoje.htm">Hoje, de Alain Gomis</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/arbitrage.htm"> A Negociação, de Nicholas Jarecki</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/reconversao.htm"> Reconversão, de Thom Andersen</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/cabininthewoods.htm"> O Segredo da Cabana, de Drew Goddard</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/shokuzai.htm"> Shokuzai, de Kiyoshi Kurosawa</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/simonkiller.htm"> Simon Killer, de Antonio Campos</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/starlet.htm"> Starlet, de Sean Baker</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/tabu.htm"> Tabu, de Miguel Gomes</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/sightseers.htm"> Turistas, de Ben Wheatley</a><br />
<a href="http://www.revistacinetica.com.br/macau.htm"> A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata</a></p>
<p>Argo (Ben Affleck)<br />
Os dois primeiros filmes de Affleck eram sustentados no pendulo de um ótimo uso das locações em Boston com uma direção segura de atores, o que torna abandonar casa para fazer um filme cuja ação é essencialmente de estúdio e muito distante de Boston um risco (a cidade sempre servia com rede de apoio nos momentos que Gone Baby Gone e The Town fraquejavam).  Felizmente o outro elemento que sustentava estes filmes, o bom gosto do diretor para material, o carrega aqui novamente, Argo é baseado num excelente caso real e Affleck inteligentemente constrói a partir dele um filme sobre a arte de fabular. O filme existe entre dois modos de artifício hollywoodiano: a sátira inofensiva das sequencias em Los Angeles e a tensão de thriller nas passagens em Teerã. A confluência destas duas imagens artificiais e a convicções com que ambas são apresentadas garante energia constante que sustenta o filme.</p>
<p>Foxfire (Laurent Cantet)<br />
Se Argo é o sucesso da fabulação, este novo longa do Cantet é o exato oposto, um filme que assusta justamente pela forma como fracassa em se articular minimamente. Diante de Foxfire, pensei em alguns filmes brasileiros que deram errados e que você topa com em festivais nos quais da para imaginar o cineasta e o montador olhando para o material na frente da ilha de montagem trocando aquele olhar cúmplice desesperado de quem reconhece que não tem filme nenhum ali. Não é nem que o filme é péssimo, ele simplesmente é tão frágil tão incapaz de se impor, que ele é destinado a jamais escapar da inconsequência.  Diante do filme você entende como Cantet foi de ganhar Cannes para no longa seguinte não ser selecionado em nenhum dos festivais de porte europeus.</p>
<p>Holy Motors (Leos Carax)<br />
Daria uma grande seção dupla com o derradeiro filme do Saraceni, O Gerente.  Notável como Carax consegue ao mesmo tempo ser de uma melancolia muito dolorosa e de uma vitalidade imensa. Não é meu favorito dele, mas é certamente a melhor atuação de Denis Lavant ou as onze melhores, não tenho certeza. Vale dizer que o filme talvez seja ainda mais impressionante nas sequencias discretas como na que o pai vai buscar a filha do que nas passagens mais chamativas.</p>
<p>Hotel Mekong (Apichatpong Weerasethakul)<br />
Menos um filme menor do que um sedutor trabalho “entre filmes”.  Sempre notável como Apichatpong lança mão de alguns poucos elementos de cena e conjura deles um encantamento, um desejo no espectador de se perder neles sempre muito envolvente.  Da para traçar um bom paralelo entre ele e o média do Raul Ruiz que passou na Mostra, que tem principio semelhante, mas é mais bem resolvido.  Haverá quem preguiçosamente vai usar aquela saída preguiçosa e descartar o filme como videoarte, mas Hotel Mekong me parece fazer mais sentido numa sala de cinema e esta mais próximo de Griffith que Bill Viola.</p>
<p>Jards (Eryk Rocha)<br />
O filme anterior do Eryk Rocha Transeunte era um filme de personagem que só me parecia negociar com sucesso sua relação com a figura que se propunha observar nas suas sequencias musicais. Este seu novo documentário sobre Jards Macalé, não deixa de funcionar como uma extensão natural dos momentos mais fortes do filme anterior; inserindo o musico num projeto estético com muito pontos de contato com o de Transeunte. Jards transforma os duetos que Macalé grava ao longo do filme uma extensão natural da dança que a câmera de Rocha realiza com o arredio musico.</p>
<p>Killer Joe (William Friedkin)<br />
De um modo geral tedo a preferir hillbillyexplotation em country rock do que em filme, mas Friedkin se aproveita bem do encontro entre a misantropia do texto e a sua própria sensibilidade. Não haverá aqui espaço para o trabalho de exploração formal sofisticado que o cineasta usara em Bug adaptado do mesmo dramaturgo, mas há uma intensidade na histeria do filme que lhe serve com força.  Há também um grande Matthew McChougney que carrega o filme por muito dos seus momentos mais frágeis.</p>
<p>Moonrise Kingdom (Wes Anderson)<br />
Já estreou e muita gente já viu, mas aproveito a oportunidade para indicar o <a href="http://www.revistacinetica.com.br/moonrisekingdom.htm">texto do Fabio</a> e para dizer que é o meu Wes Anderson favorito em uma década.</p>
<p>Primeiro Dia de um Ano Qualquer (Domingos de Oliveira)<br />
Não vi o outro filme de Domingos de Oliveira deste ano (Paixão e Acaso) que me disseram ser ainda mais desleixado, mas este Primeiro Dia de um Ano Qualquer segue o processo desta ultima década dele em direção ao completa preguiça na hora de transformar seus textos em filmes.  Se Domingos fosse capaz de encontrar alguma vitalidade no meio da pobreza o processo se justificaria, mas a parte um par de cenas em que os atores conseguem salvar não há nada aqui, e para piorar este é um dos piores e menos interessantes textos que ele filmou desde o seu retorno ao cinema em 98.</p>
<p>O Verão de Giacomo (Alessandro Comodin)<br />
Deveria ter escrito um texto sobre O Verão de Giacomo para a Cinetica, mas na correria no retorno a São Paulo acabei sem tempo, o que é uma pena já que se trata de um dos melhores filmes que passaram no festival.  É um filme muiro em como gestos e sentimentos permanecem na história de cada um. É um dos mais bem resolvidos filmes de dispositivo recentes, no caso, os problemas de audição do Giacomo do titulo, um adolescente surdo que o cineasta conhece. O prazer com que Comodin filma este dia de verão e o sentimento de descoberta presente nele chegam a lembrar o Um Dia no Campo de Renoir e a ecos constantes tanto da segunda parte do Aquele querido Mês de Agosto, mas do trabalho de alguns outros cineastas italianos recentes com gosto por se localizarem na fronteira entre ficção/documentário (Michelangelo Frammartino, Pietro Marcello). O que realmente torna o filme marcante porém é como a abordagem táctil imposta por Comodin consegue levar este aparente dia banal entre aquelas duas pessoas (Giacomo e a irmã do cineasta Stefania, que serve de uma guia paciente para o protagonista) e revelar dali todo um sentimento de história pregressa repartida entre aqueles duas figuras, que é algo que se revela ainda mais forte quando da mudança de garotas no último rola (a única intromissão realmente radical de Comodin sobre seu filme) que reestabelece a ação como um todo como parte da história daquele rapaz.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1356/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anotacoescinefilo.wordpress.com/1356/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1356&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mostra</title>
		<link>http://anotacoescinefilo.com/2012/10/18/mostra-7/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 19:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Furtado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Programação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por conta dos pedidos de amigos um post de recomendações da Mostra. Dividi-as desta vez em cinco listas. A primeira com os 10 filmes que acho todos deveriam ver na Mostra de qualquer jeito, a segunda é de outros que &#8230; <a href="http://anotacoescinefilo.com/2012/10/18/mostra-7/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anotacoescinefilo.com&#038;blog=5428093&#038;post=1353&#038;subd=anotacoescinefilo&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="25/11 O Dia em que Mishima Escolheu seu Destino, de Koji Wakamatsu" alt="" src="http://36.mostra.org/img/filmes/F001.jpg" height="314" width="470" /></p>
<p>Por conta dos pedidos de amigos um post de recomendações da Mostra. Dividi-as desta vez em cinco listas. A primeira com os 10 filmes que acho todos deveriam ver na Mostra de qualquer jeito, a segunda é de outros que recomendo com mais força e a terceira tem outros filmes de interesse que dependem mais das preferências de cada um. Depois duas listas de brasileiros que equivalem às listas 2 e 3.</p>
<p>Alem disso a Mostra contém quatro retrospectivas. A do Andrei Tarkovski dispensa apresentações, o máximo que pode se dizer contra ela é que os filmes do Tarkovski reaparecem em película com mais frequência do que as retros habituais da Mostra. Não conheço Minoru Shibuya, mas amigos que conhecem mais a fundo cinema japonês recomendam. Há duas retrospectivas de cineastas contemporâneos, não tenho grande interesse na de Sergei Losnitza, mas para quem não conhece a de Miguel Gomes é im perdível, são só 3 longas e um programa de curtas, mas todos são muito recomendáveis (podferiam ter aproveitado e montado um segundo programa com outros curtas da O Som e A Fúria, qualquer desculpa para passar Repace é sempre justificável).</p>
<p>Entre as sessões de clássicos, destaque maior para a sessão em homenagem ao Carlão Reichenbach com o seu Alma Corsária em sessão dupla com um dos seus filmes favoritos Raros Sonhos  Flutuantes do Eizo Sugawa. Haverá ainda homenagens aos 50 anos da Positif (com exibição de Muriel e Os Deuses e os Mortos), Chris Marker (que também terá o seu ótimo documentário sobre Tarkovski exibido escondido num dos programas de docs sobre ele). Entre as cópias restauradas, se mencionará muito Era uma Vez no Oeste, Tubarão e Lawrence da Arabia, mas imperdível mesmo será o Coronel Blimp, da dupla Powell/Pressbuger, que é só o melhor filme da história do cinema inglês.</p>
<p>25/11 O DIA EM QUE MISHIMA ESCOLHEU O SEU DESTINO (11.25 JIKETSU NO HI: MISHIMA YUKIO TO WAKAMONO-TACHI), de Koji Wakamatsu (119&#8242;). JAPÃO<br />
A BELA QUE DORME (BELLA ADDORMENTATA), de Marco Bellocchio (115&#8242;). FRANÇA, ITÁLIA.<br />
APRÈS MAIS (APRÈS MAI), de Olivier Assayas (122&#8242;). FRANÇA.<br />
BARBARA (BARBARA), de Christian Petzold (105&#8242;). ALEMANHA.<br />
ESTUDANTE (STUDENT), de Darezhan Omirbayev (90&#8242;). CAZAQUISTÃO.<br />
LA NOCHE DE ENFRENTE (LA NOCHE DE ENFRENTE), de Raúl Ruiz (110&#8242;). FRANÇA, CHILE.<br />
O GEBO E A SOMBRA (O GEBO E A SOMBRA), de Manoel de Oliveira (91&#8242;). PORTUGAL.<br />
OUTRAGE: BEYOND (AUTOREIJI: BIYONDO), de Takeshi Kitano (112&#8242;). JAPÃO.<br />
TABU (TABU), de Miguel Gomes (119&#8242;). PORTUGAL, ALEMANHA, BRASIL, FRANÇA.<br />
UM ALGUÉM APAIXONADO (LIKE SOMEONE IN LOVE), de Abbas Kiarostami (109&#8242;). FRANÇA, JAPÃO.</p>
<p>10+10 (10+10), de Vários (107&#8242;). TAIWAN.<br />
A GLÓRIA DAS PROSTITUTAS (WHORE´S GLORY), de Michael Glawogger (110&#8242;). ALEMANHA, ÁUSTRIA.<br />
ABENDLAND (ABENDLAND), de Nikolaus Geyrhalter (90&#8242;). ÁUSTRIA.<br />
ALÉM DAS MONTANHAS (DUPA DEALURI), de Cristian Mungiu (155&#8242;). ROMÊNIA.<br />
BALLET AQUATIQUE (BALLET AQUATIQUE), de Raúl Ruiz (50&#8242;). FRANÇA.<br />
HANNAH ARENDT (HANNAH ARENDT), de Margarethe von Trotta (113&#8242;). ALEMANHA.<br />
INGRID CAVEN, MÚSICA E VOZ (INGRID CAVEN, MUSIQUE ET VOIX), de Bertrand Bonello (95&#8242;). FRANÇA.<br />
JOVENS DE PEQUIM (BEIJING FLICKLERS), de Yuan Zhang (96&#8242;). CHINA.<br />
LINHAS DE WELLINGTON (LES LIGNES DE WELLINGTON), de Valeria Sarmiento (151&#8242;). FRANÇA, PORTUGAL.<br />
LONGE DO AFEGANISTÃO (FAR FROM AFGHANISTAN), de John Gianvito, J. Jost, M. Martin,Soon-Mi YooT. Wilkerson (120&#8242;). ESTADOS UNIDOS.<br />
MEMORIES LOOK AT ME (JI YI WANG ZHE WO), de Song Fang (91&#8242;). CHINA.<br />
MYSTERY (MYSTERY), de Lou Ye (98&#8242;). CHINA, FRANÇA.<br />
NA NEBLINA (V TUMANE), de Sergei Loznitsa (127&#8242;). ALEMANHA, RÚSSIA, LETÔNIA, HOLANDA , BIELORÚSSIA.<br />
NO (NO), de Pablo Larraín (115&#8242;). CHILE, FRANÇA, ESTADOS UNIDOS.<br />
O LAGO BALATON (NÉMET EGYSÉG@BALATONNÁL &#8211; MÉZFÖLD), de Péter Forgács (79&#8242;). HUNGRIA.<br />
PARA ELLEN (FOR ELLEN), de So Yong KIM (94&#8242;). ESTADOS UNIDOS.<br />
PERDER A RAZÃO (A PERDRE LA RAISON), de Joachim Lafosse (114&#8242;). BÉLGICA, LUXEMBURGO, FRANÇA, SUÍÇA.<br />
POSTCARDS FROM THE ZOO (KEBUN BINATANG), de Edwin (95&#8242;). INDONÉSIA, ALEMANHA, HONG KONG.<br />
REALITY (REALITY), de Matteo Garrone (115&#8242;). ITÁLIA, FRANÇA.<br />
TIRO NA CABEÇA (HEADSHOT), de Pen-Ek Ratanaruang (105&#8242;). TAILÂNDIA, FRANÇA.</p>
<p>38 TESTEMUNHAS (38 TÉMOINS), de Lucas Belvaux (104&#8242;). FRANÇA.<br />
A CAÇA (JAGTEN), de Thomas Vinterberg (115&#8242;). DINAMARCA.<br />
A CASA (A CASA), de Júlio Alves (70&#8242;). PORTUGAL.<br />
A CULPA DO CORDEIRO (LA CULPA DEL CORDERO), de Gabriel Drak (81&#8242;). URUGUAI.<br />
A FEITICEIRA DA GUERRA (REBELLE), de Kim Nguyen (90&#8242;). CANADÁ.<br />
A PARTE DOS ANJOS (THE ANGEL´S SHARE), de Ken Loach (101&#8242;). REINO UNIDO, FRANÇA, BÉLGICA, ITÁLIA.<br />
ALPES (ALPEIS), de Yorgos Lanthimos (93&#8242;). GRÉCIA<br />
ANTIVIRAL (ANTIVIRAL), de Brandon Cronenberg (110&#8242;). CANADÁ.<br />
AQUI E ALI (AQUÍ Y ALLÁ), de Antonio Mendez Esparza (110&#8242;). ESPANHA, ESTADOS UNIDOS, MÉXICO.<br />
BULLY (BULLY), de Lee Hirsch (99&#8242;). ESTADOS UNIDOS.<br />
CANÇÃO PARA O MEU PAI (LULLABY TO MY FATHER), de Amos Gitai (82&#8242;). FRANÇA, SUÍÇA.<br />
DEPOIS DA BATALHA (BAAD EL MAWKEAA / APRES LA BATAILLE), de Yousry Nasrallah (116&#8242;).<br />
ENTRE O AMOR E A PAIXÃO (TAKE THIS WALTZ), de Sarah Polley (116&#8242;). CANADÁ, ESPANHA, JAPÃO.<br />
ESTRADA DE PALHA (ESTRADA DE PALHA), de Rodrigo Areias (93&#8242;). PORTUGAL, FINLÂNDIA.<br />
FELICIDADE (GLÜCK), de Doris Dörrie (112&#8242;). ALEMANHA.<br />
FIM DE SEMANA EM CASA (WAS BLEIBT), de Hans-Christian Schmid (85&#8242;). ALEMANHA.<br />
FOGO (FOGO), de Yulene Olaizola (61&#8242;). MÉXICO, CANADÁ.<br />
IMPERDOÁVEL (IMPARDONNABLES), de André Téchiné (113&#8242;). FRANÇA.<br />
INDIGNADOS (INDIGNADOS), de Tony Gatlif (88&#8242;). FRANÇA.<br />
INVASION (INVASION), de Dito Tsindzadse (104&#8242;). ALEMANHA, ÁUSTRIA.<br />
KEYHOLE (KEYHOLE), de Guy Maddin (93&#8242;). CANADÁ.<br />
LA DEMORA (LA DEMORA), de Rodrigo Plá (84&#8242;). URUGUAI, MÉXICO, FRANÇA.<br />
LA SIRGA (LA SIRGA), de William Vega (88&#8242;). COLÔMBIA, FRANÇA, MÉXICO.<br />
LAURENCE ANYWAYS (LAURENCE ANYWAYS), de Xavier Dolan (159&#8242;). CANADÁ , FRANÇA.<br />
MAR CALMO (LA MER A L´AUBE), de Volker Schlöndorff (90&#8242;). FRANÇA, ALEMANHA.<br />
MELHOR NÃO FALAR DE CERTAS COISAS (MEJOR NO HABLAR DE CIERTAS COSAS), de Javier Andrade (100&#8242;). EQUADOR.<br />
NA SUA AUSÊNCIA (J&#8217;ENRAGE DE SON ABSENCE), de Sandrine Bonnaire (98&#8242;). FRANÇA.<br />
O AMANTE DA RAINHA (EN KONGELIG AFFÆRE), de Nikolaj Arcel (137&#8242;). DINAMARCA.<br />
O CICLO (FULL CIRCLE), de Zhang Yang (104&#8242;). CHINA.<br />
O SORRISO DO CHEFE (IL SORRISO DEL CAPO), de Marco Bechis (75&#8242;). ITÁLIA.<br />
OS SELVAGENS (LOS SALVAJES), de Alejandro Fadel (119&#8242;). ARGENTINA.<br />
POR ENQUANTO (MEANWHILE), de Hal Hartley (62&#8242;). ESTADOS UNIDOS.<br />
PREENCHENDO O VAZIO (LEMALE ET HA&#8217;HALAL), de Rama Burshtein (87&#8242;). ISRAEL.<br />
RENOIR (RENOIR), de Gilles Bourdos (101&#8242;). FRANÇA.<br />
RIO (RIVER), de Ryuichi Hiroki (89&#8242;). JAPÃO.<br />
SONHO E SILÊNCIO (SUEÑO Y SILENCIO), de Jaime Rosales (120&#8242;). ESPANHA, FRANÇA.<br />
WALK AWAY RENÉE (WALK AWAY RENÉE), de Jonathan Caouette (90&#8242;). FRANÇA.</p>
<p>BOA SORTE, MEU AMOR (BOA SORTE, MEU AMOR), de Daniel Aragão (95&#8242;).<br />
ELENA (ELENA), de Petra Costa (82&#8242;).<br />
ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA (ERA UMA VEZ EU, VERÔNICA), de Marcelo Gomes (91&#8242;).<br />
JARDIM ATLÂNTICO (JARDIM ATLÂNTICO), de Jura Capela (90&#8242;).<br />
JARDS (JARDS), de Eryk Rocha (93&#8242;).<br />
LAURA (LAURA), de Fellipe Gamarano Barbosa (78&#8242;).<br />
O QUE SE MOVE (O QUE SE MOVE), de Caetano Gotardo (97&#8242;).<br />
O SOM AO REDOR (O SOM AO REDOR), de Kleber Mendonça Filho (131&#8242;).</p>
<p>A BUSCA, de Luciano Moura (96&#8242;).<br />
A COLEÇÃO INVISÍVEL, de Bernard Attal (98&#8242;).<br />
A FLORESTA DE JONATHAS, de Sergio Andrade (99&#8242;).<br />
A MEMÓRIA QUE ME CONTAM, de Lúcia Murat (95&#8242;).<br />
A ÚLTIMA ESTAÇÃO, de Marcio Curi (114&#8242;).<br />
A ÚLTIMA PALAVRA É A PENÚLTIMA, de Evaldo Mocarzel (72&#8242;).<br />
BALANÇA MAS NÃO CAI, de Leonardo Barcelos (77&#8242;).<br />
CHAMADA A COBRAR, de Anna Muylaert (72&#8242;).<br />
CINE HOLLIÚDY, de Halder Gomes (91&#8242;).<br />
COLEGAS, de Marcelo Galvão (100&#8242;).<br />
CORES, de Francisco Garcia (95&#8242;).<br />
DORES DE AMORES, de Raphael Vieira (80&#8242;).<br />
ESTADO DE EXCEÇÃO, de Juan Posada (75&#8242;).<br />
EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DO QUE EU TÔ FAZENDO COM A MINHA VIDA, de Matheus Souza (90&#8242;).<br />
KÁTIA, de Karla Holanda (74&#8242;).<br />
LACUNA, de André Lavaquial (73&#8242;).<br />
NOITES DE REIS, de Vinicius Reis (93&#8242;).<br />
NOVE CRÔNICAS PARA UM CORAÇÃO AOS BERROS, de Gustavo Galvão (93&#8242;)<br />
O DIA QUE DUROU 21 ANOS, de Camilo Tavares (77&#8242;).<br />
PAIXÃO E ACASO, de Domingos Oliveira (83&#8242;).<br />
PRA LÁ DO MUNDO, de Roberto Studart (78&#8242;).<br />
PRIMEIRO DIA DE UM ANO QUALQUER, de Domingos Oliveira (81&#8242;).<br />
SINFONIA DE UM HOMEM SÓ, de Cristiano Burlan (93&#8242;).<br />
SUPER NADA, de Rubens Rewald (94&#8242;).<br />
UM FILME PARA DIRCEU, de Ana Johann (80&#8242;).<br />
UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA, de Luiz Bolognesi (75&#8242;).</p>
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			<media:title type="html">25/11 O Dia em que Mishima Escolheu seu Destino, de Koji Wakamatsu</media:title>
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